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Paz de Chrystian

O DVD de Marina Eali

10/10/2009 às 11h25

DVD
Gosto de Marina Elali desde o começo.
E aqui não vai nenhuma alusão ao respeito do imenso carinho que tempos por sua família.
Marina, total, é maior do que tudo. Inclusive.
É uma pessoa do bem, de bem com a vida, tem um coração do tamanho do mundo.
Não fala de ninguém, não gosta de brigas, adora cantar a paz e outro dia a escutei dizer... “Não falo sobre pessoas, falo sobre ideias”.
Num mundo de tantos senões, Marina pega a contramão. E é ela!
Ontem assisti ao seu DVD. Pela terceira vez.
Claro que adorei!
Marina tem um estilo seu. Não fica à vida, querendo ser outras cantoras da MPB – é ela.
Faz caras e bocas sim: e daí?
Não imita sambinhas, não gosta de mansidões.
Seu DVD, “Longe ou perto”, mostra bem isso.
Ora canta, dança, extravasa. Depois ri, chora, clipes entre Dó Ré Mis.
Numa super produção, extremamente bem cuidado, o DVD tem momentos memoráveis. Como Marina ao piano, interpretando Roberto Carlos.
Vai, em Longe ou Perto, de Jon Secada a ZéDantas, o vovô forrozeiro que fez as mais belas canções interpretadas por Luiz Gonzaga.
Canta em inglês sim, e daí?
Não se prende a estilo, canta o que lhe vem à cabeça.
E como canta!
Sua voz é, sem favores, uma das mais preparadas da cena musical no Brasil de hoje.
O DVD tem uma direção perfeita, uma luz bem cuidada, um figurino de estrela.
E uma cantora pop, que emplaca mais um sucesso em novela da Rede Globo.
Por mérito seu, é bom cantar.
Segredos?
São muitos. Mas quem ouve Marina Elali cantar... ah, descobre todos!
Meu Deus! Como canta!!!

Lâmpada mágica

09/10/2009 às 11h30

O livro instiga, castiga o marasmo, o ócio da vida, o morno do mundo.
O tal mundo que é movido por ideias, mas nem sempre percebemos quais delas estão por trás de comportamentos e situações cotidianas do ser humano. 
O excelente Felipe Fernández-Armesto, historiador festejado até a alma e internacionalmente aplaudido, coloca o leitor em contato com as principais noções históricas, filosóficas e científicas que moldam nosso mundo, dia a Folha. 
Essa análise abrangente e audaciosa vem acompanhada de uma belíssima combinação de imagens contemporâneas e históricas que esclarecem e ao mesmo tempo entretêm o leitor. Além disso, inclui sugestões de leitura de especialistas, o que instigará ainda mais o pensar.

Os brutos também leem

04/10/2009 às 08h19

Taí um livro instigante.
Ancorado em uma máxima do filósofo alemão Walter Benjamin, que nasceu por 1892 e faleceu nos Anos 1940, segundo a qual é possível conhecer um homem pelos livros que lê em vida, o historiador Timothy W. Rybach rastreou a biblioteca de Adolf Hitler em As Obras Que Moldaram Sua Vida
E o resultado da pesquisa é de surpreender.
Leitor compulsivo, o ditador nazista possuía mais de 16 mil títulos. 
"Não gostava de romances, era apaixonado por enciclopédias e almanaques e tinha grande interesse por textos antissemitas".
Não há conclusão a tirar do rol de leituras, pela extrema variedade e também pela qualidade de alguns textos, mas "o fato de que Hitler lia, e de forma tão compulsiva, empresta ao homem um ar ainda mais abominável", escreve a revista Spectator. De qualquer modo, as 328 páginas são um "vislumbre atormentador do programa de autoaperfeiçoamento de Hitler", afirma The New York Times Book Review.

