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Paz de Chrystian

Como nossos filhos

09/03/2010 às 23h45

LIVRO
A ideia é genial.
E vale se jogar, como se criança fosse numa roda gigante.
Quem já foi criança ou quem ainda é vai adorar esse livro. 
Os desenhos que marcaram época no Brasil, as curiosidades de cada um. 
O livro mostra um panorama completo de todos os desenhos animados exibidos no Brasil, desde que a televisão começou por aqui. Vai pesquisar as origens de cada série, desde os anos 30, nos Estados Unidos, até chegar à avalanche de produções dos últimos anos, com a entrada de mais e mais canais a cabo.
São mais de 300 páginas lindas, cheias de revival da nossa infância.

Sol para todos

05/07/2009 às 20h25

Amanhecer, lançado no último dia 26 de junho, já vendeu quase 55 milhões de exemplares pelo mundo.
O último livro da série de Sthephenie Meyer, traduzido em 37 idiomas, é um sucesso.
Nós lemos.
E estamos amando.
Em Amanhecer, Bella se vê a frente da difícil decisão da escolha fatal entre fazer parte do obscuro, mas sedutor, mundo dos imortais ou seguir uma vida totalmente humana. Escolha essa, que é o marco em Amanhecer e que poderá significar a transformação do destino dos dois clãs: vampiros e lobisomens. Assombroso e de tirar o fôlego, Amanhecer, a aguardada conclusão da saga Crepúsculo, esclarece os mistérios e os segredos desse fascinante épico romântico que tem arrebatado milhões de leitores.
Estar irrevogavelmente apaixonada por um vampiro é tanto uma fantasia como um pesadelo, costurados em uma perigosa realidade para Bella Swan. Empurrada em uma direção por sua intensa paixão por Edward Cullen, e em outra, por sua profunda ligação com o lobisomem Jacob Black, ela resistiu a um tumultuado ano de tentação, perda e conflito, para atingir o momento da decisão final. No momento em que Bella faz sua escolha, uma corrente de acontecimentos sem precedentes se desdobrará, com consequências devastadoras. No momento em que as feridas parecem prontas para ser cicatrizadas, e os desgastantes confrontos da vida de Bella, resolvidos, isso pode significar a destruição. Para todos. Para sempre.
Crepúsculo desafiou a imaginação. Lua Nova deixou os leitores sedentos por mais. Eclipse transformou a série em um fenômeno global. Agora, Amanhecer... o livro que todo o mundo estava esperando, encerra a saga de paixões e perigos de Sthephenie Meyer com um desfecho de tirar o fôlego.
Quando se Ama Aquele que vai Matá-la, Restam Alternativas?
Como se pode correr, como se pode lutar, quando essa atitude magoaria o amado?
Se sua vida é tudo o que você tem para dar ao amado, como não dá-la?

Lua cheia de Betânia

05/07/2009 às 00h09

DVD
“Perto de muita água tudo é feliz” é a mais nova obra-prima da deusa Maria Bethânia.
Que faz deste trecho do eterno Guimarães Rosa a máxima de seu novo dvd, Dentro do Mar Tem Rio – Ao Vivo, registro do show homônimo - gravado no Citibank Hall, em São Paulo - aplaudido por plateias emocionadas no Brasil, América Latina e Europa em um ano de turnê. Um deslumbramento, vale cantar.
O espetáculo que dá origem a esse dvd é fruto dos dois discos lançados simultaneamente pela cantora em 2006: em Mar de Sophia, Bethânia canta o mar e seus símbolos a partir da poesia de Sophia de Mello Breyner. Já em Pirata, ela viaja pelo universo folclórico e afetivo das águas dos rios do interior do Brasil.
No espetáculo essas águas se encontram e se misturam harmoniosamente, cumprindo com rigor a premissa “Dentro do mar tem rio. Dentro de mim tem o quê? Vento, raio, trovão, as águas do meu querer...”, presente na letra de Capinan para a melodia de Roberto Mendes em Beira-Mar: no universo de Bethânia, responsável pelo roteiro do show (que conta com a colaboração de Fauzi Arap), o rio de Jereré (da bucólica canção de Joubert de Carvalho e Olegário Mariano, De Papo pro Ar) e as águas tépidas do mar da Bahia (em Kirimurê, de Jota Velloso) estão muito próximos. Bethânia dá vazão às suas memórias e paixões para construir uma narrativa pontuada pela coerência, e banhada pelas águas da simbologia que alimenta lendas, mitos e histórias.

