O poder da Lua sobre o nosso planeta é complexo e indefinido, pois suas interpretações abrangem diferentes áreas do conhecimento humano.
O mistério desse corpo celeste foi cultivado já pelos primeiros homens, que ao mirarem para o céu perceberam suas constantes mudanças e criaram obsessão de conhecê-la intimamente.
Deram a ela designação de muitos, símbolos e, por um imenso painel de ricas representações, endeusaram sua beleza e temeram sua influência.
Mas em contraposição a essa esfera de crenças e sabedorias ancestrais e populares, a Lua tem, visivelmente, um poder que pode ser medido e calculado através do movimento das águas em toda a superfície terrestre e demonstrado através das marés oceânicas.
As águas são o fundamento da vida no planeta, simbolizam a vegetação, o princípio de vida, a força criadora e o elixir da cura.
A substância líquida que envolve o corpo terrestre, envolve, na mesma proporção, o corpo humano, permitindo que nesses dois sistemas circule a energia que os mantém vivos e promove a reprodução das espécies.
A água, por ser um veículo de vida, está relacionada diretamente com a fertilidade e o feminino.
Esse conjunto formado por Lua + ÁGUA + Mulher definiu, desde a pré-história, os ritos lunares de fecundidade, nascimento e morte.
Por meio desse elemento fluido todas as células são envolvidas pela membrana celular e preenchidas com uma solução aquosa concentrada de substâncias químicas.
Com tudo isso... reze por sob a Lua. Todas elas. Agradeça a Deus sempre o fato de poder senti-la, vê-la linda nos céus Cheia ou Quarto Crescente.
Com isso, crie seus rituais de amor e energização.
Aproveite as fases da lua para amar, viver e ser uma pessoa melhor para o mundo.
Em uma parábola, Jesus afirma que o Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem semeou no seu campo.
Embora seja a menor das sementes, ao crescer se torna a maior das plantas e faz-se uma árvore, que abriga as aves do céu.
Como sempre acontece em se tratando de parábolas, são possíveis muitas interpretações.
Uma delas reside na necessidade de se prestar atenção em questões aparentemente ínfimas.
Raras pessoas costumam pensar com seriedade a respeito da vida e dos deveres que ela lhes apresenta.
Muitos homens, investidos de importantes responsabilidades, evidenciam paixões nefastas e destruidoras, seja no campo dos sentimentos, dos negócios, da família ou das relações sociais.
Por conta dessas paixões, oferecem tristes espetáculos de conduta indigna.
As mentes desequilibradas pela irreflexão encontram-se por toda parte.
Isso evidencia um descuido com as coisas mínimas.
O coração humano muitas vezes parece um campo abandonado.
Por falta de cuidado, nele crescem ervas daninhas que, com o tempo, produzem grandes tragédias.
Todo grave desequilíbrio surge lento na rota humana.
Embora a aparente sensatez, quem de repente comete uma baixeza pensou nela durante algum tempo.
Permitiu que a ideia má crescesse, empolgasse seu coração e finalmente tomasse conta de sua vida.
O homem nunca deve esperar colheitas milagrosas.
Ele precisa amanhar a terra de seu coração e cuidar do plantio.
A semente de mostarda constitui o pensamento, a palavra e o gesto.
Muitos falam bastante em humildade, mas nunca revelam um gesto de obediência.
Contudo, ninguém jamais realizará a bondade em si se não começar a ser bom nas ocasiões mais singelas.
Alguma coisa pequenina há de ser feita, antes de ser edificada uma obra grandiosa.
Extrai-se facilmente da mensagem de Jesus que o Reino de Deus está dentro de cada um.
Portanto, é no seu íntimo que o homem deve construí-lo.
É no interior que se desenvolve o trabalho da realização Divina.
A maior floresta do mundo começou de sementes minúsculas.
O mesmo se dá com o ser humano.
Se ele se permite pequenos pensamentos infelizes e gestos indignos, caminha para a vivência de graves males.
Entretanto, pode decidir cuidar das coisas pequenas, prestar atenção no que pensa, diz e faz em seu cotidiano.
Se cuidar das coisas pequenas, crescerá em força, paz e virtudes.
É preciso semear na própria vida os ínfimos grãos da gentileza, da conversa sadia e dos hábitos dignos.
Essa pequenina semeadura com o tempo se converterá na plenitude íntima de quem possui uma larga faixa de céu no coração.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 35 do livro Os mensageiros, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Quando nos vem à mente uma figura de mãe, sempre surge acompanhada de um misto de divino e humano.
É muito rara a pessoa que não se comova diante da lembrança de sua mãe.
Meninos que abandonaram o lar por motivos variados e vivem nas ruas, quando evocam suas mães, uma onda de ternura lhes invade o ser.
Por que será que as mães são essas criaturas tão especiais?
Talvez seja porque elas têm o dom da renúncia...
Uma mãe consegue abrir mão de seus interesses para atender esse serzinho indefeso e carente que carrega nos braços.
Mas as mães também têm outras características muito especiais.
Um coração de mãe é compassivo. A mãe sempre encontra um jeito de socorrer seu filho, mesmo quando a vigilância do pai é intensa.
Ela alivia o castigo, esconde as traquinagens, defende, protege, arruma uns trocos a mais.
Sim, uma mãe sempre tem algum dinheiro guardado, mesmo convivendo com extrema necessidade, quando se trata de socorrer um filho.
Mães são excelentes guarda-costas.
Estão sempre alertas para defender seu filho do coleguinha terrorista, que quer puxar seu cabelo ou obrigá-lo a emprestar seu brinquedo predileto...
Quando a criança tem um pesadelo no meio da noite e o medo apavora, é a mãe que corre para acudir.