AS ESCOLHAS DO NAZISTA 

Grandes obras da literatura
Dom Quixote, de Miguel de Cervantes (1605)
Robinson Crusoé, de Daniel Defoe (1719)
Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift (1726)
A Cabana do Pai Tomás, de Harriet Beecher Stowe (1852)
Volumes de cabeceira

Romances policiais do inglês Edgar Wallace (1875-1932)
William Shakespeare, sendo o favorito a peça Júlio César
Os romances de aventura do alemão Karl May (1842-1912) ambientados no Velho Oeste americano 

A Biblioteca Esquecida de Hitler – Os Livros Que Moldaram Sua Vida, Timothy W. Ryback, Companhia das Letras, 328 págs., R$ 46
Fonte: Revista da Semana

Existe?

03/10/2009 às 13h24

Homens e mulheres têm comportamentos, atitudes, caminhos e vidas traçadas em bifurcações opostas a tudo.
Na linha "cada um no seu quadrado", seguem no mundo seus traçados.
Mas...
Mesmo assim um não vive sem outro.
No livro óóóóótimo de Bradley Trevor Greive, se usa e abusa do bom humor (existe melhor caminho na vida?) ao combinar fotos, textos e passagens para retratar os perigos e os prazeres dos relacionamentos e a dificuldade da mulher moderna de achar um parceiro à sua altura: um homem que não seja ciumento, não fuja de compromissos e, lógico, que beije bem. 
O livro é uma delícia!

Modelo de quê?

30/09/2009 às 00h12

LIVRO
Um livro que atravessa nossa alma.
E encanta da primeira até a derradeira página.
Uma pobre adolescente solitária de origem tcheca que aos 15 anos de idade e sonhos consegue o que muitas meninas desejam: uma chance de iniciar a carreira de modelo, pisar numa passarela, "ser feliz". 
Com o convite de uma agência na mão e alguns trocados no bolso, ela se muda durante o verão para Paris. 
Em meio ao movimento new wave e em uma era de supermodelos no auge de suas carreiras, a menina, que atende pelo nome de Jirina se deixa levar pelas loucuras e transgressões dos anos 1980.
A autora e ex-top model Paulina Porizkova empresta à Jirina sua voz e experiência no mundo da moda. 
O livroi traz muitas revelações bombásticas sobre o mundinho fashion.

N9ve(s) fora

20/09/2009 às 10h28


CD
A primeira música de trabalho, “Entreolhares” (The Way you’re looking at me)” já é um sucesso desde agosto, quando se soltou na vida.
Aliás, N9ve, da ótima Ana Carolina, já um sucesso!
O álbum tem nove músicas e leva esse nome porque Ana Carolina tem uma certa “admiração” pelo número, já que ela nasceu em 9/9 e lançou o seu primeiro CD em 1999. 
Achou pouco? 
O CD terá uma tiragem inicial de 99.999 cópias. 
Superstição pouca é bobagem. 
E o CD é uma maravilha. Nada de nove: é dez, mil!
Confira abaixo as músicas que fazem parte do CD Nove de Ana Carolina. 
1. 10 Minutos
2. Dentro
3. Tá Rindo, É?
4. Entreolhares (The Way You’re Looking at Me)
5. Era
6. 8 Estórias
7. Resta
8. Torpedo
9. Traição (com Esperanza Spalding e Daniel Jobim)

Cordel apaixonante

19/09/2009 às 11h18

Escritas em 1960, as maravilhosas histórias escritas pelo poeta e mestre Ferreira Gullar que compõem esse livro possuem um caráter político e social - já disse a editora. 
Mas é mais.
O livro nos prende pela graça do escrito, pela elegância sem nenhuma vergonha que o Cordel de Gullar é apresentado: limpo, às clara, saborosíssim,o.
É um livro para comer com os olhos. Gula de de excelente leitura, taí!
Surgidas durante a atuação do poeta no fervoroso Centro Popular de Cultura da UNE, no Rio de Janeiro, entre ditaduras e gritos de liberdade, é a primeira vez que são publicadas em volume separado.
Nesta edição, a produção do maior poeta brasileiro em atividade é ilustrada por xilogravuras de Ciro Fernandes - outro mestre das artes nesse país.
Ou seja: duas artes numa só.
Imperdível!

