Como nossos filhos
09/03/2010 às 23h45
LIVRO
A ideia é genial.
E vale se jogar, como se criança fosse numa roda gigante.
Quem já foi criança ou quem ainda é vai adorar esse livro.
Os desenhos que marcaram época no Brasil, as curiosidades de cada um.
O livro mostra um panorama completo de todos os desenhos animados exibidos no Brasil, desde que a televisão começou por aqui. Vai pesquisar as origens de cada série, desde os anos 30, nos Estados Unidos, até chegar à avalanche de produções dos últimos anos, com a entrada de mais e mais canais a cabo.
São mais de 300 páginas lindas, cheias de revival da nossa infância.
Todo cuidado é pouco
15/11/2009 às 09h20
LIVRO
Aguardada até a cintura, a continuação de "Tamanho 42 não é gorda" promete sucesso.
A ex-estrela pop Heather Wells está de volta, e como de costume vai se envolver em uma perigosa investigação.
Ela é inspetora de um dormitório feminino da Universidade de Nova York, e está acostumada com festas e brincadeiras estranhas das estudantes sempre moderninhas do pedaço.
Quando jovens começam a aparecer mortas no dormitório, Heather acha que pode ajudar, como já fez no passado.
Mas quem está por trás desses assassinatos fará de tudo para se proteger e uma inspetora gordinha não ficará em seu caminho.
Meg Cabot, a autora, tem mais de 800 mil livros vendidos no país e é a rainha pop das adolescentes.
O livro é bonzinho, divertido, uma espécie de Agrata Christie dos tempos modernos.
Ver, ouvir, se emocionar, refletir
14/11/2009 às 09h12
DVD
Muso da MPB, Wilson Simonal brilhou como ninguém e inovou como poucos no mundo da música.
Juntando qualidade, carisma, simpatia, suingue e um talento infino, Simonal se tornou a sensação do Brasil e ainda conquistou o público internacional à época.
Mas... De repente tudo acabou.
Boatos, acusações, mistérios, patrulhas e perseguições. O que aconteceu com Wilson Simonal?
“Simonal - Ninguém sabe o duro que dei” traça a trajetória impressionante do ex-cabo de exército, que reinou soberano e acabou condenado ao ostracismo por um delito que jurava inocência. Através de depoimentos de amigos, inimigos e, principalmente, de imagens das exuberantes performances do grande artista, o filme mostra também as respostas que nunca apareceram. Simonal era informante da ditadura?
Era favorável aos militares?
Ou seu maior crime foi ser negro, milionário, símbolo sexual num país e numa época em que existia muito racismo?
O DVD traz nos extras depoimentos inéditos, cenas excluídas e outros registros históricos que não entraram no filme.
A produção é de Cláudio Manoel, Jaya, TV Zero e Zohar, com co-produção da Globo Filmes.
Site Biscoito Fino.
Para sempre Elba
11/11/2009 às 09h15
CD
Seu primeiro álbum “Ave de Prata”, final dos Anos 70s, já anunciava que mulher daria o tom da vida, realizaria o sonho nordestino de ver suas raízes finmcadas e cantadas no mundo...
Passadas três décadas, Elba alcançou muito mais que os horizontes do sertão.
A intérprete de sucesso, com seis discos de platina e 13 de ouro acumulados, celebra sua trajetória com o disco “Balaio de Amor” (Biscoito Fino), uma ode ao Nordeste de compositores pós-Luiz Gonzaga. O CD é lindo, lúdico, cheio de encantos.
Uma homenagem ao baião e ao xote que, assim como o samba, têm a essência na brasilidade.
Em “Balaio de Amor”, Elba retoma uma das principais características de sua carreira: a aposta em talentosos compositores, principalmente da Paraíba e de Pernambuco. Foi a intérprete quem primeiro gravou uma canção de Lenine e ajudou a projetar com registros antológicos Geraldo Azevedo, Belchior, Chico César, Lula Queiroga e outros. Produzido pelo compositor e músico Cezinha, o CD reúne uma boa safra de canções recentes, com belas melodias e letras poéticas, compostas por artistas que dificilmente rompem a barreira geográfica nordestina, diz o site da Biscoito Fino.