As mães são um pouco fadas, pois um abraço seu cura qualquer sofrimento e seu beijo é um santo remédio contra a dor...
Para os filhos, mesmo crescidos, a oração de mãe continua tendo o poder de remover qualquer dificuldade, resolver qualquer problema, afastar qualquer mal.
No entender dos filhos, as mães têm ligação direta com Deus, pois tudo o que elas pedem, Deus atende.
O respeito às mães perdura até nos lugares de onde a esperança fugiu.
Onde a polícia não entra, as mães têm livre acesso, ainda que seja para puxar a orelha do filho que se desviou do caminho reto.
Até o filho bandido respeita sua mãe, e lhe reverencia a imagem quando ela já viajou para o outro lado da vida.
Existem mães que são verdadeiras escultoras. Sabem retirar da pedra bruta que lhe chega aos braços a mais perfeita escultura, trabalhando com o cinzel do amor e o cadinho da ternura.
Ah, essas mães!
Ao mesmo tempo em que têm algo de fadas, também têm algo de bruxas...
Elas adivinham coisas a respeito de seus filhos, que eles desejam esconder de si mesmo.
Sabem quando querem fugir dos compromissos, inventam desculpas e tentam enganar com suas falsas histórias...
É que os filhos se esquecem de que viveram nove meses no ventre de suas mães, e por isso elas os conhecem tão bem.
Ah, essas mães!
Mães são essas criaturas especiais, que Deus dotou com um pouco de cada virtude, para atender as criaturas, não menos especiais, que são as crianças.
As mães adivinham que a sua missão é a mais importante da face da Terra, pois é em seus braços que Deus deposita Suas jóias, para que fiquem ainda mais brilhantes.
Talvez seja por essa razão que Deus dotou as mães com sensibilidade e valentia, coragem e resignação, renúncia e ousadia, afeto e firmeza.
Todas essas são forças para que cumpram a grande missão de ser mãe.
E ser mãe significa ser cocriadora com Deus, e ter a oportunidade de construir um mundo melhor com essas pedras preciosas chamadas filhos...
13/05
Carta para minha mãe
Mãe, quando eu comecei a escrever esta carta, usei a pena do carinho, molhada na tinta rubra do coração ferido pela saudade.
As notícias, arrumadas como pérolas em um fio precioso, começaram a saltar de lugar, atropelando o ritmo das minhas lembranças.
Vi-me criança orientada pela sua paciência. As suas mãos seguras, que me ajudaram a caminhar.
E todas as recordações, como um caleidoscópio mental, umedeceram com as lágrimas que verteram dos meus olhos tristes.
Assumiu forma, no pensamento voador, a irmã que implicava comigo.
Quantas teimas com ela. Pelo mesmo brinquedo, pelo lugar na balança, por quem entraria primeiro na piscina.
Parece-me ouvir o riso dela, infantil, estridente. E você, lecionando calma, tolerância.
Na hora do lanche, para a lição da honestidade, você dava a faca ora a um, ora a outro, para repartir o pão e o bolo.
Quantas vezes seu olhar me alcançou, dizendo-me, sem palavras, da fatia em excesso por mim escolhida.
As lições da escola, feitas sob sua supervisão, as idas ao cinema, a pipoca, o refri.
Quantas lembranças, mãe querida!
Dos dias da adolescência, do desejar alçar voos de liberdade antes de ter asas emplumadas.
Dos dias da juventude que idealizavam anseios muito além do que você, lutadora solitária, poderia me oferecer.
Lágrimas de frustração que você enxugou.
Lágrimas de dor, de mágoa que você limpou, alisando-me as faces.
Quantas vezes ouço sua voz repetindo, uma vez mais:
Tudo tem seu tempo, sua hora! Aguarde! Treine paciência!
E de outras vezes...
Cada dia é oportunidade diferente. Tudo que você tem é dádiva de Deus, que não deve desprezar.
A migalha que você despreza pode ser riqueza em prato alheio. O dia que você perde na ociosidade é tesouro jogado fora, que não retorna.
Lições e lições.
A casa formosa, entre os tamarindeiros assomou na minha emoção.
Voltei aos caminhos percorridos para invadi-la novamente, como se eu fosse alguém expulso do paraíso, retornando de repente.
Mãe, chegou um momento em que a carta me penetrou de tal forma, que eu já não sabia se a escrevera.
E porque ela falava no meu coração dorido, voei, vencendo a distância.
E vim, eu mesmo, a fim de que você veja e ouça as notícias vibrando em mim.
Mãe, aqui estou. Eu sou a carta viva que ia escrever e remeter a você.
Entre as quadras da vida e as atividades que o mundo o envolve, reserve um tempo para essa especial criatura chamada mãe.
Não a esqueça. Escreva, telefone, mande uma flor, um mimo.
Pense quantas vezes, em sua vida, ela o surpreendeu dessa forma.
E não deixe de abraçá-la, acarinhá-la, confortar-lhe o coração.
Você, com certeza, será sempre para ela, o melhor e mais caro presente.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. XVI do livro Pássaros livres
Há momentos muito difíceis, que parecem insuperáveis, enriquecidos de problemas e dores que se prolongam, intermináveis, ignorados pelos mais próximos afetos, mas que Deus sabe.
Muitas vezes te sentirás à borda de precipícios profundos, em desespero, e por todos abandonado. No entanto, não te encontrarás a sós, porque, no teu suplício, Deus sabe o que te acontece.
Injustiçado, e sob o estigma de calúnias destruidoras, quando, experimentando incomum angústia, estás a ponto de desertar da luta, confia mais um pouco, e espera, porque Deus sabe a razão do que te ocorre.
Vitimado por cruel surpresa do destino, que te impossibilita levar adiante os planos bem formulados, não te rebeles, entregando-te à desesperação, porque Deus sabe que assim é melhor para ti.
