Outros olhares
01/03/2010 às 07h00
Obra de 1776 a 1806: enquanto o mundo denigre Madalena, Paris lhe presenteia um Templo
A Ópera de Paris: estilo neobarroco, 1669
Paris, de beijo para vocês
O VErsailles: até gaivotas voam pra gente se emocionar
O Rei Sol, dele para ele mesmo: boas vindas no Versailles
Construído pelo rei Luís XIV, o Rei Sol, a partir de 1664, o Palácio de Versalhes
Basílica Sacré-Coeur, de 1870: alumbramento
De Montmartre, a mais bela vista de Paris
A noite de Montmartre, bairro boêmio de Paris: bistrots, arte, vida pulsante
O Arco do TRiunfo de Napoleão: conquistas talhadas na pedra bruta
Ao fundo, o Louvre, erguido em 1190, se transformou no maior museu do mundo já em 1793
De 130 antes de Cristo, a Vênus de Milo encanta pelas perfeições dos traços
Por fim... o mundo para diante da Monalisa. Da Vince, 1503. 77x33cm e a obra mais festejada
FOTOGRAFIA
Adoro Paris. E quem não?
Andar pela cidade sem hora para nada, sem saber ao certo que dia é hoje, o que fazer amanhã é, certamente, o melhor dos programas.
Entre saudades do Brasil e alumbramento com um mundo de exclamações, histórias e belezas infindas, zero graus. Às vezes um, dois, não importa. Mesmo num fio maravilhosamente insuportável, Paris é linda.
Nos últimos dias por lá, parei para umas fotos.
A Paris sob meu olhar, mostro para vocês agora.
Fotos de Chrystian de Saboya
Rio, 445 anos
25/02/2010 às 12h23
EXPOSIÇÃO
A bela arquitetura carioca - da gema - ganha espaço nos 445 anos do meu Rio de Janeiro.
Entre o antigo e o moderníssimo, a mostra de fotografias, Olhar Urbano, entra em cartaz hoje, 25, no hall central do primeiro piso do Shopping Rio Sul, em Botafogo.
São 26 fotos, belas, de profissionais da estirpe de Bob Wolfeson e Fabio Correa que brilham com o desing de prédios famosos, sob uma curiosa perspectiva, que deixa em destaque a beleza das construções.
"Olhar Urbano", que já se apresentou em São Paulo, no Museu Brasileiro da Escultura, fica no Rio até 15 de março.
De segunda a sábado, sempre das 10h às 22h. Já aos domingos e feriados, quem quiser curtir o programa cultural pode ir ao shopping das 15h às 21h.
Programão!
Mãe escreve livro sobre abuso sexual que o filho sofreu na infância
09/02/2010 às 09h40
Depois de passar por uma situação traumática como o abuso sexual de um filho pelo próprio pai, uma mãe decidiu alertar outras famílias sobre esse tipo de crime.
Para isso, ela lançou o livro Uma Chance para Lucas - a história real de um crime hediondo (Editora da Praça), em que conta sua história.
Em suas próprias palavras, uma trajetória "cheia de sonhos, erros, acertos, e também de coragem".
Para preservar o filho, ela assinou o livro com o pseudônimo de Paula Belmanto e também trocou os nomes de todas as pessoas envolvidas, assim como as datas e nomes de cidades.
Ela começa a história contando como conheceu Marcelo, o pai da criança, durante uma viagem, e decidiu ter um filho com ele. Divorciada e com um filho já adulto, ela queria novamente ter um bebê.
Depois, ela mostra suas dúvidas em relação ao comportamento de Marcelo e a angústia quando descobriu o abuso pelo qual Lucas passou. Ao todo, foram cinco anos de batalha judicial, perícias psicológicas, laudos e conversas com assistentes sociais para que Paula pudesse, definitivamente, destituir Marcelo do poder familiar e suspender as visitas dele ao garoto. Eles nunca foram casados e nem moraram juntos.
Crescer
Dora, a gente adora
09/02/2010 às 08h00
Essa Biscoito Fino é mesmo umáx!
O Samba Valente não rolou como um projeto, não chegou com um formato, não foi nada programado, diz o site da gravadora que a gente aqui oh, AMA!, sobre o CD de Dora Vergueiro, que está uma maravilha.