Parceiro de Dominguinhos em dois supersucessos de Elba Ramalho; “Gostoso Demais” e “De Volta pro meu Aconchego”, Nando Cordel contribui com “É só Você Querer”, gravada em duo com Cezinha e já incluída na novela da 19h. da Rede Globo, Caras e Bocas. Com introdução lenta e dedilhada ao violão, a melódica composição conta com belo arranjo de cordas e samplers de cordas e já entra de antemão para o time de grandes canções românticas interpretadas por Elba.
No balaio de Elba, os forrós ganham as nuances da intérprete singular que nunca abandonou a veia de atriz, a mesma que no passado abriu o caminho para a cantora. É no canto que Elba transparece a experiência de quem já percorreu os mais diversos palcos e amadureceu a voz. “Há 30 anos, quando lancei ‘Ave de Prata’ a intérprete vibrante e de timbre marcante já estava lá, mas aprendi a explorar outras regiões vocais; o grave e o médio. A ansiedade da iniciante, que arriscava tudo, deu lugar para uma artista mais serena e dona da arte do seu ofício”, avalia, com satisfação.
Impossível não ler, impossível não entender a crise econômica no mundo
08/11/2009 às 17h09
Fernando Canzian, repórter especial da Folha de São Paulo, estava nos Estados Unidos entre setembro de 2008 e agosto de 2009, diz a Livraria da Folha, justamente no ápice da crise financeira que atingiu todo o mundo.
Neste livro, parte da "Série 21", o jornalista reúne diversos artigos sobre o assunto - em cada um, show de inteligência.
Na obra, Canzian aborda tanto as consequências de grande escala quanto as circunstâncias pontuais que esse desastre global provocou na vida de trabalhadores, poupadores e investidores. O autor esclarece também as razões que definiram o curso da economia global nesses tempos difíceis e chega à conclusão que o mundo, desta vez, parece ter escapado do pior.
Receber com charme
07/11/2009 às 07h50
LIVRO
Locomotiva da sociedade carioca, a estilista Lenny Niemeyer, dona da marca carioca de moda praia que leva seu nome, a carézima (e toda uau! Lenny) decidiu sair dez tões do mundinho fashion e se jogou no mundo das escritas.
Com o livro Delícia de Receber, da Editora Fontanar Objetiva, Lenny ensina com fazer festinhas em casas, apês, coisa e tal.
A estilista, chique que só, é especialista na arte de receber pessoas, seja em festas ou em jantares ao seu redor.
Aliás, suas festas... depois de cada desfile da Lenny na Fashion Rio, já são esperadas pelos convidados e são, sempre, as melhores da Cidade Maravilhosa.
Aí a bacanete decidiu reunir sua experiência nesse, que funciona como guia. Apesar de não ser uma profissional no assunto, a experiência de Lenny é considerável, já que ela afirma já ter começado a preparar às 19h uma festa – que deu certo! - para 200 pessoas na mesma noite.
Lenny dá dicas de bebidas e de bufê do Rio e de São Paulo – para quem não quer ter o trabalho de cozinhar e arrumar a casa na hora de receber pessoas.
Ela aproveita e une também um pouco de moda ao assunto. Dicas sobre a roupa ideal do anfitrião para cada ocasião ou como iluminar a mesa de jantar fazem parte do livro, que será vendido por R$ 33,90.
Foto: reprodução
Amo Leila Diniz
04/11/2009 às 10h07
Quem nunca ouviu falar em Leila Diniz?
Quem nunca se "escandalizou" com a diva carioca dos Anos 70's?
Desbocada e transgressora, linda, exagerada, feliz... Essa era Leila Diniz!
Com opiniões à frente do seu tempo, a atriz Leila Diniz (1945-1972) viveu pouco.
Mas seus 27 anos foram suficientes para escandalizar o Brasil inteiro com tamanha autenticidade!