Crucificado nas traves ocultas de enfermidade pertinaz, cuja causa ninguém detecta, a fim de minimizar-lhe as consequências, ora e aguarda ainda um pouco, porque Deus sabe que ela vem para tua felicidade.
Deus sabe tudo!
Basta que te deixes conduzir por Ele, e sintonizado com a Sua misericórdia e sabedoria, busca realizar o melhor, assinalando o teu caminho com as pegadas de luz, características de quem se entregou a Deus e em Deus progride.
Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Filho de Deus.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
"Após um naufrágio, o único sobrevivente agradeceu a Deus por ele estar vivo e ter conseguido agarrar a parte dos destroços para poder ficar boiando.
Este único sobrevivente foi parar em uma pequena ilha desabitada e fora de qualquer rota de navegação. Ele agradeceu novamente.
Com muita dificuldade e restos dos destroços, ele conseguiu montar um pequeno abrigo para que pudesse se proteger do sol, da chuva, de animais e, também para guardar seus poucos pertences. E como sempre agradeceu.
Nos dias seguintes, a cada alimento que conseguia caçar ou colher, ele agradecia.
No entanto um dia quando voltava da busca por alimentos, ele encontrou seu abrigo em chamas, envolto em altas nuvens de fumaça. Terrivelmente desesperado ele se revoltou, gritava chorando "O pior aconteceu! Perdi tudo! Deus, por que fizeste isto comigo?"
Chorou tanto que adormeceu profundamente cansado.
No dia seguinte bem cedo, foi despertado pelo som de um navio que se aproximava.
-"Viemos resgata-lo", disseram.
-"Como souberam que eu estava aqui?", perguntou ele.
-"Nos vimos o seu sinal de fumaça!"
É comum sentimo-nos desencorajados e até mesmo desesperados, quando as coisas vão mal.
Mas, Deus age em nosso benefício, mesmo nos momentos de dor e sofrimento.
Lembre-se:
Se algum dia, seu único abrigo estiver em chamas, esse pode ser o sinal de fumaça que fará chegar até você a graça Divina.
"Não temas, crê somente. Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei."
Mateus 11:28
04/05
A duração de um arco-íris
Se um arco-íris dura mais do que quinze minutos, não o olhamos mais.
A constatação é do filósofo alemão Goethe e representa muito do que vai na alma humana,nestes dias.
Nós, da geração do imediato, do prático, do instantâneo, acabamos tendo dificuldade em nos demorarmos em qualquer experiência que seja, mesmo que prazerosa.
Por que será que muitos de nós acostumamos com a beleza e, então, deixamos de contemplá-la ?
Por que será que muitos nos habituamos com as coisas boas que temos na vida e deixamos de valorizá-las ?
Alguns não observamos mais as estrelas como se, depois de algum tempo, perdessem sua grandiosidade, seu mistério e deixassem de ser interessantes.
Alguns esquecemos de olhar o pôr-do-sol. Afinal, ele acontece todo dia e talvez não nos surpreenda mais...
Outros deixamos de admirar a esposa, o marido, os filhos, como se esses arco-íris, que temos ao nosso lado, perdessem suas cores ao longo da convivência.
Alguns ainda deixam de se deslumbrar com a própria existência, após alguns anos de luta, esquecendo que cada dia é um novo milagre, uma nova chance, um novo arco-celeste multicolor.
De tão focados no trabalho e nas questões práticas da vida cotidiana, que aprendemos a ser, acabamos nos tornando grandes distraídos.
Sim, distraídos no sentido de esquecidos, pouco atenciosos no que diz respeito às questões mais importantes da existência.
Por isso, em alguns momentos na vida precisamos parar tudo.
Parar até de pensar tantas coisas ao mesmo tempo.
As técnicas de meditação nos ensinam este valioso hábito: limpar a mente. Pensar numa coisa de cada vez.
Pensar em algo por muito tempo, sem deixar que a mente fique pulando de galho em galho.
Precisamos aprender a observar cada arco-íris até o fim, saboreando esses instantes de maravilhosa beleza, sem deixar que passem, assim, correndo, ou tão rápido, como dizemos popularmente.
A pressa não é apenas inimiga da perfeição, mas também da alegria, do deleite e das emoções verdadeiras.
Retirado de "MENSAGENS ESPÍRITAS'.
Não desanimes.
Persiste mais um tanto.
Não cultives pessimismo.
Centraliza-te no bem a fazer.
Esquece as sugestões do medo destrutivo.
Segue adiante, mesmo varando a sombra dos próprios erros.
Avança ainda que seja por entre lágrimas.
Trabalha constantemente.
Edifica sempre.
Não consintas que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.
Não te impressiones nas dificuldades.
Convence-te de que a vitória espiritual é construção para o dia-a-dia.
Não desistas da paciência.
Não creias em realizações sem esforço.
Silêncio para a injúria
Olvido para o mal.
Perdão às ofensas.
Recorda que os agressores são doentes.
Não permitas que os irmãos desequilibrados te destruam o trabalho ou te apaguem a esperança.
Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.
Se te enganaste em algum trecho do caminho, reajusta a própria visão e procura o rumo certo.
Não contes vantagens nem fracassos.
Não dramatizes provações ou problemas.
Conserva o hábito da oração para quem se te faz a luz na vida intima.
Resguarda-te em Deus e persevera no trabalho que Deus te confiou.
Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.
Age auxiliando.
Serve sem apego.
E assim vencerás.
Emmanuel
(do livro "Astronautas do além")
30/04
Presente mais que merecido
Era uma cidade perdida entre a exuberância da mata e o escarpado da serra.
Uma cidade do interior como muitas outras.
Na única escola havia uma só classe de alunos e uma única professora.