"Parceria é uma coisa que pode ser feita de muitas maneiras, a nossa foi natural.
Foram 20 músicas, eles compondo as melodias e eu fazendo as letras.
Cada vez que chegava um samba pra mim, era como se fosse o primeiro.
Eu me emocionava daqui, quando eu mandava com a letra sentia que eles se emocionavam de lá...
Tudo pelo prazer de compor, pela troca, simples assim!!
Isso é bem raro, foram dois anos curtido essa brincadeira, na pureza total!! Sem prazo, sem roteiro, sem preocupação com a unidade, com o contexto, com os rótulos de sempre...
Tudo que é feito desse jeito, de verdade, com amor, tem mais chance de ser, e quando a gente se deu conta, tava lá um disco prontinho.
Vamos eternizá-lo!! Vamos registrar essa fase tão divertida, tão boa, tão entrosada...
É tão bom ter onde derramar as nossas emoções, a música é um canal perfeito pra isso! Desabafei muito em cima de cada nota, e sei que eles também. Espero ter encontrado as palavras certas, porque na verdade sempre me faltam palavras pra descrever o orgulho que eu tenho de ter ganhado de presente a oportunidade de ser parceira de Afonso e Carlinhos!!! Valeu!!!!!"
Dora Vergueiro
AV. Paulista, 900 - um livro mágico
07/02/2010 às 08h00
TV Gazeta: patrimônio do Brasil
Curte televisão?
Se jogue, então.
Embora o livro tenha como tema central a TV Gazeta, suas quase 500 páginas (muito inteligentes) retratam a evolução da própria televisão brasileira, dos recursos tecnológicos às novidades na programação - um livro é um caldeirão de magia.
Na apresentação do livro, Elmo Francfort, destaca a trajetória vanguardista da emissora que a imprensa muitas vezes chamou de nanica. Vida Alves, por exemplo, fez o primeiro programa em cores na televisão brasileira, "Vida em Movimento".
A descoberta de novos talentos também é um legado da emissora. Muitos profissionais que hoje fazem parte do primeiro time da comunicação brasileira, como Joelmir Beting, Heródoto Barbeiro, Galvão Bueno, Marcelo Tas, Fernando Meirelles, Sandra Annemberg, Cléber Machado e Mariana Godoy, começaram ou tiveram destaque na TV Gazeta, conta Francfort.
Além disso, programas criados na Gazeta, como "TV Mix", com Serginho Groisman e Astrid Fontenelle, "Flash", de Amaury Jr., "Perdidos na Noite", com Faustão, "Dinheiro Vivo", de Luís Nassif, e "Mesa Redonda", comandado por Roberto Avallone, ganharam novos espaços em outras emissoras e fizeram história na televisão brasileira.
Imperdível!
Um CD... DVD... Dádiva
19/12/2009 às 08h29
Depois de uma carreira de 20 anos respeitada, afinada, maravilha, a cantora e compositora Rita Ribeiro lança seu primeiro DVD: Tecnomacumba – a tempo e ao vivo chega à cena musical graças a uma parceria entre Manaxica Produções Artísticas, Canal Brasil e Petrobrás, com distribuição da gravadora Biscoito Fino, e conta com a participação luxuosa de Maria Bethânia em uma das faixas e um texto de apresentação assinado por Caetano Veloso. Um luxo, então!
Tecnomacumba – a tempo e ao vivo é o registro do bem-sucedido show homônimo que virou CD em 2006 e que, nos seis anos em que circulou pelo Brasil, foi visto por mais de duzentas mil pessoas. É fato raro, no Brasil, um show de música ficar em cartaz por seis anos.
Tem uma energia maravilhosa, um balanço bom demais, um rítmo dos céus!
Em seu texto de apresentação, Caetano Veloso também ressalta o papel do tempo no sucesso de Tecnomacumba, além de se derramar em elogios à voz e ao talento de Rita Ribeiro. Para ele, a compreensão total da importância deste trabalhopara a história da música popular brasileira e para a cultura de herança africana só vai ocorrer daqui a alguns anos. “Por enquanto, disco e DVD vão seduzir pela qualidade musical, pela mistura de ritmos e gêneros musicais, pelo repertório bem selecionado e pela bela voz de Rita Ribeiro”, discorre o compositor baiano.