Sempre Machado

29/06/2009 às 00h08

FILME
Baseado em dois excelentes contos do eterno escritor Machado de Assis (1839-1908), o filme "A Erva do Rato" estreou neste fim de semana nos Brasis. 
A produção, que tem como protagonistas os atores Selton Mello e Alessandra Negrini, foi exibida no Festival de Veneza de 2008 e tem sua direção assinada por Júlio Bressane e a fotografia por Walter Carvalho.
Os contos do escritor que servem de base literária para a produção são "Um Esqueleto' e "A Causa Secreta". 
O livro traz a obra de Machado - e por si só já se mostra interessantíssimo.
Vale o deleite - caso você esteja fora... Em Natal, lamentavelmente, não está em exibição.
Triste.

O FILME
Ele e Ela caminham por um cemitério a beira mar. Os dois não se conhecem e são os únicos seres vivos no local. Num certo momento, entretanto, ao pisar errado em uma pedra solta no chão, Ela falseia e cai e neste momento é socorrida por Ele. Ela, professora, com o pai morto há apenas três dias, não tem mais ninguém no mundo. Diante de tal situação, Ele se propõe a cuidar d'Ela enquanto for vivo. Esse é o início de uma estranha relação.

Bichos que amamos

28/06/2009 às 00h12

Todo mundo sabe que adoramos bichos e gentes.
Eleito um dos melhores livros de 2008 pelo "New York Times", "Alex e Eu" é um relato fascinante da cientista Irene Pepperberg de seu relacionamento e trabalho de mais de 30 anos com o papagaio Alex, responsáveis por abrir uma janela para o vasto mundo da mente dos animais.
Quando o animal morreu prematuramente, em 2007, suas últimas palavras foram: "Fique bem. Te amo". 
O fato rapidamente ganhou as manchetes dos mais importantes veículos de comunicação dos EUA e teve repercussão internacional.
Embora seu cérebro fosse menor que uma noz, Alex dominava um vocabulário de mais de cem palavras, compreendia conceitos como maior, menor, mais, pouco e nenhum, sabia somar e identificar cores. Era capaz de pensar e mostrava intencionalidade.

Tropicalistas ganham site ótimo

25/06/2009 às 08h48

SITE
A dica veio de um leitor, Francisco de Souza Manso, que mora no Chile. Mais precisamente em Santiago de Chile, como dizem os chilenos, lá.
E sobre o Tropicalismo, movimento musical que agitou o Brasil na Década de 60 e que é cantado até hoje.
O site traz fotos, revivals, muita nostalgia, músicas, imagens de tempo do bumba.
Tudo muito bem feito.
Vale o deleite.
http://tropicalia.uol.com.br/site/internas/index.php

Festa dos deuses

25/06/2009 às 08h44

CD
Lá vem o Afrosambajazz!
Gravados originalmente por Baden Powell e Vinícius de Moraes em janeiro de 1966, o histórico cancioneiro dos "Afro sambas" são revistos neste novo trabalho.
Assinado pelos excelentes músicos Mario Adnet (e seu violão mágico) e Philippe Baden Powell (piano pra ninguém botar defeito).
Isso sem falar num grupo musical de se tirar o chapéu.
Como Marcos Nimrichter (piano elétrico e acordeom), Jorge Helder (baixo acústico), Armando Marçal (percussão), Edú Neves (sax tenor e flautas) e Teco Cardoso (sax barítono e flautas)...
O CD, lindo, mostra uma releitura orquestral contemporânea de clássicos como "Canto de Ossanha", "Berimbau" e "Canto de Xangô", entre os títulos mais conhecidos, mas uma apresentação coerente com o estilo 'afrossambista' de composições de Baden Powell, como as inéditas "Ritmo Afro" (parceria com Philippe), "Canto de Yansan" (com Ildásio Tavares), apresentado pela cantora Maúcha Adnet, "Ladainha de Yansan" (com Silvia Powell)...

Crimes e leituras

21/06/2009 às 09h39

LIVRO
Quem disse que o crime não lê?
O historiador Timothy W. Rybach rastreou a biblioteca de Adolf Hitler em As Obras Que Moldaram Sua Vida
Leitor compulsivo, o ditador nazista possuía mais de 16 mil títulos. Era um amante das artes, sonhava transformar Berlim em Paris...
Não há conclusão a tirar do rol de leituras, pela extrema variedade e também pela qualidade de alguns textos, mas "o fato de que Hitler lia, e de forma tão compulsiva, empresta ao homem um ar ainda mais abominável", escreve a revista Spectator. 
As 328 páginas são um "vislumbre atormentador do programa de autoaperfeiçoamento de Hitler", afirma The New York Times Book Review.