As crianças, de variadas idades, eram amadas por ela e com carinho acolhidas todos os dias para as horas de ensino.
Para aquela mestra, cada menino e menina era uma criatura especial.
Quando chegou o dia do professor os alunos desejavam lhe dizer que também a amavam muito e lhe levaram presentes.
Agitadas, cada uma delas desejava entregar antes a sua dádiva.
Os filhos do dono da chácara próxima trouxeram uma cesta de frutos.
Cada um mais bonito e cheiroso que o outro.
Os filhos do dono da granja trouxeram uma boa quantidade de ovos.
A filha da cozinheira do restaurante trouxe um bonito bolo de cenoura, com cobertura de chocolate.
Os três irmãos que viviam na fazenda lhe trouxeram um pequeno animal, um cabritinho.
A cada um, emocionada, ela abraçava e agradecia.
Por fim, o menino-índio, o único índio na escola, lhe deu uma concha.
Ela ficou encantada com a beleza da concha e, recordando seus próprios tempos de infância, colocou-a no ouvido para escutar o barulho do mar.
Ficou embevecida. Pela sua mente passaram as cenas dos dias em que, criança, brincava na areia, molhava os pés nas ondas que morriam na praia, fazia castelos e fortalezas.
Quando foi abraçar o menino, reparou que suas pernas e pés estavam empoeiradas, que a unha do dedão estava quebrada e que seu short estava sujo.
A camisa estava molhada de suor. Braços e mãos estavam imundos. O rostinho – bom, naquele rostinho suado os olhos faiscavam de alegria, percebendo o encanto da professora com a concha.
Foi no confronto com esses olhos que ela se deu conta de que a praia mais próxima estava a três horas de caminhada.
Considerando a volta, isso significava seis horas de caminhada ininterrupta.
Perguntou ao menino: “Mas você foi buscar essa concha para mim tão longe?”
Sorrindo ainda, ele respondeu: “A caminhada faz parte do presente.”
Pense nisso!
Quantas vezes você já ficou a questionar-se a respeito da melhor forma de presentear um amigo?
Quantas vezes pensou que seus recursos não eram suficientes para adquirir um bom presente?
Aprenda com o garoto da história. Dê algo simples, mas valioso.
Pode até não ser embrulhado em luxuosa embalagem, mas que contenha a sua parcela de carinho.
Algo feito por suas mãos, ou fruto de sua criatividade.
Uma flor que você cultivou. Um ramo silvestre colhido em sua caminhada. Ou uma concha apanhada em praia distante.
Um livro que contenha luz. Uma poesia escrita por você.
Considere que o verdadeiro valor de um presente não está no preço, mas no apreço de quem o oferece.
Pense nisso!
Autor desconhecido.
Em todos os passos da vida, a calma é convidada a estar presente.
Aqui, é uma pessoa tresvariada, que te agride...
Ali, é uma circunstância infeliz, que gera dificuldade...
Acolá, é uma ameaça de insucesso na atividade programada...
Adiante, é uma incompreensão urdindo males contra os teus esforços...
É necessário ter calma sempre.
A calma é filha direta da confiança em Deus e na Sua justiça, a expressar-se numa conduta reta que responde por uma atitude mental harmonizada.
Quando não se age com incorreção, não há por que temer-se acontecimento infeliz.
A irritação, alma gêmea da instabilidade emocional, é responsável por danos, ainda não avaliados, na conduta moral e emocional da criatura.
A calma inspira a melhor maneira de agir, e sabe aguardar o momento próprio para atuar, propiciando os meios para a ação correta.
Não antecipa, nem retarda.
Soluciona os desafios, beneficiando aqueles que se desequilibram e sofrem.
Preserva-te em calma, aconteça o que acontecer.
Aprendendo a agir com amor e misericórdia em favor do outro, o teu próximo, ou da circunstância aziaga, possuirás a calma inspiradora da paz e do êxito.
Divaldo P. Franco.
Ditado pelo Espírito Joanna de Angelis.
Um jovem estava para se formar. Já há muitos meses ele vinha admirando um lindo carro esporte num Showroom de uma revenda de automóveis.
Sabendo que seu pai podia muito bem arcar com aquela despesa, ele disse ao pai que o carro era tudo o que ele desejava.
Como se aproximasse o dia da formatura, o jovem esperava sinais de que seu pai tivesse comprado o carro.
Finalmente, na manhã da formatura, o pai o chamou na sala de estudos, e disse a ele quão orgulhoso se sentia por ter um filho tão bom, e disse a ele quanto amava o filho. Então ele entregou ao filho uma caixa de presente, lindamente embalada. Curioso e, de certa forma desapontado, o jovem abriu a caixa e encontrou uma Bíblia de capa de couro, com o nome dele gravado em ouro. Irado, ele levantou sua voz para o pai e disse:
- Com todo dinheiro que você tem, você me dá uma Bíblia?
E violentamente saiu de casa. Muitos anos se passaram e o jovem se tornou um homem de sucesso nos negócios.
Tinha uma linda casa e uma família maravilhosa, mas certo dia percebeu que seu pai já estava idoso e resolveu que iria visita-lo.
Ele não via o pai desde o dia da formatura. Antes que ele pudesse providenciar os preparativos, recebeu um telegrama informando-o de que o pai havia falecido, e deixado todas as suas posses em testamento para o filho. Ele precisava imediatamente ir à casa do pai e cuidar de tudo.
Quando ele chegou na casa do pai, sentiu um misto de tristeza e arrependimento preencher o seu coração.