Tecnomacumba é mais um fruto da intervenção cultural criada por Rita Ribeiro há seis anos para nomear a fusão entre batuques dos terreiros e beats eletrônicos e que despertou paixão em diferentes públicos. Caetano não é o único a ressaltar a importância cultural dessa iniciativa e o talento de sua criadora. Alcione, Maria Bethânia e Ney Matogrosso aparecem nos extras do DVD em depoimentos também elogiosos. Ney conta que ficou tão impressionado com a performance de Rita em Cavaleiros de Aruanda (Tony Osanah), que decidiu incluir a música no repertório de seu show Inclassificáveis. A participação de Bethânia vai além do depoimento nos extras. A diva baiana divide com Rita Ribeiro os vocais de Iansã (Caetano Veloso), numa interpretação emocionante e memorável.
IMPERDÍVEL!!!
Tommy Flanagan & Hank Jones - Live in Marciac 1993
18/12/2009 às 09h08
CD
Com o belíssimo CD duplo dos pianistas de jazz Tommy Flanagan e Hank Jones, gravado durante o Festival Internacional de Marciac, na França, em 1993, a Biscoito Fino dá início ao novo
selo da gravadora, Biscoito Internacional, só com artistas estrangeiros.
Hank Jones nasceu em 1918 no estado do Mississipi, numa família de jazzistas, irmão do baterista Elvin Jones e do trompetista e compositor Thad Jones.
Um dos grandes impulsionadores do bebop, Hank Jones tocou com grandes nomes da história do jazz, como Ella Fitzgerald, Frank Sinatra e Diana Krall. Foi ele o pianista que acompanhou Marilyn Monroe quando ela cantou para John Kennedy Happy Birthday Mr. President. É um dos últimos sobreviventes daquele núcleo de músicos excepcionais que ajudaram a consolidar o jazz em todas as partes do planeta.
Tommy Flanagan nasceu em Detroit, Michigtan, em 1930 e chegou a Nova York 26 anos depois, recebendo logo o selo de aprovação dos músicos locais. No mesmo ano de sua chegada viajou com Ella Fitzgerald, de quem se tornou acompanhante musical e diretor musical. Gravou com bastante freqüência com Miles Davis, Sonny Rollins e John Coltrane, bem como com seu próprio trio, com quem tocou até sua morte, em 2001.
O Disco n° 2 apresenta os dois pianistas em dois pianos, destituídos da parte rítmica, tocando três números: Our Delight, de Radd Cameron, A Child is Born, escrita por Thad Jones, e Confirmation, uma das mais seletas criações no cânone de Charlie Parker e, poder-se-ia acrescentar, a mais traiçoeira de interpretar, é impecavelmente divertida do começo ao fim.
Nas três últimas músicas, Van de Geyn e Muhammad retornam, iniciando com Moose the Mooche, de Parker, seguindo com Blue Monk, de Thelonious Monk e finalizando com Relaxing at Camarillo, de Charlie Parker.
Biscoito Fino.
Lendas das lenhas
17/12/2009 às 08h23
"Os Filhos de Húrin"... Taí um livro que combina com sonhos e férias, se tens alma adolescente.
Muito antes da era de "O Senhor dos Anéis", Morgoth, o primeiro Senhor do Escuro, lança uma terrível maldição contra toda a família de Húrin, o homem que tinha ousado desafiá-lo frente a frente.
Assim, os destinos de Túrin e de sua irmã Niënor serão tragicamente entrelaçados. A vida breve e apaixonada dos dois irmãos é dominada pelo ódio de Morgoth, que envia seu mais temível servo, Glaurung, poderoso espírito na forma de um enorme dragão de fogo sem asas, numa tentativa de cumprir sua maldição e destruir os filhos de Húrin.
Mais um livro cheio de fantasia, magias e adrenalina de J. R. R. Tolkien.
Imperdíveis canções do Ivan
01/12/2009 às 08h49
Estrela do lançamento do Infinity Areia Preta, da Cyrea Plano & Plano, ontem à noite, no Hotel Serhs, Ivan Lins está com um CD, pela Biscoito Fino, que merece vivas.
Vivas como a Cyrela... que deu show, também, para lançar mais um empreendimento, belo, na cidade.