A biografia "Leila Diniz" (Companhia das Letras, 2008), do jornalista também carioca da gema Joaquim Ferreira dos Santos, revive a trajetória meteórica (e apaixonante) dessa brasileira linda que viveu movida pela convicção de ser livre e feliz. E viveu com paixão!!!
O livro mostra como a postura transgressora de Leila ajudou a dar início a uma revolução dos costumes femininos e a definir um novo papel para a mulher na sociedade brasileiraàquela época.
E mostra também como a artista sofreu pencas por causa disso: foi abandonada pelas feministas, tachada de alienada e vagabunda, afastada da TV e condenada como "nociva à sociedade".
Azar da sociedade!
Osgemeos, arte pra toda vida
26/10/2009 às 08h16
Um cabeludo, o outro careca: mas idênticos e arte bela
A primeira exposição que vimos dessa dupla foi no Centro Cultural do Banco do Brasil, no meu Rio de Janeiro.
São divertidos, coloridézimos e inovadores.
Agora, a dupla de artistas plásticos osgemeos traz para São Paulo a nova mostra.
“Vertigem” abriu domingo, 25 e fica em cartaz até 13 de dezembro no Museu de Arte Brasileira, na Faap.
Paulistanos de 1974, os gêmeos idênticos Gustavo e Otávio Pandolfo começaram sua trajetória na street art em meados dos anos 1980, retratando as culturas regionais do Brasil nos muros de São Paulo. O trabalho da dupla está diretamente ligado à sua vivência na cidade - e pode aguardar: os dois serão grandes artistas plásticos, festejados no mundo.
A exposição na Faap reúne graffiti com as artes plásticas em instalações, pinturas, esculturas e objetos sonoros - tudo deslumbrante e extremamente feliz, marca da dupla.
“A beleza das cores, saturação de tons e formas é o que torna fascinante o trabalho da dupla. Esses elementos nos apontam uma alteração dos padrões estéticos da arte contemporânea atual. As personagens e suas fantasias e roupas, que sugerem uma inocente vaidade, misturam-se a retratos de famílias humildes, ninfas, corpos humanos com cabeças de peixes... Definindo seu processo criativo, osgemeos afirmam transformar aquilo que aparece em seus sonhos”, explica Renato Silva no texto do catálogo da exposição.
Foto: reprodução
Record premiada
26/10/2009 às 07h00
Quem cantou foi Wellington Medeiros, no ótimo texto "Perigo Premiado".
O jornalista escrewveu...
"A Record recebe na noite desta segunda-feira, 26, em São Paulo, o prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo na categoria documentário de TV. A reportagem premiada foi “Infância Perdida para o Tráfico”, do programa Repórter Record, transmitido no dia 10 de maio deste ano. O Vladimir Herzog, ganho pela Record pelo terceiro ano consecutivo, é um dos mais importantes prêmios do país na área de jornalismo e direitos humanos. Este ano, concorreu com outros 44 documentários de comunicação de todo o Brasil. A editora Cátia Mazin e os repórteres Cristiano Teixeira e Letícia Gil receberão uma estatueta representando o rosto de Vladimir Herzog, símbolo da resistência ao regime militar.
O documentário foi o resultado do trabalho de semanas em que a equipe passou infiltrada em favelas e comunidades carentes para mostrar crianças cooptadas pelo tráfico de drogas e o drama de pais que tiveram os filhos seduzidos pelo crime. Mostra também meninos agressivos, armados e que não escondem que são capazes de tudo para subir na hierarquia do tráfico. Ao pisarem hoje no palco do Tuca, o teatro da PUC/SP, os representantes da Record (em Natal, TV Tropical – canal 8) além do prêmio, estarão recebendo o reconhecimento de toda sociedade brasileira, pela coragem de enfrentar os obstáculos que todos conhecem, para mostrar ao Brasil uma realidade que não dá mais para esconder".
A Record está, então, de parabéns pela conquista!
E viva a boa imprensa brasileira!