Ele começou a procurar em meios aos importantes documentos e papéis do pai e viu a Bíblia, ainda nova, exatamente como ele havia deixado há anos atrás. Com lágrimas, ele abriu a Bíblia e começou a revirar as páginas. Seu pai havia sublinhado cuidadosamente um versículo em Mateus 7:11, “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso pai, que está nos céus, dará bens aos que lhos pedirem?” Enquanto ele lia estas palavras, uma chave de carro caiu de trás da Bíblia. Ela tinha uma etiqueta com o nome da revenda, a mesma que tinha o carro esporte que ele tanto desejara. Na etiqueta constava a data da formatura, e as palavras
“Liquidado - Pago completamente”!
O jovem sentou e chorou.
Quantas vezes nós perdemos as bênçãos de Deus porque elas não vem “embaladas” como nós esperamos.
Se pararmos para analisar com atenção, certamente encontraremos infinitas razões para agradecermos a Deus!
22/04
Um presente para você
Se um dia ao acordar, você encontrasse ao lado de sua cama, um lindo pacote embrulhado com fitas coloridas, com certeza o abriria para ver o que haveria dentro.
Talvez houvesse ali algo de que você nem gostasse muito.
Então guardaria a caixa, pensando no que fazer com aquele presente.
Mas, no dia seguinte, lá está outra caixa. Mais uma vez você abre correndo e, dessa vez, há alguma coisa da qual goste muito.
Uma lembrança de alguém distante, uma roupa que viu na vitrine, um casaco para os dias de frio ou simplesmente um ramo de flores de alguém que se lembrou de você.
Isso acontece todos os dias, mas nós nem percebemos.
Todos os dias quando acordamos, lá está, à nossa frente, uma caixa de presentes enviada por Deus especialmente para nós: um dia inteirinho para usarmos da melhor forma possível.
Às vezes, ele vem cheio de problemas, coisas que não conseguimos resolver, tristezas, decepções, lágrimas.
Mas outras vezes, ele vem cheio de surpresas boas, alegrias, vitórias e conquistas.
O mais importante é que todos os dias, enquanto dormimos, Deus embrulha para nós com todo o carinho, nosso presente: o dia seguinte.
Ele cerca nosso dia com fitas coloridas, não importa o que esteja por vir.
A esse dia quando acordamos, chamamos presente, o presente de Deus para nós.
Nem sempre Ele nos manda o que esperamos ou o que queremos.
Mas Ele sempre nos manda o melhor, o de que precisamos e que, muitas vezes, pode ser mais do que merecemos.
Abra seu presente todos os dias, primeiro, agradecendo a quem o mandou, sem se importar com o que vem dentro da embalagem.
Sem dúvida, Deus não se engana na remessa dos pacotes.
Se hoje não veio o presente que você aguardava, espere.
Abra o de amanhã com mais carinho, pois pode ser que, a qualquer momento, os seus sonhos cheguem embrulhados em um presente, de acordo com os planos de Deus para você.
Deus não atende as nossas vontades e sim nossas necessidades.
Agradeçamos a Deus por cada dia a mais que temos a oportunidade de viver.
Cada dia é realmente um presente de Deus.
Em um dia apenas podemos ter mais uma chance de aprender algo novo sobre a vida ou sobre nós mesmos, de corrigir um erro, de tropeçar, levantar e nos sentirmos mais fortalecidos, de perdoar ou sermos perdoados.
É outra chance que temos de crescer como Espíritos e dar mais um passo em direção à felicidade.
Agradeçamos por mais um ano que se finda no calendário da nossa vida.
Agradeçamos infinitamente, por mais um ano que se inicia em nosso calendário.
Ter um ano inteiro pela frente é como ter um caderno em branco aonde se vai caligrafar.
Nesse caderno podemos deixar registradas histórias coloridas ou em preto e branco, de amores ou dores, de luzes ou de sombras.
Tudo dependerá do que carregarmos em nosso íntimo.
A escolha pelo caminho do bem, da resignação, da fé e do amor é de cada um.
Que nossas escolhas agradem a Deus, para que um dia a realização dos nossos sonhos faça parte do plano Divino.
Momento espírita
Quando eu participava de um grupo em uma casa espírita, todos os meses doávamos alimentos para compor cestas básicas que eram distribuídas às famílias carentes da comunidade. A cada mês, um grupo se encarregava de trazer arroz, outro feijão, e assim por diante, a fim de que se compusesse a cesta
Em determinado mês, coube ao meu grupo trazer café. Nada poderia ser mais simples. Um quilo de café. Não importava a marca. No entanto, a coordenadora nos alertou: “Combinem entre vocês para trazer apenas café solúvel. Porque as pessoas reclamam que receberam um tipo e as outras de outro. Então, é melhor que seja tudo igual”.
Por muito tempo, refleti sobre isso. As famílias eram carentes, recebiam cestas de alimentos que com certeza supriam suas necessidades imediatas. Então por que reclamavam? Afinal, não pagavam nada!
Um dia, me caiu nas mãos um livro intitulado “Trapeiros de Emaús”. Contava a história de uma comunidade iniciada por um padre, para pessoas que eram o que chamaríamos de “Sem Teto”. Um trecho me chamou a atenção. O padre contava suas experiências em caridade.
Quando menino, ele costumava acompanhar seu pai que todos os meses, doava um dia de seu tempo para atender pessoas carentes. O pai era médico, mas como já havia quem atendesse as pessoas nesse setor, ele se dedicava a cortar cabelos, profissão que também exercera.
O menino percebia que embora seu pai executasse seu serviço de graça e com amor, as pessoas reclamavam muito. Exigiam tal ou tal corte e às vezes quando iam embora, xingavam o pai porque não haviam gostado do corte. Mas o pai tinha uma paciência infinita, tentava atender ao que lhe pediam e jamais revidava as ofensas, chegando até mesmo a pedir desculpas, quando alguém não gostava do trabalho que ele realizara. Então, um dia, o menino perguntou ao pai porque ele agia assim. E por que as pessoas reclamavam de algo que recebiam de graça, que não teriam de outra forma.