Vê o que pescamos no site da Biscoito Fino.
Fundada em 1945 na Holanda, por Dolf van der Linden, a Metropole Orchestra é conhecida tanto na cena jazzística como na pop, sempre elogiada pela qualidade de seus desempenhos. Seu regente, Vince Mendoza, não esconde seus objetivos: crescer e experimentar novas sonoridades. Para isso ele vem partilhando seus concertos com artistas de vários gêneros musicais: Oleta Adams, Charles Aznavour, Shirley Bassey, Andrea Bocelli, Stan Getz, Astrud Gilberto, Pat Metheny, Dionne Warwick e Nancy Wilson, entre outros.
Depois de um primeiro concerto em 2006 com Ivan Lins, a Metropole Orchestra finalmente gravou um CD com o compositor brasileiro, “Ivan Lins & The Metropole Orchestra, último lançamento da Biscoito Fino.
São 11 faixas com alguns dos maiores sucessos de Ivan Lins: Daquilo que Eu Sei, A Gente Merece Ser Feliz, Formigueiro, Arlequim Desconhecido (Harlequim), Começar de Novo, Let Us Be Always, É Ouro em Pó, O Fado (interpretada por Paulo de Carvalho), Aiaiaiaiai, Art of Survival e Luz Soberana.
Dor por dentro, por fora, sobre, sob
28/11/2009 às 16h45
Se não o maior, pelo menos o mais controverso.
Expressão viva do escárnio da sociedade - e do mundo, por que não assim dizer?, Nelson Rodrigues é um dos livros mais interessantes do momento.
Mais precisamente em "Inteligência com Dor - Nelson Rodrigues Ensaísta", de Luís Augusto Fischer, crítico literário e professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que dá um banho de inteligência sobre a estrela de Nelson.
As peças teatrais de Nelson há décadas são festejadas. Nelson mergulha no submundo do ser humano, o faz com sapiência, dá um olá no politicamente correto e... dilacera.
E, autor denso, tenso, muitas vezes, dono de um humor rasgante d'alma, Nelson parte do mal-estar para refletir sobre o processo da vida humana.
O livro é um primor!
INTELIGÊNCIA COM DOR
Autor: Luís Augusto Fischer
Editora: Arquipélago Editorial
Quanto: R$ 39 (336 págs.)
Amei Amos
24/11/2009 às 07h40
LIVRO
Confesso que nunca tinha parado para ler esse sensacional escritor israelense. Sei lá porque. Só não.
Mas foi amor à primeira vista. Meu Deus, como escreve bem!
Amos nasceu em Amos Klausner, (Jerusalém, 4 de Maio de 1939) é escritor e fundador do movimento pacifista israelita Peace Now.
Os seus pais fugiram em 1917 de Odessa para Vilnius e daí para a Palestina em 1933.
Durante o seu estudo de Literatura e Filosofia na Universidade Hebraica de Jerusalém, publicou seus primeiros contos curtos.
Oz participou na Guerra dos Seis Dias e na Guerra do Yom-Kippur e fundou nos anos 70, juntamente com outros, o movimento pacifista israelita Schalom Achschaw (Peace Now).
Fundador e principal representante do movimento israelita Paz Agora, é o escritor mais influente de seu país.
Poucos autores escrevem com tanta compaixão e clareza sobre as agruras presentes e passadas de Israel.
Li 'Rimas da Vida e da Morte'. Quer saber? Amei!
O imaginável e o impossível se abraçam no livro, cujo próprio título, 'Rimas da vida e da morte', é tirado do livro fictício de um poeta Tsefania Beit-Halachmi, cujos versos o protagonista e outros personagens vivem citando ao longo da exuberante narrativa.
O livro é um deslumbramento: inteligente, conciso, imperdível.
Todo cuidado é pouco
15/11/2009 às 09h20
LIVRO
Aguardada até a cintura, a continuação de "Tamanho 42 não é gorda" promete sucesso.
A ex-estrela pop Heather Wells está de volta, e como de costume vai se envolver em uma perigosa investigação.
Ela é inspetora de um dormitório feminino da Universidade de Nova York, e está acostumada com festas e brincadeiras estranhas das estudantes sempre moderninhas do pedaço.