Do outro lado da porta
22/10/2009 às 08h27
Uma história instigante.
Simples e simpática ex-operária da indústria têxtil é chamada para prestar depoimento ao major Aldu, da polícia secreta da Romênia, durante o regime totalitário de Nicolae Ceausescu (1918-1989), que governou o país entre 1974 e 1989.
O trabalho do oficial é descobrir mulheres que traem a pátria.
A jovem está sob suspeita desde que foram descobertos bilhetes enfiados nos bolsos das calças de ternos masculinos que ela costurou e que seriam enviados para a Itália - um crime gravíssimo, à época.
Nas mensagens, ela escreveu a frase "case comigo", junto com seu endereço.
São, na verdade, desesperados pedidos de socorro para que algum desconhecido se sensibilize e venha tirá-la do mundo de opressão em que vive na velha Romênia cheia de absurdos e agressiva com os seus, que não aceitam seu regime totalitário.
A convocação é sempre para o mesmo local e horário, às 10 horas da manhã. Quando isso ocorre, significa para a garota uma noite de tormento, com insônia e pesadelos. Mesmo assim, ela nunca chega atrasada. Ao contrário, às 7h30 está pronta para sair. Como a viagem dura aproximadamente 1h30, ela acaba perambulando nas proximidades do local onde deve se apresentar enquanto sua hora não chega. Desde que esse monitoramento sobre suas atividades começou a ocorrer, sua vida foi transformada num inferno. Acusada também de prostituição em local de trabalho, ela acaba perdendo também o emprego.
Nesse livro, a autora faz uma espécie de retorno ao passado e às experiências pessoais, para mostrar o mundo terrível de adversidades e humilhações que ela mesma viveu na Romênia comunista, um país tomado pelas trevas de um regime repressor.
Na LIvraria da Folha, entre os mais mais.
Livrão, viu?
O DVD de Marina Eali
10/10/2009 às 11h25
DVD
Gosto de Marina Elali desde o começo.
E aqui não vai nenhuma alusão ao respeito do imenso carinho que tempos por sua família.
Marina, total, é maior do que tudo. Inclusive.
É uma pessoa do bem, de bem com a vida, tem um coração do tamanho do mundo.
Não fala de ninguém, não gosta de brigas, adora cantar a paz e outro dia a escutei dizer... “Não falo sobre pessoas, falo sobre ideias”.
Num mundo de tantos senões, Marina pega a contramão. E é ela!
Ontem assisti ao seu DVD. Pela terceira vez.
Claro que adorei!
Marina tem um estilo seu. Não fica à vida, querendo ser outras cantoras da MPB – é ela.
Faz caras e bocas sim: e daí?
Não imita sambinhas, não gosta de mansidões.
Seu DVD, “Longe ou perto”, mostra bem isso.
Ora canta, dança, extravasa. Depois ri, chora, clipes entre Dó Ré Mis.
Numa super produção, extremamente bem cuidado, o DVD tem momentos memoráveis. Como Marina ao piano, interpretando Roberto Carlos.
Vai, em Longe ou Perto, de Jon Secada a ZéDantas, o vovô forrozeiro que fez as mais belas canções interpretadas por Luiz Gonzaga.
Canta em inglês sim, e daí?
Não se prende a estilo, canta o que lhe vem à cabeça.
E como canta!
Sua voz é, sem favores, uma das mais preparadas da cena musical no Brasil de hoje.
O DVD tem uma direção perfeita, uma luz bem cuidada, um figurino de estrela.
E uma cantora pop, que emplaca mais um sucesso em novela da Rede Globo.
Por mérito seu, é bom cantar.
Segredos?
São muitos. Mas quem ouve Marina Elali cantar... ah, descobre todos!
Meu Deus! Como canta!!!
Lâmpada mágica
09/10/2009 às 11h30
O livro instiga, castiga o marasmo, o ócio da vida, o morno do mundo.
O tal mundo que é movido por ideias, mas nem sempre percebemos quais delas estão por trás de comportamentos e situações cotidianas do ser humano.