O Dono do mar

06/09/2009 às 11h06

DVD
Eterno, Dorival Caymmi tinha 58 anos de meninice quando gravou o MPB Especial, para a TV Cultura, lá por 1972, num país saindo da ditadura militar e pronto para sonhar ser feliz.
Dirigido lindamente por Fernando Faro, o show é de um esmero...
Além de deleitar o público cantando suas canções e tocando violão, o baiano, muito à vontade, relembra momentos marcantes de sua vida, desde a infância na Bahia, ao lado de amigo Zezinho, para ele o símbolo daquela época, com quem trocava músicas e travessuras.
Foi no meu Rio de Janeiro, para onde se mudou aos 23 anos para estudar Direito, que descobriu a vida. Mesmo tão jovem, conta que levou consigo composições como O que é que a baiana tem?, O Mar e A preta do Acarajé
No final do programa, acompanhado por baixo, piano e bateria, além do seu violão, Caymmi interpreta seus sambas-canções da fase carioca.
Combina com o jeito do compositor o jeito de Faro filmar, simples e em closes: detalhes do rosto do artista, cabelos brancos em onda, dedos percutindo as cordas do violão; tudo perfazendo um registro em áudio e vídeo da obra e da figura do "gênio da raça", na definição de um outro mestre da síntese, João Gilberto. 
Pelo selo Biscoito Fino.

Para sempre Gonzaguinha

04/09/2009 às 23h29

DVD 
Chega às lojas um registro histórico de Gonzaguinha – com áudio e imagem restaurados, um especial de TV exibido em maio de 1981 vai ser lançado em DVD, numa parceria da EMI com a Globo Marcas. Para lançamento em DVD, o programa batizado de “Luiz Gonzaga do Nascimento Junior” teve áudio e vídeo restaurados. 
Gravado e exibido em maio de 1981, o especial com Gonzaguinha fez parte da Série Grande Nomes da TV Globo, dirigida por Daniel Filho, e contou com direção musical e produção de Guto Graça Mello. São 45 minutos de especial e 19 canções que revelam um Gonzaguinha em grande forma, com direito a atores do cast global na platéia do extinto Teatro Fênix, como Raul Cortez, Lauro Corona e Joanna Fomm. Um dos pontos altos do especial é o encontro de Gonzaguinha, morto em 1991, com seu pai, o saudoso Luiz Gonzaga, no dueto de A vida do viajante. Um Gonzagão irreconhecível – sem sanfona e sem chapéu de couro – canta e dança abraçado ao filho, que o convida a entrar em cena cantando “Eu apenas queria que você soubesse”.

1. Não Dá Mais Pra Segurar (Explode Coração)
2. Simples Saudade
3. Sangrando
4. Amanhã Ou Depois
5. Achados e Perdidos
6. Pequena Memória Para Um Tempo Sem Memória
7. Fala Brasil - Part. Especial: Roberto Ribeiro
8. E Vamos A Luta - Part. Especial: Roberto Ribeiro
9. A Cidade Contra O Crime
10. Pacato Cidadão
11. Santa Maravilha / Mergulho
12. Ponto de Interrogação 13. Coisa Mais Maior De Grande
14. Légua Tirana / Part. Especial: Luiz Gonzaga
15. Eu Apenas Queria Que Você Soubesse / Part. Especial: Luiz Gonzaga
16. A Vida Do Viajante - Gonzaguinha / Part. Especial: Luiz Gonzaga
17. Questão De Fé
18. Galope
19. Começaria Tudo Outra Vez

Para ler e se apaixonar

04/09/2009 às 08h04

LIVRO
Lindo, de novo!
Após o sucesso do livro de estreia "Marley & Eu", que virou best-seller e foi transformado em filme - aliás, um belíssimo e sensível filme...
O jornalista volta à vida literária que narra a história de sua vida, muito antes de conhecer o famoso cachorro travesso.
Repleto de revelações emocionantes e de muitas passagens divertidas, conta sobre um garoto alegre e levado que cresce em meio a uma devota família católica nos anos 1960 e 1970.
Mais velho, ele encontra uma mulher obstinada com quem formaria sua própria família. 
E, à medida que o amor entre eles crescia, teve início a dolorida, divertida e penetrante jornada à maturidade. 
O livro traz aquela máxima... a vida de cada um de nós daria um filme interessantíssimo!