Quando jovens começam a aparecer mortas no dormitório, Heather acha que pode ajudar, como já fez no passado.
Mas quem está por trás desses assassinatos fará de tudo para se proteger e uma inspetora gordinha não ficará em seu caminho.
Meg Cabot, a autora, tem mais de 800 mil livros vendidos no país e é a rainha pop das adolescentes.
O livro é bonzinho, divertido, uma espécie de Agrata Christie dos tempos modernos.
Ver, ouvir, se emocionar, refletir
14/11/2009 às 09h12
DVD
Muso da MPB, Wilson Simonal brilhou como ninguém e inovou como poucos no mundo da música.
Juntando qualidade, carisma, simpatia, suingue e um talento infino, Simonal se tornou a sensação do Brasil e ainda conquistou o público internacional à época.
Mas... De repente tudo acabou.
Boatos, acusações, mistérios, patrulhas e perseguições. O que aconteceu com Wilson Simonal?
“Simonal - Ninguém sabe o duro que dei” traça a trajetória impressionante do ex-cabo de exército, que reinou soberano e acabou condenado ao ostracismo por um delito que jurava inocência. Através de depoimentos de amigos, inimigos e, principalmente, de imagens das exuberantes performances do grande artista, o filme mostra também as respostas que nunca apareceram. Simonal era informante da ditadura?
Era favorável aos militares?
Ou seu maior crime foi ser negro, milionário, símbolo sexual num país e numa época em que existia muito racismo?
O DVD traz nos extras depoimentos inéditos, cenas excluídas e outros registros históricos que não entraram no filme.
A produção é de Cláudio Manoel, Jaya, TV Zero e Zohar, com co-produção da Globo Filmes.
Site Biscoito Fino.
Para sempre Elba
11/11/2009 às 09h15
CD
Seu primeiro álbum “Ave de Prata”, final dos Anos 70s, já anunciava que mulher daria o tom da vida, realizaria o sonho nordestino de ver suas raízes finmcadas e cantadas no mundo...
Passadas três décadas, Elba alcançou muito mais que os horizontes do sertão.
A intérprete de sucesso, com seis discos de platina e 13 de ouro acumulados, celebra sua trajetória com o disco “Balaio de Amor” (Biscoito Fino), uma ode ao Nordeste de compositores pós-Luiz Gonzaga. O CD é lindo, lúdico, cheio de encantos.
Uma homenagem ao baião e ao xote que, assim como o samba, têm a essência na brasilidade.
Em “Balaio de Amor”, Elba retoma uma das principais características de sua carreira: a aposta em talentosos compositores, principalmente da Paraíba e de Pernambuco. Foi a intérprete quem primeiro gravou uma canção de Lenine e ajudou a projetar com registros antológicos Geraldo Azevedo, Belchior, Chico César, Lula Queiroga e outros. Produzido pelo compositor e músico Cezinha, o CD reúne uma boa safra de canções recentes, com belas melodias e letras poéticas, compostas por artistas que dificilmente rompem a barreira geográfica nordestina, diz o site da Biscoito Fino.
Parceiro de Dominguinhos em dois supersucessos de Elba Ramalho; “Gostoso Demais” e “De Volta pro meu Aconchego”, Nando Cordel contribui com “É só Você Querer”, gravada em duo com Cezinha e já incluída na novela da 19h. da Rede Globo, Caras e Bocas. Com introdução lenta e dedilhada ao violão, a melódica composição conta com belo arranjo de cordas e samplers de cordas e já entra de antemão para o time de grandes canções românticas interpretadas por Elba.
No balaio de Elba, os forrós ganham as nuances da intérprete singular que nunca abandonou a veia de atriz, a mesma que no passado abriu o caminho para a cantora. É no canto que Elba transparece a experiência de quem já percorreu os mais diversos palcos e amadureceu a voz. “Há 30 anos, quando lancei ‘Ave de Prata’ a intérprete vibrante e de timbre marcante já estava lá, mas aprendi a explorar outras regiões vocais; o grave e o médio. A ansiedade da iniciante, que arriscava tudo, deu lugar para uma artista mais serena e dona da arte do seu ofício”, avalia, com satisfação.