O excelente Felipe Fernández-Armesto, historiador festejado até a alma e internacionalmente aplaudido, coloca o leitor em contato com as principais noções históricas, filosóficas e científicas que moldam nosso mundo, dia a Folha.
Essa análise abrangente e audaciosa vem acompanhada de uma belíssima combinação de imagens contemporâneas e históricas que esclarecem e ao mesmo tempo entretêm o leitor. Além disso, inclui sugestões de leitura de especialistas, o que instigará ainda mais o pensar.
Os brutos também leem
04/10/2009 às 08h19
Taí um livro instigante.
Ancorado em uma máxima do filósofo alemão Walter Benjamin, que nasceu por 1892 e faleceu nos Anos 1940, segundo a qual é possível conhecer um homem pelos livros que lê em vida, o historiador Timothy W. Rybach rastreou a biblioteca de Adolf Hitler em As Obras Que Moldaram Sua Vida.
E o resultado da pesquisa é de surpreender.
Leitor compulsivo, o ditador nazista possuía mais de 16 mil títulos.
"Não gostava de romances, era apaixonado por enciclopédias e almanaques e tinha grande interesse por textos antissemitas".
Não há conclusão a tirar do rol de leituras, pela extrema variedade e também pela qualidade de alguns textos, mas "o fato de que Hitler lia, e de forma tão compulsiva, empresta ao homem um ar ainda mais abominável", escreve a revista Spectator. De qualquer modo, as 328 páginas são um "vislumbre atormentador do programa de autoaperfeiçoamento de Hitler", afirma The New York Times Book Review.
AS ESCOLHAS DO NAZISTA
Grandes obras da literatura
Dom Quixote, de Miguel de Cervantes (1605)
Robinson Crusoé, de Daniel Defoe (1719)
Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift (1726)
A Cabana do Pai Tomás, de Harriet Beecher Stowe (1852)
Volumes de cabeceira
Romances policiais do inglês Edgar Wallace (1875-1932)
William Shakespeare, sendo o favorito a peça Júlio César
Os romances de aventura do alemão Karl May (1842-1912) ambientados no Velho Oeste americano
A Biblioteca Esquecida de Hitler – Os Livros Que Moldaram Sua Vida, Timothy W. Ryback, Companhia das Letras, 328 págs., R$ 46
Fonte: Revista da Semana
Existe?
03/10/2009 às 13h24
Homens e mulheres têm comportamentos, atitudes, caminhos e vidas traçadas em bifurcações opostas a tudo.
Na linha "cada um no seu quadrado", seguem no mundo seus traçados.
Mas...
Mesmo assim um não vive sem outro.
No livro óóóóótimo de Bradley Trevor Greive, se usa e abusa do bom humor (existe melhor caminho na vida?) ao combinar fotos, textos e passagens para retratar os perigos e os prazeres dos relacionamentos e a dificuldade da mulher moderna de achar um parceiro à sua altura: um homem que não seja ciumento, não fuja de compromissos e, lógico, que beije bem.
O livro é uma delícia!
Modelo de quê?
30/09/2009 às 00h12
LIVRO
Um livro que atravessa nossa alma.
E encanta da primeira até a derradeira página.
Uma pobre adolescente solitária de origem tcheca que aos 15 anos de idade e sonhos consegue o que muitas meninas desejam: uma chance de iniciar a carreira de modelo, pisar numa passarela, "ser feliz".
Com o convite de uma agência na mão e alguns trocados no bolso, ela se muda durante o verão para Paris.
Em meio ao movimento new wave e em uma era de supermodelos no auge de suas carreiras, a menina, que atende pelo nome de Jirina se deixa levar pelas loucuras e transgressões dos anos 1980.
A autora e ex-top model Paulina Porizkova empresta à Jirina sua voz e experiência no mundo da moda.
O livroi traz muitas revelações bombásticas sobre o mundinho fashion.
N9ve(s) fora
20/09/2009 às 10h28
CD
A primeira música de trabalho, “Entreolhares” (The Way you’re looking at me)” já é um sucesso desde agosto, quando se soltou na vida.