Ouça, game

03/09/2009 às 08h08

CD
Foi lá por 1966 que um espetáculo musical apresentado num teatro fez um enorme sucesso no Rio de Janeiro. 
Ficou cinco meses em cartaz com casa lotada e tinha como chamariz o genial violão de Baden Powell. 
Acompanhado por um trio liderado pelo excelente Oscar Castro Neves, o show virou disco pela mãos de Aloísio de Oliveira e chega agora, mais de quarenta anos depois, ao CD, pela Biscoito Fino.
Num texto na contracapa do então LP, Aloísio de Oliveira comemorava a gravação, enfim, de um disco com Baden gravado ao vivo: “Esta oportunidade nos foi dada quando Baden tomou parte no recital de samba no Teatro Santa Rosa do Rio de Janeiro”, relembra ele. Para Aloísio, assim foi mais fácil registrar o impacto e a força do violão de Baden, mais visível quando ele enfrentava o calor do público.
Simples e belíssimo, como deve ser o trabalho de um músico genial, que além de tocar, compôs alguns clássicos da nossa música. O CD tem apenas dez músicas, sendo que sete, em parceria com Vinicius de Moraes, com quem começara a compor quatro anos antes. E é uma música desta parceria que inicia o show/disco, Berimbau, que Baden emenda com Choro para Metrônomo, composição assinada só por ele.
Depois vêm O Astronauta (Baden/Vinicius), Valsa de Eurídice (Vinicius), Prelúdio em Ré Menor (J. S. Bach) – foi a primeira vez que gravou o compositor barroco -, Berimbau (Baden/Vinicius), Consolação (Baden/Vinicius), Lamento (Pixinguinha/Vinicius), Samba de uma Nota Só (Tom Jobim/Newton Mendonça) e Tempo Feliz (Baden/Vinicius). Esta é a
única que ganhou voz, do próprio Baden.
Biscoio fino.

A dora vira um abraço em Deus

25/08/2009 às 07h39

Li "A Cabana" nas minhas férias em janeiro.
De uma sentada só, em dois, três dias.
O livro fascina, emociona apesar do surrealismo quase inacreditável.
Mas.. o que não se acredita, quando se fala em Deus?
Best-seller internacional que também ocupou o topo da lista dos mais vendidos no Brasil em 2009, "A Cabana" é uma linda história que pode transformar a sua vida.
Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa cabana abandonada.
Após quatro anos, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o para voltar à cabana onde aconteceu a tragédia. 
Mesmo desconfiado - e ainda cheio de dor n'alma, Mack vai ao local do crime numa tarde de inverno e enfrenta o cenário de seu mais terrível pesadelo. 
Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre.
As respostas encontradas vão surpreender e podem transformar sua vida de forma tão profunda quanto transformou a de Mack.
Lindo!