Triste "fim"

14/06/2009 às 19h11

LIVRO
Existe pior dor do que a de um suicida?
O escritor Enrique Vila-Matas brinca com a morte em Suicídios Exemplares, coletânea de contos publicada originalmente em 1991, na Espanha, sua terra. 
Nenhum dos personagens chega às vias de fato – pelo menos da forma como o leitor pode imaginar - o que, sinceridade?, é uma maravilha!
O catalão Enrique é um escritor apreciado pelos colegas de profissão por seus evidentes dotes narrativos, cheios de humor e vida - mesmo quando, no caso, fala "na morte". 
O livro é uma preciosidade.

Suicídios Exemplares, Enrique Vila-Matas, Cosacnaify, 208 págs., R$ 45 
Foto: reprodução

Beleza pura

09/06/2009 às 10h48

MÚSICA
Taí um lançamento que a gente gamou!
Criado dois anos atrás para comemorar os 40 anos de contrato do cantor com a gravadora Universal, a excelente coleção "Quarenta anos Caetanos" chega à sua terceira caixa de CDs - agora, cobrindo o período que vai de "Uns" (1983) a "Fina estampa" (1994). Lindo, o Caetano das músicas eternas, virou presentaço da indústria fonográfica para seus fãs!
Como nas edições anteriores, ela relança dez discos - trazendo a remasterização feita para outra coleção (então) completa da obra discográfica de Caetano Veloso, em 2002 - e oferece como bônus um com 20 gravações raras, não editadas em seus álbuns. 
E este, "Certeza da beleza", é, novamente, o maior trunfo do pacote. 
E que pacote!!!

Muito além do céu

07/06/2009 às 23h07


LIVRO
O rabino Benjamin Blech, professor de Talmude, caminhou pelas suposições e analisa a obra máxima de Michelangelo Buonarroti, a Capela Sistina - monumento à arte italiana. 
Benjamim Blech escreveu em parceria com o escritor Roy Doliner, uma profusão de símbolos cabalísticos, defendendo que Michelangelo foi um grande estudioso da religião judaica e que ali, no teto da capela, existem um sem fim de símbolos e histórias. 
O livro se lê em quatro dias, de tão interessante que é.
Fascina, inclusive, as tais suposições.
Os Segredos da Capela Sistina – As Mensagens Secretas de Michelangelo no Coração do Vaticano, de Benjamin Blech e Roy Doliner é editado pela Objetiva, tem 376 páginass e custa R$ 56,90.

Amor, felicidade

31/05/2009 às 00h31

Jonathan Coe: impossível não gamar em A Chuva Antes De Cair

LIVRO
A Chuva Antes De Cair é, antes de tudo, um excelente programa.
Neste romance, o excelente Jonathan Coe retrata a natureza fugaz do amor e da felicidade (não necessariamente nessa ordem), baseada no sólido legado transmitido de uma geração à outra. A derradeira tarefa da vida de Rosamond é descrever uma série de 20 fotografias que, juntas, contam um trágico passado familiar.
Com sua morte, Gill, sua sobrinha, descobre que a tia deixou essa herança para alguém chamado Imogen.
Consagrado escritor britânico da nova geração e também autor de A casa do sono, o livro é um mergulho, sem pudor, na história de três gerações de mulheres de uma mesma família.
E tudo costurado com muita inteligência, paixão.
Aliás, "paixão" é o caminho que escorrega pelo livro página a página.
DeSaboya.com AMOU!!!

Tangos com gosto de morte

24/05/2009 às 09h38


LIVRO
Parceria - eis a palavra que Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares, dois dos maiores escritores argentinos, trafegaram entre si desde sempre.
Publicitários, os dois escreveram um conjunto de divertidos romances de suspense - uma espécie de Aghata Christie portenha dos mornos anos 1940, 1950 - e muitos dos quais com outros codinomes.
Um dos sucessos da dupla infernal, assinado como B. Suarez Lynch, acaba de ser lançado em português: Um Modelo para a Morte, originalmente escrito em 1942. 
A narrativa dos dois criou um mundo de ambientes fantásticos regidos por uma lógica peculiar e marcados por um realismo de grande verossimilhança. 
"Um modelo para a morte" chega às livrarias em um volume que acrescenta também dois outros pequenos textos, Os Suburbanos e O Paraíso dos Crentes. (O último, meu preferido)
Os livros, apesar das "mortes", são divertidos, interessantes e imperdíveis.