Impossível não ler, impossível não entender a crise econômica no mundo
08/11/2009 às 17h09
Fernando Canzian, repórter especial da Folha de São Paulo, estava nos Estados Unidos entre setembro de 2008 e agosto de 2009, diz a Livraria da Folha, justamente no ápice da crise financeira que atingiu todo o mundo.
Neste livro, parte da "Série 21", o jornalista reúne diversos artigos sobre o assunto - em cada um, show de inteligência.
Na obra, Canzian aborda tanto as consequências de grande escala quanto as circunstâncias pontuais que esse desastre global provocou na vida de trabalhadores, poupadores e investidores. O autor esclarece também as razões que definiram o curso da economia global nesses tempos difíceis e chega à conclusão que o mundo, desta vez, parece ter escapado do pior.
Receber com charme
07/11/2009 às 07h50
LIVRO
Locomotiva da sociedade carioca, a estilista Lenny Niemeyer, dona da marca carioca de moda praia que leva seu nome, a carézima (e toda uau! Lenny) decidiu sair dez tões do mundinho fashion e se jogou no mundo das escritas.
Com o livro Delícia de Receber, da Editora Fontanar Objetiva, Lenny ensina com fazer festinhas em casas, apês, coisa e tal.
A estilista, chique que só, é especialista na arte de receber pessoas, seja em festas ou em jantares ao seu redor.
Aliás, suas festas... depois de cada desfile da Lenny na Fashion Rio, já são esperadas pelos convidados e são, sempre, as melhores da Cidade Maravilhosa.
Aí a bacanete decidiu reunir sua experiência nesse, que funciona como guia. Apesar de não ser uma profissional no assunto, a experiência de Lenny é considerável, já que ela afirma já ter começado a preparar às 19h uma festa – que deu certo! - para 200 pessoas na mesma noite.
Lenny dá dicas de bebidas e de bufê do Rio e de São Paulo – para quem não quer ter o trabalho de cozinhar e arrumar a casa na hora de receber pessoas.
Ela aproveita e une também um pouco de moda ao assunto. Dicas sobre a roupa ideal do anfitrião para cada ocasião ou como iluminar a mesa de jantar fazem parte do livro, que será vendido por R$ 33,90.
Foto: reprodução
Amo Leila Diniz
04/11/2009 às 10h07
Quem nunca ouviu falar em Leila Diniz?
Quem nunca se "escandalizou" com a diva carioca dos Anos 70's?
Desbocada e transgressora, linda, exagerada, feliz... Essa era Leila Diniz!
Com opiniões à frente do seu tempo, a atriz Leila Diniz (1945-1972) viveu pouco.
Mas seus 27 anos foram suficientes para escandalizar o Brasil inteiro com tamanha autenticidade!
A biografia "Leila Diniz" (Companhia das Letras, 2008), do jornalista também carioca da gema Joaquim Ferreira dos Santos, revive a trajetória meteórica (e apaixonante) dessa brasileira linda que viveu movida pela convicção de ser livre e feliz. E viveu com paixão!!!
O livro mostra como a postura transgressora de Leila ajudou a dar início a uma revolução dos costumes femininos e a definir um novo papel para a mulher na sociedade brasileiraàquela época.
E mostra também como a artista sofreu pencas por causa disso: foi abandonada pelas feministas, tachada de alienada e vagabunda, afastada da TV e condenada como "nociva à sociedade".
Azar da sociedade!
Osgemeos, arte pra toda vida
26/10/2009 às 08h16
Um cabeludo, o outro careca: mas idênticos e arte bela
A primeira exposição que vimos dessa dupla foi no Centro Cultural do Banco do Brasil, no meu Rio de Janeiro.
São divertidos, coloridézimos e inovadores.
Agora, a dupla de artistas plásticos osgemeos traz para São Paulo a nova mostra.
“Vertigem” abriu domingo, 25 e fica em cartaz até 13 de dezembro no Museu de Arte Brasileira, na Faap.
Paulistanos de 1974, os gêmeos idênticos Gustavo e Otávio Pandolfo começaram sua trajetória na street art em meados dos anos 1980, retratando as culturas regionais do Brasil nos muros de São Paulo. O trabalho da dupla está diretamente ligado à sua vivência na cidade - e pode aguardar: os dois serão grandes artistas plásticos, festejados no mundo.