O novo livro de Cony

22/08/2009 às 18h07

LIVRO
Quarenta e nove textos do colunista-literário que ganhou cores próprias no Brasil e que o escritor exercita na Folha de São Paulo desde 1993 são reunidos agora em "Crônicas para Ler na Escola", editado pela Objetiva.
A seleção dos textos publicados na Ilustrada e na página 2 da Folha foi feita pela professora Marisa Lajolo, mestre e doutora pela USP e autora de "A Formação da Leitura no Brasil. 
Cony já praticou a crônica em vários veículos, como na extinta revista "Manchete". Na Folha, onde colabora regularmente nos últimos 16 anos, também já havia revezado uma coluna na década de 60 com a poeta Cecília Meireles.
Cony já teve suas crônicas reunidas em outras edições, como "O Presidente que Sabia Javanês" (Boitempo), que reuniu crônicas publicadas na Folha entre 1994 e 2000, e "O Tudo e o Nada" (Publifolha), que reuniu 101 artigos que saíram entre 1999 e 2004 na Ilustrada.
Além dos 17 romances que compõem sua bibliografia (atualmente sendo relançados pela Alfaguara), também já adaptou cerca de 50 clássicos.
No livro, o leitor vai poder acompanhar textos como "O Fogão e a Chuva", em que Cony descreve um menino que "até os cinco anos fora mudo, olhava o mundo, olhava as coisas e não dizia nada. (...) O defeito da fala foi parcialmente corrigido, o menino cresceu e se transformou naquilo que sou eu."
Com informações da Folha

Ler, rir, curtir

22/08/2009 às 13h15

LIVRO
Esse eu ganhei da amiga Celinha Menezes, médica, lua linda, querida demais.
A partir de centenas de entrevistas, a autora descobriu as principais atitudes que diferenciam as mulheres boazinhas das poderosas e as reuniu neste livro bem-humorado e transformador - e, principalmente, espelho de muita gente que a gente vê por aí.
Com histórias engraçadas e exemplos práticos, ela ensina tudo o que você precisa saber para deixar qualquer homem aos seus pés. 
Sherry Argov escreveu um livro interessantíssimo, que pode ajudá-la a dar uma guinada em sua vida amorosa. 
A autora criou um manual que vai fazê-la entender "Por Que os Homens Amam as Mulheres Poderosas" - e, sinceridade?, arrasou! 
Ótima leitura para o final de semana!

Cildo Meireles: ler, comer, viver sua obra linda

17/08/2009 às 18h29

LIVRO
Taí um livro que você lê em horas - se deleita, revira o coração, lê novamente.
O Inquieto e provocador Cildo Meireles, hoje, sem favores, um dos artistas brasileiros de maior destaque no panorama internacional, é leitura obrigatória.
Totalmente ilustrado, o livro, traduzido de edição originalmente publicada em 1999 em Londres, mapeia a produção de Cildo em entrevistas e textos do próprio artista, além de ensaios de três dos mais importantes críticos de arte e curadores em atividade nos EUA e na Europa.

Ouvir, ouvir, ouvir

16/08/2009 às 20h34

CD
Ana Costa – Novos Alvos, um cd para ouvir e se encantar sem nenhum pudor.
A cantora carioca em seu segundo álbum confirma sua importante figura no cenário do novo samba feito no Brasil - meu Deus, como canta!
Um disco feito com arranjos imprevisíveis e inteligentes, músicas maravilhosas e com produção afiada de Alê Siqueira, e a escolha brilhante de... tudo.
Um dos melhores CDs da temporada.