Aliás, N9ve, da ótima Ana Carolina, já um sucesso!
O álbum tem nove músicas e leva esse nome porque Ana Carolina tem uma certa “admiração” pelo número, já que ela nasceu em 9/9 e lançou o seu primeiro CD em 1999.
Achou pouco?
O CD terá uma tiragem inicial de 99.999 cópias.
Superstição pouca é bobagem.
E o CD é uma maravilha. Nada de nove: é dez, mil!
Confira abaixo as músicas que fazem parte do CD Nove de Ana Carolina.
1. 10 Minutos
2. Dentro
3. Tá Rindo, É?
4. Entreolhares (The Way You’re Looking at Me)
5. Era
6. 8 Estórias
7. Resta
8. Torpedo
9. Traição (com Esperanza Spalding e Daniel Jobim)
Cordel apaixonante
19/09/2009 às 11h18
Escritas em 1960, as maravilhosas histórias escritas pelo poeta e mestre Ferreira Gullar que compõem esse livro possuem um caráter político e social - já disse a editora.
Mas é mais.
O livro nos prende pela graça do escrito, pela elegância sem nenhuma vergonha que o Cordel de Gullar é apresentado: limpo, às clara, saborosíssim,o.
É um livro para comer com os olhos. Gula de de excelente leitura, taí!
Surgidas durante a atuação do poeta no fervoroso Centro Popular de Cultura da UNE, no Rio de Janeiro, entre ditaduras e gritos de liberdade, é a primeira vez que são publicadas em volume separado.
Nesta edição, a produção do maior poeta brasileiro em atividade é ilustrada por xilogravuras de Ciro Fernandes - outro mestre das artes nesse país.
Ou seja: duas artes numa só.
Imperdível!
O Dono do mar
06/09/2009 às 11h06
DVD
Eterno, Dorival Caymmi tinha 58 anos de meninice quando gravou o MPB Especial, para a TV Cultura, lá por 1972, num país saindo da ditadura militar e pronto para sonhar ser feliz.
Dirigido lindamente por Fernando Faro, o show é de um esmero...
Além de deleitar o público cantando suas canções e tocando violão, o baiano, muito à vontade, relembra momentos marcantes de sua vida, desde a infância na Bahia, ao lado de amigo Zezinho, para ele o símbolo daquela época, com quem trocava músicas e travessuras.
Foi no meu Rio de Janeiro, para onde se mudou aos 23 anos para estudar Direito, que descobriu a vida. Mesmo tão jovem, conta que levou consigo composições como O que é que a baiana tem?, O Mar e A preta do Acarajé.
No final do programa, acompanhado por baixo, piano e bateria, além do seu violão, Caymmi interpreta seus sambas-canções da fase carioca.
Combina com o jeito do compositor o jeito de Faro filmar, simples e em closes: detalhes do rosto do artista, cabelos brancos em onda, dedos percutindo as cordas do violão; tudo perfazendo um registro em áudio e vídeo da obra e da figura do "gênio da raça", na definição de um outro mestre da síntese, João Gilberto.
Pelo selo Biscoito Fino.
Para sempre Gonzaguinha
04/09/2009 às 23h29
DVD
Chega às lojas um registro histórico de Gonzaguinha – com áudio e imagem restaurados, um especial de TV exibido em maio de 1981 vai ser lançado em DVD, numa parceria da EMI com a Globo Marcas. Para lançamento em DVD, o programa batizado de “Luiz Gonzaga do Nascimento Junior” teve áudio e vídeo restaurados.
Gravado e exibido em maio de 1981, o especial com Gonzaguinha fez parte da Série Grande Nomes da TV Globo, dirigida por Daniel Filho, e contou com direção musical e produção de Guto Graça Mello. São 45 minutos de especial e 19 canções que revelam um Gonzaguinha em grande forma, com direito a atores do cast global na platéia do extinto Teatro Fênix, como Raul Cortez, Lauro Corona e Joanna Fomm. Um dos pontos altos do especial é o encontro de Gonzaguinha, morto em 1991, com seu pai, o saudoso Luiz Gonzaga, no dueto de A vida do viajante. Um Gonzagão irreconhecível – sem sanfona e sem chapéu de couro – canta e dança abraçado ao filho, que o convida a entrar em cena cantando “Eu apenas queria que você soubesse”.