Para essas pessoas, disse o pai, receber é muito difícil. “Elas se sentem humilhadas porque recebem sem dar nada em troca. Por isso, elas reclamam, é uma maneira de manterem a autoestima, de deixar claro que ainda conservam a própria dignidade”.
“É preciso saber dar, disse o pai. Dar de maneira que a pessoa que recebe não se sinta ferida em sua dignidade”.
Depois li um livro de Brian Weiss em que ele contava que uma moça estava muito zangada com Deus. A mãe dela morrera, depois de vários anos de vida vegetativa, sendo cuidada pelos outros como um bebê indefeso.
“Minha mãe sempre ajudou os outros, nunca quis nada receber nada, não merecia isso”, dizia ela.
Então, ela recebeu uma mensagem dos Mestres: “A doença de sua mãe foi uma benção, ela passou a vida ajudando os outros, mas não sabia receber. Durante o tempo da doença ela aprendeu. Isso era necessário para sua evolução”.
Depois de ler esses dois livros, comecei a entender a atitude das pessoas que reclamavam do que recebiam nas cestas básicas. E comecei também a refletir sobre essa frágil e necessária ponte entre as pessoas que se chama “ Dar e Receber”.
Quando ajudamos alguém em dificuldade, quando damos alguma coisa a alguém que necessita, seja material ou “imaterial”, estamos teoricamente em posição de superioridade. Somos nós os doadores, isso nós faz bem e as vezes tendemos a não dar importância à maneira como essa ajuda é dada.
Por outro lado, quando somos nós a receber, ou nos sentimos diminuídos, ou recebemos como se aquilo nos fosse devido. E quantas vezes fizemos dessa ponte uma via de mão única?
Quantas vezes fomos apenas aquele que dá, aparentemente com generosidade, mas guardamos lá no fundo nosso sentimento de superioridade sobre o outro... ou esperando sua eterna gratidão.
E recusamos orgulhosamente receber, porque “não precisamos de nada, nem de ninguém”... ou porque temos vergonha de mostrar nossa fragilidade, como se isso nos fizesse menores aos olhos dos outros.
E quantas vezes fomos apenas aquele que tudo recebe, sem nada dar em troca, egoisticamente convencidos de nosso direito a isso.
A Lei é:
“Dar com liberalidade e receber com gratidão” . Ensina São Paulo.
Que cada um de nós consiga entender as lições de “Dar e Receber” e agradeça a Deus as oportunidades de aprendê-las.
Texto de Tania Vernet
Num frio de dezembro, no Hemisfério Norte, alguns anos atrás, um rapazinho de cerca de dez anos, descalço, estava em pé em frente a uma loja de sapatos.
Ele olhava a vitrina atentamente e tremia de frio.
Uma senhora se aproximou do rapaz e disse...
Você está com pensamento tão profundo, olhando esta vitrina!
Eu estava pedindo a Deus para me dar um par de sapatos. - Respondeu o garoto.
A senhora tomou-o pela mão imediatamente, entrou na loja e pediu ao atendente para dar meia dúzia de pares de meias para o menino.
Ela também perguntou se poderia conseguir-lhe uma bacia com água e uma toalha.
O balconista rapidamente a atendeu, enquanto ela levou o garoto para a parte de trás da loja.
Lá, ela tirou suas luvas, ajoelhou-se diante do menino e lavou seus pés pequenos.
Após isso, secou-os cuidadosamente com uma toalha.
Nesse meio tempo, o empregado da loja havia trazido as meias e, claro, um belo e novo par de sapatos.
Ela amarrou os outros pares de meias e também lhe entregou.
Deu um tapinha em sua cabeça e disse:
Sem dúvida, vai ser mais confortável agora.
Ela se virou para partir e sentiu uma mão pequenina segurando a sua.
O garoto estava com lágrimas nos olhos e, emocionado, perguntou:
Você é a mulher de Deus?
14/04
Humildade x Orgulho
Você já deve ter ouvido muitas vezes a palavra humildade, não o mesmo?
Essa palavra é muito usada, mas nem todas as pessoas conseguem entender o seu verdadeiro significado.
O termo humildade vem de húmus, palavra de origem latina que quer dizer terra fértil, rica em nutrientes e preparada para receber a semente.
Assim, uma pessoa humilde está sempre disposta a aprender e deixar brotar no solo fértil da sua alma, a boa semente.
A verdadeira humildade é firme, segura, sóbria, e jamais compartilha com a hipocrisia ou com a pieguice.
A humildade é a mais nobre de todas as virtudes pois somente ela predispõe o seu portador, é sabedoria real.
O contrário de humildade é orgulho, porque o orgulhoso nega tudo o que a humildade defende.
O orgulhoso é soberbo, julga-se superior e esconde-se por trás da falsa humildade ou da tola vaidade.
Alguns exemplos talvez tornem mais claras as nossas reflexões:
Quando, por exemplo, uma pessoa humilde comete um erro, diz: "eu me equivoquei", pois sua intenção é de aprender, de crescer. Mas quando uma pessoa orgulhosa comete um erro, diz: "não foi minha culpa", porque se acha acima de qualquer suspeita.
A pessoa humilde trabalha mais que a orgulhosa e por essa razio tem mais tempo.
Uma pessoa orgulhosa esta sempre "muito ocupada" para fazer o que é necessário.
A pessoa humilde enfrenta qualquer dificuldade e sempre vence os problemas.
A pessoa orgulhosa dá desculpas, mas não dá conta das suas obrigações e pendências.
Uma pessoa humilde se compromete e realiza.
Uma pessoa orgulhosa se acha perfeita. A pessoa humilde diz: "eu sou bom, porém não tão bom como eu gostaria de ser".