Euclides da Cunha, eterno

15/08/2009 às 18h27

OBRA
Essa pescamos n'O Globo, no excelente blog Prosa Online.
"Vários dos lançamentos sobre Euclides da Cunha previstos para este ano não chegaram às prateleiras a tempo do centenário de morte do escritor. Felizmente, os organizadores das exposições dedicadas ao autor foram mais diligentes do que os editores. “Euclides da Cunha, uma poética do espaço brasileiro” abriu anteontem na Biblioteca Nacional (acima, foto do acervo da BN que mostra o homenageado em seu escritório), e “Euclides, um brasileiro” será inaugurada na próxima quinta-feira na Academia Brasileira de Letras (ABL).
Ambas, como já dizem os títulos, exploram a ligação do escritor com o Brasil. Marco Lucchesi, curador da exposição da Biblioteca, explica que procurou enfatizar a comunicação da obra de Euclides com a cultura nacional.
— Tentamos desmistificar a ideia do Euclides como uma espécie de pedra belíssima, brilhante, mas que não dialogaria com o que está antes ou depois dela. Nos textos dele, há uma entrada muito importante de uma polifonia brasileira, das vozes dispersas do Brasil. Essa presença da fala popular insere Euclides numa linhagem literária que começa com o Machado de Assis de “Dom Casmurro”, em que Bentinho registra o pregão de um vendedor de cocadas, e continua depois com Guimarães Rosa — diz.
Entre as 130 peças reunidas na exposição — que se divide em três partes, sobre Canudos, os escritos amazônicos e a biografia — estão exemplares da primeira edição de “Os Sertões” com correções no texto feitas a mão pelo autor. Usando $pequena lâmina, Euclides raspou incorreções de todos os 1.200 exemplares da primeira edição, fazendo no total 160 mil emendas.
O poeta Alexei Bueno é o responsável pela exposição que será aberta quinta-feira na ABL. Obcecado desde a juventude pela Guer$de Canudos, ele trouxe para a mostra vários itens de sua coleção pessoal, como armas, balas, farrapos de bandeira e outros objetos. Ele diz, no entanto, que os itens mais importantes em exibição são os manuscritos, cartas e dedicatórias de livros, entre os $há material inédito.
— São documentos da própria ABL, alguma coisa da Biblioteca Nacional, do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, e, sobretudo, de coleções particulares — informa Bueno, avisando que não há muitas revelações biográficas nesses escritos. — O Euclides era um homem muito sisudo, muito sério, que praticamente não tem anedotário. Os comentários feitos nesses textos são referentes quase sempre à vida literária.
A exposição seguirá o percurso biográfico de Euclides, e tem ainda como destaque a famosa caderneta de apontamentos usada por ele em Canudos, cheia de desenhos, mapas e anotações feitas numa letra microscópica".

Cigarra

12/08/2009 às 09h27

CD
Que maravilha viver! E ouvir!
Simone lança pela Biscoito Fino seu primeiro disco de inéditas desde 2004. 
Simone Na Veia traz novas canções belíssimas de Adriana Calcanhotto, Erasmo Carlos e Marina Lima - precisa dizer mais?
Além de uma música da própria Simone (em parceria com Herminio Bello de Carvalho). 
Um dos destaques do disco é uma regravação do hit popular Deixa Eu Te Amar, sucesso na voz de Agepê.
Em Na Veia, Simone também retoma compositores tradicionais em sua carreira, como Gonzaguinha (Geraldinos e Arquibaldos) e Abel Silva (Pagando Pra Ver).
O CD é, simples assim: deslumbrante!

Anos 70s na veia

10/08/2009 às 08h46

Taí um livro pura nostalgia.
Para quem viveu ou não os Anos 70s...
Caretas e desbundados, roqueiros e cocotas. Quem realmente viveu os anos 70 estaria condenado a não se lembrar deles caso a apresentadora de televisão Ana Maria Bahiana não se dedicasse a esmiuçar cada canto dessa década de experimentações.
O livro mantém uma ampla perspectiva da época: relembra o primeiro campeonato de surf no Brasil, a inauguração do metrô e os loucos festivais de rock no interior.
Das drogas à censura, de Leila Diniz grávida de biquíni ao surgimento da onda black, tudo isso muito bem documentado e fartamente ilustrado em "Almanaque Anos 70" (Ediouro, 2006). 
O livro é um parque de diversão.
Ainda nostálgico, feliz, interessante...

O Pessoa

05/08/2009 às 17h50

LIVRO
Um livro que recompõe o caminho traçado por Fernando Pessoa na poesia é um farto abraço na emoção de um dos maiores escritores de todos tempos. 
Na primeira parte da obra Amélia Pinto Paes, Companhia das Letras, R$ 33,00, escreve uma espécie de biografia de Pessoa à moda Brás Cubas, como se o próprio escritor estivesse narrando sua história depois de morto. 
Já na segunda, ela resgata tanto poemas que ele escreveu sobre as crianças quanto outros originalmente publicados nos livros "Mensagem" e "Cancioneiro". Também dá destaque aos heterônimos Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares, com a apresentação de alguns dos poemas escritos por eles.