Um Modelo para a Morte; Os Suburbanos; O Paraíso dos Crentes, Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares, Globo, 240 páginas, R$ 36

A jóia é ela

18/05/2009 às 19h45








JÓIAS
ESPECIAL

DeSaboya.com começa o sábado assim: jóia rara.
Ontem o site visitou a joalheria, bisbilhotou o ateliê, saiu encantado com tudo o que viu.
Tanto, que resolvemos publicar aqui, uma matéria especial com a deseigner que virou referência na cidade.
E que divide a história das jóias no Erre-Ene em... antes e depois dela.

A VIDA COMO ELA É...
Valéria Françolin vem construindo a sua arte desde 1991.
A mistura de prata, ouro, pedras brasileiras, pérolas e outros materiais menos convencionais como vidro, madeira, sementes e conchas é uma constante em seu trabalho.
Suas peças são confeccionadas de modo artesanal, com desenhos exclusivos e pequenas tiragens.
Valéria, ao misturar cursos, criar e expor suas peças no Brasil, Itália e Espanha, tem tido o seu trabalho reconhecido e publicado pela mídia com freqüência.

PEDAÇO DE MIM
A nova coleção é inspirada na sua filha Júlia, que estuda na Europa.
A junção de um amor que sempre existiu + saudade.
A saudade... pois pela primeira vez que a cria fica fora de casa, que as duas se separam.
Para Valéria, trabalhar com jóias é uma emoção, é um privilégio.
E com as pessoas então... mais ainda, com os sentimentos delas, "mexe com tudo".
"Porque é muito forte trabalhar diretamente com o cliente, relacionar-se com o outro... quando ela faz jóias, faz para alguém".
Ela conta que colocaria num porta-jóias tudo o que tem valor afetivo.
Sua inspiração surge no momento em que sente um frio na barriga, quando é provocada internamente, seja com o que vê ou com o que sente.
Existem quatro pessoas que são pedras preciosas em sua vida – seu pai Mauro, sua mãe Margarida e suas filhas Júlia e Marina.
A tendência é continuar a linha de brincos grandes, colares grandes e anéis gigantes mas, claro, usar tudo de uma vez, sem misturar.
Na nova coleção, as peças foram nomeadas. Tudo pensando na distância e na ausência de Júlia, que está na Alemanha.

UMA VIDA...
Paulistana, Valéria Françolin reside no Natal desde 1991 e é uma das mais prestigiadas designers do Nordeste, quando se trata de joalheria artesanal.
Procura por formas que traduzam o que uma pessoa é e o que melhor expressa sua forma de ser.
Encontrar as pessoas para entendê-las, senti-las, e então compor a comunicação perfeita na qual a imagem reflete o espírito. Exuberância, simplicidade.
Ferro, papel. Perceber e transformar.
Valéria conquistou um público que reconhece e admira a beleza dos elementos de criação, pois se sente parte deste processo, elaborando sua identidade interior e vendo surgir sua forma exterior, harmônica, verdadeira.
Formada em Comunicação Visual e Desenho Industrial, pela FAAP- SP, La Françolin foi editora de arte de revistas especializadas, porém, encontrou seu caminho como designer, após cursos especializados. Ganhou vários prêmios, entre eles o prêmio IBGM - Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos.

CAIXA POSTAL
Afonso Pena, 524 – Petrópolis.
Mais? 3221.3678

Casar pra quê?

12/05/2009 às 00h06

Se tem um assunto que a gente adora... é discutir a literatura latina.
E não há como bater-boca sobre tal caminho sem citar Sergio Pitol, um dos maiores autores mexicanos.
Nascido no terrível 1933, o romancista, ensaísta, diplomata e tradutor pouco conhecido no Brasil, mas muito elogiado pelos colegas literatos escreve como se fosse hoje.
Um exemplo dessa maravilha é o livro Vida Conjugal.
O romance um tanto cruel sobre as vicissitudes da vida a dois - e os percalços da vida casada, tratada numa espécie de paródia muito bem humorada do casamento, é algo por assim dizer... imperdível. 
Um casal ambicioso vive às turras durante 30 anos, fazendo o possível para ocultar suas origens humildes, a pobreza que cerca sua origem. 
Pitol dá um banho de literatura e o faz com a sabedoria dos deuses.
Vida Conjugal, Sergio Pitol, Companhia das Letras, 112 págs., R$ 32.
Foto: reprodução