1. Não Dá Mais Pra Segurar (Explode Coração)
2. Simples Saudade
3. Sangrando
4. Amanhã Ou Depois
5. Achados e Perdidos
6. Pequena Memória Para Um Tempo Sem Memória
7. Fala Brasil - Part. Especial: Roberto Ribeiro
8. E Vamos A Luta - Part. Especial: Roberto Ribeiro
9. A Cidade Contra O Crime
10. Pacato Cidadão
11. Santa Maravilha / Mergulho
12. Ponto de Interrogação 13. Coisa Mais Maior De Grande
14. Légua Tirana / Part. Especial: Luiz Gonzaga
15. Eu Apenas Queria Que Você Soubesse / Part. Especial: Luiz Gonzaga
16. A Vida Do Viajante - Gonzaguinha / Part. Especial: Luiz Gonzaga
17. Questão De Fé
18. Galope
19. Começaria Tudo Outra Vez
Para ler e se apaixonar
04/09/2009 às 08h04
LIVRO
Lindo, de novo!
Após o sucesso do livro de estreia "Marley & Eu", que virou best-seller e foi transformado em filme - aliás, um belíssimo e sensível filme...
O jornalista volta à vida literária que narra a história de sua vida, muito antes de conhecer o famoso cachorro travesso.
Repleto de revelações emocionantes e de muitas passagens divertidas, conta sobre um garoto alegre e levado que cresce em meio a uma devota família católica nos anos 1960 e 1970.
Mais velho, ele encontra uma mulher obstinada com quem formaria sua própria família.
E, à medida que o amor entre eles crescia, teve início a dolorida, divertida e penetrante jornada à maturidade.
O livro traz aquela máxima... a vida de cada um de nós daria um filme interessantíssimo!
Ouça, game
03/09/2009 às 08h08
CD
Foi lá por 1966 que um espetáculo musical apresentado num teatro fez um enorme sucesso no Rio de Janeiro.
Ficou cinco meses em cartaz com casa lotada e tinha como chamariz o genial violão de Baden Powell.
Acompanhado por um trio liderado pelo excelente Oscar Castro Neves, o show virou disco pela mãos de Aloísio de Oliveira e chega agora, mais de quarenta anos depois, ao CD, pela Biscoito Fino.
Num texto na contracapa do então LP, Aloísio de Oliveira comemorava a gravação, enfim, de um disco com Baden gravado ao vivo: “Esta oportunidade nos foi dada quando Baden tomou parte no recital de samba no Teatro Santa Rosa do Rio de Janeiro”, relembra ele. Para Aloísio, assim foi mais fácil registrar o impacto e a força do violão de Baden, mais visível quando ele enfrentava o calor do público.
Simples e belíssimo, como deve ser o trabalho de um músico genial, que além de tocar, compôs alguns clássicos da nossa música. O CD tem apenas dez músicas, sendo que sete, em parceria com Vinicius de Moraes, com quem começara a compor quatro anos antes. E é uma música desta parceria que inicia o show/disco, Berimbau, que Baden emenda com Choro para Metrônomo, composição assinada só por ele.
Depois vêm O Astronauta (Baden/Vinicius), Valsa de Eurídice (Vinicius), Prelúdio em Ré Menor (J. S. Bach) – foi a primeira vez que gravou o compositor barroco -, Berimbau (Baden/Vinicius), Consolação (Baden/Vinicius), Lamento (Pixinguinha/Vinicius), Samba de uma Nota Só (Tom Jobim/Newton Mendonça) e Tempo Feliz (Baden/Vinicius). Esta é a
única que ganhou voz, do próprio Baden.
Biscoio fino.