A exposição na Faap reúne graffiti com as artes plásticas em instalações, pinturas, esculturas e objetos sonoros - tudo deslumbrante e extremamente feliz, marca da dupla.
“A beleza das cores, saturação de tons e formas é o que torna fascinante o trabalho da dupla. Esses elementos nos apontam uma alteração dos padrões estéticos da arte contemporânea atual. As personagens e suas fantasias e roupas, que sugerem uma inocente vaidade, misturam-se a retratos de famílias humildes, ninfas, corpos humanos com cabeças de peixes... Definindo seu processo criativo, osgemeos afirmam transformar aquilo que aparece em seus sonhos”, explica Renato Silva no texto do catálogo da exposição.
Foto: reprodução
Record premiada
26/10/2009 às 07h00
Quem cantou foi Wellington Medeiros, no ótimo texto "Perigo Premiado".
O jornalista escrewveu...
"A Record recebe na noite desta segunda-feira, 26, em São Paulo, o prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo na categoria documentário de TV. A reportagem premiada foi “Infância Perdida para o Tráfico”, do programa Repórter Record, transmitido no dia 10 de maio deste ano. O Vladimir Herzog, ganho pela Record pelo terceiro ano consecutivo, é um dos mais importantes prêmios do país na área de jornalismo e direitos humanos. Este ano, concorreu com outros 44 documentários de comunicação de todo o Brasil. A editora Cátia Mazin e os repórteres Cristiano Teixeira e Letícia Gil receberão uma estatueta representando o rosto de Vladimir Herzog, símbolo da resistência ao regime militar.
O documentário foi o resultado do trabalho de semanas em que a equipe passou infiltrada em favelas e comunidades carentes para mostrar crianças cooptadas pelo tráfico de drogas e o drama de pais que tiveram os filhos seduzidos pelo crime. Mostra também meninos agressivos, armados e que não escondem que são capazes de tudo para subir na hierarquia do tráfico. Ao pisarem hoje no palco do Tuca, o teatro da PUC/SP, os representantes da Record (em Natal, TV Tropical – canal 8) além do prêmio, estarão recebendo o reconhecimento de toda sociedade brasileira, pela coragem de enfrentar os obstáculos que todos conhecem, para mostrar ao Brasil uma realidade que não dá mais para esconder".
A Record está, então, de parabéns pela conquista!
E viva a boa imprensa brasileira!
Do outro lado da porta
22/10/2009 às 08h27
Uma história instigante.
Simples e simpática ex-operária da indústria têxtil é chamada para prestar depoimento ao major Aldu, da polícia secreta da Romênia, durante o regime totalitário de Nicolae Ceausescu (1918-1989), que governou o país entre 1974 e 1989.
O trabalho do oficial é descobrir mulheres que traem a pátria.
A jovem está sob suspeita desde que foram descobertos bilhetes enfiados nos bolsos das calças de ternos masculinos que ela costurou e que seriam enviados para a Itália - um crime gravíssimo, à época.
Nas mensagens, ela escreveu a frase "case comigo", junto com seu endereço.
São, na verdade, desesperados pedidos de socorro para que algum desconhecido se sensibilize e venha tirá-la do mundo de opressão em que vive na velha Romênia cheia de absurdos e agressiva com os seus, que não aceitam seu regime totalitário.
A convocação é sempre para o mesmo local e horário, às 10 horas da manhã. Quando isso ocorre, significa para a garota uma noite de tormento, com insônia e pesadelos. Mesmo assim, ela nunca chega atrasada. Ao contrário, às 7h30 está pronta para sair. Como a viagem dura aproximadamente 1h30, ela acaba perambulando nas proximidades do local onde deve se apresentar enquanto sua hora não chega. Desde que esse monitoramento sobre suas atividades começou a ocorrer, sua vida foi transformada num inferno. Acusada também de prostituição em local de trabalho, ela acaba perdendo também o emprego.
Nesse livro, a autora faz uma espécie de retorno ao passado e às experiências pessoais, para mostrar o mundo terrível de adversidades e humilhações que ela mesma viveu na Romênia comunista, um país tomado pelas trevas de um regime repressor.
Na LIvraria da Folha, entre os mais mais.
Livrão, viu?