A cara tailandesa do Rio

11/05/2009 às 10h00


Marcos Sodré e Sawasdee Fashion Mall: tudo na vida

O chef de cozinha Marcos Sodré é, sem favores, dos melhores da Cidade Maravilhosa.
E nos últimos dois anos revelou todo o seu talento na criação de um cardápio tailandês diferenciado e sempre renovado, em seu festejado Restaurante Sawasdee - Sabores da Tailândia, localizado no em Búzios, no Fashion Mall e no Baixo Leblon, no Rio.
Dividindo sua atenção entre o seu restaurante e apresentações de sua arte nos principais eventos gastronômicos e cursos de todo o Brasil, Sodré sempre busca surpreender seus clientes com pratos inusitados. 
E seu menu é algo de deslumbrante.
As misturas, as especiarias usadas: tudo é uma maravilha.
No início deste ano o Restaurante Sawasdee recebeu novas instalações e decoração num novo espaço de menu degustação, ampliando o número de lugares sentados e também oferecendo a oportunidade aos clientes de conhecerem vários sabores da culinária tailandesa, pelas mãos de seu chef e proprietário faz ao vivo uma sequência de dez pratos criados na hora por ele, que não estão no cardápio.
A carta de vinhos é bastante diversificada e luxuosa.
Vale, no final de tudo, pedir um chá de jasmim.
Além de maravilhosa, sua comida canta. E tem aqueles cheiros da nossa memória afetiva muitas vezes deixadas de lado. 

ONDE

Restaurante Sawasdee - Rua José Bento Ribeiro Dantas - 422 - Orla Bardot - Búzios - Rio de Janeiro - (22)- 2623.4644
Restaurante Sawasdee - Bistrô na rua Dias Ferreira 571 - Leblon . TEL.: (21) 2511-0057
Restaurante Sawasdee FILIAL II - São Conrado Fashion Mall - Estrada da gávea 899, 1° piso - nosso preferido.

Mergulho no melhor de Will Self

10/05/2009 às 02h01

DeSaboya.com é fã do escritor inglês Will Self.
Aos bem vividos de 47 anos, Self, que escreve com maestria sua obra desde os Anos 90s, quando dcescobriu-se, para alegria geral, tornar-se grande escritor.
Grande assim mesmo: de cara.
Ele, em "O Livro de Dave", imagina o que seria o mundo daqui a 500 bem vividos anos. Anos duros, aliás.
São duas histórias que chegam: a de um motorista de taxi cortando as ruas da capital inglesa nesse futuro apocalíptico e trágico e a de um garoto à procura (comovente) do pai. 
Prega a Bíblia que não se deve cobiçar a mulher do próximo. Will Self faz o seguinte, em "O Livro de Dave": a ordem é simplesmente não cobiçar a mulher nenhuma.
Esse é apenas um dos preceitos religiosos que passam a reger a humanidade depois de um colapso da natureza, segundo a imaginação de Self.
No romance, presente do nosso amigo leitor Assis Oliveira do Monte, sai agora no Brasil pela Alfaguara.
Uma preciosidade, seu texto.
O Livro de Dave, Will Self, Alfaguara, 451 págs., R$ 59,90

Para ver e se emocionar...

05/05/2009 às 11h01





Chocante!
Emocionante!
A exposição que marca a reabertura do centro cultural e o início das comemorações do Ano da França no Brasil... dói na alma...
Após seis meses de obras estruturais e de restauração, a Casa França-Brasil, um casarão lindo, no velho centro carioca, reabre suas portas imponentes com a exposição 28 milímetros – Mulheres/JR, do jovem e mundialmente famoso artista francês JR. 
A mostra é parte da série Women, iniciada na África em 2008. E é um alumbramento.