A pessoa humilde respeita aqueles que lhe são superiores e trata de aprender algo com todos.
A orgulhosa resiste àqueles que lhe são superiores e trata de pôr-lhes defeitos.
O humilde sempre faz algo mais, além da sua obrigação. O orgulhoso não colabora, e sempre diz: "eu faço o meu trabalho".
Uma pessoa humilde diz: "deve haver uma maneira melhor para fazer isto, e eu vou descobrir".
A pessoa orgulhosa afirma: "sempre fiz assim e não vou mudar meu estilo".
A pessoa humilde compartilha suas experiências com colegas e amigos, o orgulhoso as guarda para si mesmo, porque teme a concorrência.
A pessoa orgulhosa não aceita criticas, a humilde está sempre disposta a ouvir todas as opiniões e a reter as melhores.
Quem é humilde cresce sempre, quem é orgulhoso fica estagnado, iludido na falsa posição de superioridade.
O orgulhoso se diz céptico, por achar que não pode haver nada no universo que ele desconheça, o humilde reverencia ao criador, todos os dias, porque sabe que há muitas verdades que ainda desconhece.
Uma pessoa humilde defende as ideias que julga nobres, sem se importar de quem elas venham. A pessoa orgulhosa defende sempre suas ideias, não porque acredite nelas, mas porque são suas.
Enfim, como se pode perceber, o orgulho é grilhão que impede a evolução das criaturas, a humildade é chave que abre as portas da perfeição.
Você sabe por que o mar é tão grande?
Tão imenso?
Tão poderoso?
É porque foi humilde o bastante para colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro, se quisesse ficar acima de todos os rios, não seria mar, seria uma ilha. E certamente estaria isolado.
Equipe de redação do Momento espírita
Esta é a história do quarto rei mago, que também viu a estrela brilhar sobre Belém.
Mas sempre chegava atrasado aos lugares onde Jesus poderia estar, porque os pobres miseráveis viviam pedindo sua ajuda.
Ele era médico...
Depois de trinta anos seguindo os passos de Jesus pelo Egito, Galiléia, Betânia, o quarto rei mago chega a Jerusalém; É tarde demais, o menino já se transformara em homem e estava sendo crucificado naquele dia.
O quarto rei mago havia comprado pérolas para Cristo,
mas precisou vender quase todas para ajudar as pessoas que encontrou em seu caminho.
Sobrou apenas uma pérola, e o Salvador já estava morto.
- Falhei na missão da minha vida pensa o rei mago.
Neste momento, escuta uma voz:
- Ao contrário do que pensas, tu me encontrastes durante toda a tua vida.
Eu estava nu, e me vestiste....
Eu tive fome, e me deste de comer.....
Eu estava preso, e me visitastes.
Eu estava em todos os pobres do teu caminho.
Muito obrigado por tantos presente de amor.
(Cesar Romão)
Que nesta Páscoa e em todos os dias do ano consigamos descobrir em nós o 4º Rei Mago ... O VERDADEIRO ESPÍRITO DE SOLIDARIEDADE.
É ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
É ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vence a morte.
É dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.
É renascimento, é recomeço,
É uma nova chance para melhorarmos
as coisas que não gostamos em nós,
Para sermos mais felizes por conhecermos
a nós mesmos mais um pouquinho.
É vermos que hoje...
somos melhores do que fomos ontem.
A disciplina e a ordem, o respeito aos bens alheios, com certeza são valores que os pais prezam passar aos seus filhos.
Ninguém pense que se deva deixar os filhos fazerem o que querem, com os seus e os pertences de outrem.
No entanto, há que se ter sensibilidade para estabelecer a linha divisória entre mal-criação e um ato de amor.
Entre maldade e expressão do mais puro afeto de um filho por seu pai..
Aprenda a valorizar as pequenas grandes coisas que se expressam em um gesto espontâneo, em um abraço inesperado, um beijo que parece fora de contexto.
Jamais rejeite tais manifestações. Ao contrário, retribua, enquanto pode, enquanto seus filhos estão sob sua guarda, enquanto estão sob seu teto.
Dia chegará em que a vida os levará para longe, como flechas disparadas por hábil arqueiro, para as conquistas que lhes cabem.
E, então, você terá todas essas delicadas lembranças para alimentar os dias da sua saudade...
PENSEMOS NISSO!!
01/04
Obrigado, meu filho
Hoje eu abri um livro. Não sei exatamente porque, dentre tantos de minha biblioteca, escolhi aquele.
Quando o abri, na primeira página, havia um desenho e o seu nome.
Recordei-me do dia em que comprei a obra.
Era um lançamento, e muito caro.
A capa encadernada, folhas de papel de primeiríssima qualidade, um autor famoso.
Coloquei-o sobre a mesa da biblioteca, para ler um pouco mais tarde.
Lembro-me que, quando descobri que você escrevera ali o seu nome, o chamei.
Eu estava muito zangado. O livro era meu e você escrevera seu nome nele e fizera um desenho
Chamei-o para lhe dar uma grande bronca. Você veio sorrindo e, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, vendo que eu segurava o livro em minhas mãos, me disse: “e daí, papai, gostou do coração que eu desenhei no seu livro?
É o meu coração, papai... Para você.
E também coloquei meu autógrafo. Como os artistas fazem. Gostou, papai?”
Você pulou no meu pescoço, beijando-me.
Pois é, naquele dia não houve bronca.
Como poderia?
Eu estava preocupado com um livro que comprara e era precioso.
Mas o meu bem mais precioso, você, tinha colocado nele a sua marca.
Não por maldade, ou por desejar estragá-la, mas para me dar um presente.
Hoje, tantos anos passados, quando você já constituiu sua família e está distante, ao abrir o livro, tudo aquilo brotou dos arquivos da memória.