A EXPOSIÇÃO QUE ENCANTA
Em agosto de 2008, durante quinze dias, o artista filmou e fotografou mulheres do Morro da Providência, no Rio de Janeiro. 
Em seguida, colou suas imagens nas fachadas das casas do morro, brincando com vãos, portas e janelas. 
O resultado foi uma imensa instalação a céu aberto, formada por dezenas de fotos gigantes misturadas à paisagem da favela. Essa experiência deu origem à etapa brasileira do projeto 28 milímetros – Mulheres/JR, que conta a história dessas “personagens reais” por meio de relatos e imagens. Tudo muito lindo, mu lúdico.
Suas fotografias ampliadas ocupam as dependências da Casa e também a fachada de outros prédios e espaços públicos do Centro, transformando o espaço urbano na extensão de uma galeria de arte.
A montagem utiliza a tecnologia como elemento redutor das distâncias entre o morro e o asfalto. Uma casa da favela, feita de madeira e prestes a ser demolida, foi desmontada e reconstruída no interior do centro cultural. Na parte interna, além de fotografias, foi instalada uma câmera que transmite a imagem dos visitantes em tempo real para um telão instalado no Morro da Providência - morro onde nasceu, no início do século passado, o grande Machado de Assis.
Em uma das salas laterais da Casa, um artista nascido e criado naquela comunidade expõe suas obras: Maurício Hora, fotógrafo autodidata que emprega a arte para mostrar “o olhar da favela sobre a cidade”. Maurício já expôs seu trabalho no Centro Cultural José Bonifácio, da Prefeitura do Rio de Janeiro, e no FotoRio. Durante o Ano do Brasil na França, Maurício atuou como diretor de fotografia do projeto Favelité e levou o cenário da favela para o metrô de Paris.

JR, PORTA BANDEIRA DA VIDA 
JR tem 26 anos e utiliza espaços abertos, fachadas de residências, prédios públicos e outras construções como cenário para as suas obras. São fotos gigantes que, coladas nesses ambientes, unem-se à paisagem e produzem um resultado provocador, “atravessando” a visão dos transeuntes. O artista – ou “artivista”, como ele se autodenomina – encanta e levanta questões, valendo-se de uma linguagem absolutamente contemporânea. Ele funde arte e ativismo para reunir pessoas e quebrar paradigmas, apresentando o objeto fotografado livre de estereótipos ou interpretações. JR já mostrou seu trabalho em Londres, Paris, Barcelona, Bruxelas, Berlim, Gênova, Amsterdã, entre outras cidades.

Site do artista
www.jr-art.net

Perdidas na selva

03/05/2009 às 17h35

Linn Ullmann, Companhia das Letras: livro lindo

Que belíssima história de família, amor e reencontros.
São três irmãs que retornam à ilha onde passaram a infância e viveram um trágico episódio ressoa de forma familiar na história da própria autora, Linn Ullmann, filha única da atriz Liv Ullmann e do diretor Ingmar Bergman.
Bergman teve nove filhos com seis mulheres e as irmãs do romance também são filhas de mães diversas, o que acrescenta uma pitada ainda maior de autobiografia ao relato impressionante da sua filha. 
O livro encanta a cada página que segue - um presente da querida Celinha Mendonça.
Elas, as personagens, se reúnem ao redor do pai, um dos pioneiros na utilização do ultrassom, autoexilado na remota ilha. Linn escava em Uma Criança Abençoada os traumas - acho trauma uma palavra forte demais - da juventude com o poder das emoções adultas.
Uma Criança Abençoada, Linn Ullmann, Companhia das Letras, 360 páginas, R$ 49

Grandes?

27/04/2009 às 00h49

Para uns sim.
Para outros...
Quer desbravar a Segunda Grande Guera em mais de 500 páginas de pura história?
Os Três Grandes é um relato nú e crú dos caminhos seguidos por líderes daquele tempo.
O primeiro-ministro inglês Winston Churchill, o presidente americano Franklin Roosevelt e o soviético Josef Stalin. 
Se os três se parecem distantes? Jamais.
Queriam o fim do nazismo, mas depois encontraram outro motivo para "guerrear". Vale pelo relato histórico, mas às vezes é profundo demais, sem dizer nada..
Os Três Grandes, escrito pelo bom Jonathan Fenby, tem a Nova Fronteira como editora e custa R$ 89,90.

Sal, ficção, açúcar, vida

24/04/2009 às 00h44


A real e o ireal se misturam feito temperos ótimos no romance (inteligente e instigante) da sempre imperdível  Monique Truong, escritora nascida no Vietnã e criada nos Estados Unidos. 
Ah, ninguém é tão perfeito assim...
Como num caldeirão, Monique sai misturando os prazeres da gula com as aventuras do mundo e sai contando a saga do cozinheiro de Gertrude Stein e Alice B. Toklas, dois dos personagens mais emblemáticos da vida artística de Paris no começo do século 20 - e figuras super respeitadas quando o assunto é o prazer do garfo.
"A estreia de Truong como romancista parece mais impressionante e ambiciosa que a maioria dos primeiros trabalhos de ficção contemporânea", diz o Los Angeles Times. 
Vale o doce (e as vezes salgado) deleite!