Passei os dedos sobre aquelas garatujas que pretendiam ser um desenho do seu coração e seu nome. Você mal havia aprendido a escrever seu nome, em letras grandes.
Você está longe, há tempos não nos falamos. A vida é tão estranha.
Quantas vezes lhe disse para ficar quieto porque eu desejava ter um pouco de silêncio?
Sabe, meu filho, daria tudo que tenho para ouvir sua voz, hoje, em minha velhice, aqui, na sala em que me encontro.
Ter o seu abraço, outra vez.
Não sei quando tornaremos a nos ver. Seu trabalho o mantém muito distante de mim.
Mas, saiba filho, foi muito bom encontrar seu nome e seu coração grafados em meu livro.
Fez-me muito bem à alma relembrar tudo isso. E fico feliz em não lhe ter dado a bronca, naquele dia.
Você me deu um grande presente. Deu o que você tinha de melhor: o seu afeto grafado.
Sinceramente desejo que seus filhos façam o mesmo com você. Porque chegará sempre o dia em que, distantes, você ansiará por vê-los, por tê-los a seu lado.
Sinceramente espero que encontre escritos, bilhetes, desenhos em cada folha de seus livros, na capa de um CD.
Obrigado, meu filho!
A oração constitui um valioso recurso à disposição dos homens.
Mediante ela, consegue-se acesso a faixas superiores da vida.
O homem que ora com fervor se previne de muitos males.
Ao se ligar com esferas espirituais pacíficas e felizes, gradualmente se ajusta com os ideais que nelas imperam.
Entretanto, a oração não constitui um mecanismo de transferência das próprias responsabilidades.
Muitas vezes se espera do céu uma solução decisiva para inúmeros problemas da existência humana.
Trata-se de uma viciação mental, mediante a qual a criatura busca se furtar ao esforço que lhe cabe em sua jornada terrena.
Para que isso fique claro, basta lembrar o exemplo de Jesus.
Ele representa a Misericórdia Divina no planeta.
Mas, enquanto na carne, não livrou ninguém de cuidar dos próprios interesses.
Auxiliou doentes e aflitos, sem retirá-los das questões fundamentais que lhes diziam respeito.
Zaqueu, o rico prestigiado pela visita que lhe foi feita, sentiu-se constrangido a modificar a sua conduta.
Maria de Magdala recebeu carinhosa atenção.
Contudo, não ficou livre do dever de sustentar-se no árduo combate da renovação interior.
Lázaro, reerguido das trevas do sepulcro, nem por isso deixou de mais tarde ter de aceitar o desafio da morte física.
Paulo de Tarso foi distinguido por um apelo pessoal às portas de Damasco.
No entanto, a seguir se lançou em uma vida de sacrifícios para cumprir o papel que lhe cabia no mundo.
Nessa linha, é totalmente ilógico acreditar que basta orar para que todos os problemas se resolvam.
A oração é preciosa, mas representa apenas o começo da solução.
Mediante ela, o homem se fortifica e esclarece.
A partir daí, forte e lúcido, deve fazer a sua parte.
Assim, ore, pois isso é mesmo importante.
Mas, na sequência, trabalhe firme para atingir seus objetivos.
Se deseja um emprego melhor, estude e se aprimore.
Desenvolva seus talentos, eduque-se para poder aproveitar as oportunidades que surgirem em sua vida.
Se quer saúde, modifique seu estilo de vida.
Modere seus apetites, exercite-se, acalme-se.
Caso almeje amigos dignos e confiáveis, faça por onde atrair pessoas boas para sua vida.
Discipline-se para manter uma conversação sadia, seja educado e atencioso, comporte-se com nobreza.
Na hipótese de sonhar com um ambiente familiar equilibrado, comece a construí-lo.
Aprenda a perdoar, ouça seus familiares com atenção, respeite o espaço e as opiniões deles.
Esse método talvez não pareça sedutor à primeira vista.
Afinal, pressupõe esforço e disciplina.
Entretanto, ele seguramente dá resultados.
Todo esforço digno, por mínimo que seja, invariavelmente recebe da vida a melhor resposta.
Pense nisso.
Com base no cap. XVIII do livro Nos domínios da mediunidade, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier
25/03
A verdadeira humildade
A verdadeira humildade é você dar o melhor de si, sem se sentir melhor que os outros.
É você ter consciência de suas qualidades, mas reconhecer que tem muitos defeitos também.
É você mostrar os seus talentos sem querer abafar os talentos dos outros.
É você dar a sua opinião com a mesma disposição de ouvir a opinião dos outros.
É saber reconhecer que os outros podem estar certos.
É você admirar os outros pelo que eles fazem, sem esquecer que você também é capaz de fazer coisas maravilhosas.
É você aceitar cargos importantes, mas fazer deles uma maneira de servir ainda mais.
É ajudar a quem precisa sem pensar em agradecimentos.
É você aceitar a vontade de Deus, sem abrir mão da sua responsabilidade de tomar decisões e fazer a sua parte.
É você ser capaz de aprender com os outros sem perder sua identidade própria.
É você aprender a conviver com todas as diferenças.
É você saber viver na simplicidade sem sentir-se superior àqueles que são apegados às coisas.
É você olhar para a frente e seguir adiante sem esquecer quem está do seu lado.
É você oferecer aos outros o que você tem de melhor sem impor-se a ninguém.
É você escalar as alturas sem pisar em ninguém.
É você não depender de elogios nem recompensas para fazer o que é certo.
É, no momento certo, saber virar as costas para o que não lhe diz respeito.
É você saber que a santidade só faz sentido na convivência com as pessoas.
A verdadeira humildade é você ser como uma flor, frágil e efêmera, que desabrocha beleza e exala perfume para todos os lados.