Bl Informativo
Rss Pagina Inicial
Paz de Chrystian

Abraço em Deus

04/02/2010 às 10h35


De férias do mundo, não deixei de sofrer.
Aliás, nas férias a gente sofre mais. Porque o ócio nos permite esse caminho. E quando a alegria se transforma em demasia, a gente se pergunta: e o outro? Por que, por exemplo, o outro não come tão bem quanto a gente, não festeja, como a gente, a boa vida?
Carmas?
Deus?
An?
E nós soubemos, já à noite, do caos que se instalou no Haiti... dormir pra quê naquele doze de janeiro?
Como?
As notícias eram truncadas – mas o suficientes para arrastarmos nosso coração numa dor sem volta. Ah, como rezamos, àquela noite!
Um país já tão castigado por tiranos latino americanos... tantos irresponsáveis no poder, por tantos anos... e o país chamado de “Pérola do Pacífico” se transformou num inferno. 
Em 1957 François Duvalier, o Papa-Doc, assumiu a presidência e implantou um regime de terror que durou até sua morte, em 1971. 
O terrorismo político continuou sob o comando de Jean Claude Duvalier, o Baby-Doc, filho de François Duvalier.
Já na década de 1980, com a crise econômica e o empobrecimento da população, o regime de terror perdeu força, até que, em 1985, Baby-Doc fugiu para um exílio na França. 
O país, então, estava morto, assassinado pela tirania irresponsável que corre as pobres Américas.
Entre 1985 e 1990, o Haiti procurou estabilizar sua situação política, mas uma sucessão de golpes militares impediu qualquer organização.
Pobre Haiti.
Pela manhã do dia 13, dona Zilda Arns virou outra dor em nossas vidas... ah, Deus, por que levá-la?
Mais de 200 mil mortos, diziam, já, àquela manhã, jornalistas da CNN... Estavam certos, os céticos. 
Eu, sem abrir sequer o computador desde o dia 27 de dezembro, dia 31 de janeiro abri, rapidinho. 
E encontrei um e-mail lindo enviado pela flor de gente Marília Bulhões, de Brasília.
Após a dor de oito dias preso sob o peso de mil escombros, sem luz, sem água, sem nada o que levar à boca, apenas Deus, eis que a vida grita. E essa cena, pelo resto de nossas vidas, vai gritar n’alma nossa.
Oito dias sem ver a sua mãe e sua família.
Olhos fundos pela desidratação, um sem fim de sofridão.
Não há lágrimas porque as crianças sempre guardam a esperança na vida, no colo, no abraço.
Não há dor porque a vida é ainda uma brincadeira para eles, diz o e-mail.
Por isso, quando se faz a luz, quando acaba o pesadelo.... sempre há um impressionante e caloroso sorriso.
De braços abertos para a vida e no aguardo do acalento da mãe, Kiki voltou para seguir a vida.
Uma pobre criança do Haiti, que, como todas as outras... come bolachas de barro. E sofre, e morre, e não.
É com o abraço dessa criança que eu abraço vocês... e canto que PAZ DE CHRYSTIAN voltou das férias.
Pelo menos PAZ...
Para você, para o mundo...
Nós descobrimos que Kiki, hoje, passa bem, Deixou o hospital de campanha ontem, três quilos mais gordinho...
Uma OnG norte-americana, a LIVE, sensibilizada, deu abrigo a ele, seus seis irmãos... e a pobre mãe, abandonada a sorte pelo marido dois anos atrás...
Hoje Kiki passa bem. Tem casa, comida, o aconchego e, num abraço lindo, os olhos de Deus.

Outra vez coração - e Feliz Natal

24/12/2011 às 00h01

Estamos em Nice.
Na Côte D’Azul, de frente para os mais lindos dos Mediterrâneos e daqui vai meu abraço, meu beijo e meu laço de Feliz Natal embrulhado com uma história não tão feliz assim, mas, sei lá, que sirva de lição pra gente, para nossas vidas.
A história de Isadora Ducan me foi contada, sei lá quantos anos atrás, por meu Tio Ernesto Galvão de Saboya, meu Tio Dodoi. E mais tarde minha amiga Lib Maurey me deu um livro seu, o My Life, a auto-biografia da bailarina norte americana que teve uma vida linda e tristíssima, que viveu intensamente – e que muitas vezes morreu, em vida, também.
Duncan faleceu aqui em Nice, lá por 1927, mesmo ano de My Life.
Nice é uma cidade linda, das mais belas que já andei. Gosto desse clima de mar infindo e azul, desses chiquês que vão de Matisse a Chacall.
Toda a Côte D’Azul, aliás, é um deslumbramento.
Um mundo charmosíssimo.
Ancorada ao sul da França, abençoada pela Baia dos Anjos em com uma história de guerras e fins entre Itália e França, a cidade tem cerca de 300 mil habitantes, uma história riquíssima e, por onde se anda, mar azul, palacetes, patesseries e monumentos romanos.
Até uns tais, belos, assindos pelos Duques de Saboya, época em que a Itália dominava esses mundos.
Foi nesse mundo deslumbrante que Duncan faleceu...
Angela Isadora Duncan foi a segunda filha das quatro tidas pelo casal Dora Gray Duncan, pianista e professora de música com Joseph Charles, poeta de lindas palavras e uma obra belíssima.
Pioneira da dança moderna, causou polêmica, fechou tempos e nunca rendeu-se aos caminhos da sua época.
Ignorou todas as técnicas do balé clássico, rompeu barreiras, fez sua história.
Com movimentos improvisados, inspirados, firmes e fortes como um pássaro e seus rumos, dançou os movimentos da natureza: vendavais, plantas, animais enfurecidos.
Os pés descalços também faziam parte da personalidade profissional da dançarina.
Ela dançava ao som de Chopin e Wagner, nada usual para seu tempo e a expressividade pessoal e improvisação estavam sempre presentes no seu estilo avaçalador.
Casou três vezes.
Seu primeiro marido foi o designer teatral Gordon Graig, do qual se separou, assim como separou-se do milionário parisiense Eugene Singer (responsável pelas máquinas de costura Singer).
Cansava, ponto.
Isadora teve um filho de cada relacionamento.
Em 1898 Duncan foi para Londres em busca de reconhecimento profissional.
Lá consolidou sua fama.
Sua primeira apresentação em Paris foi no ano de 1902.
Em 1908 escreve The Dance.
Em 1913, uma tragédia tira a vida de seus dois filhos, Deirdre e Patrik e de sua governata, Maria, que morrem afogados no rio Sena gerando comoção nacional.
Foi, aí, sua dor maior.
Trancou-se no mundo e refez pensamentos.
Demorou anos para se apresentar novamente.
E chorou um Mediterrâneo inteiro...
Em 1916 chegou ao meu Rio de Janeiro, onde se apresentou no Theatro Municipal, aos 38 anos de idade.
Foi estpendo, dizem todos que viveu àquele momento.
Chocou!
Seu terceiro casamento foi com o poeta soviético Serguei Iessienin, de quem se separa dois anos depois.
Serguei se matou em 1925 – dizem, de tristeza profunda.
Foi quando Isadora voltou para a França e passou seus últimos anos justamente aqui em Nice.
Em 1927 escreve uma auto-biografia intitulada My Life e morre no mesmo ano, em 14 de Setembro.
Isadora morreu em um acidente de carro conversível, quando a sua echarpe ficou presa a uma das rodas, estrangulando-a abuptamente.
Uma amiga disse que as últimas palavras proferidas antes de entrar no carro conduzido por um jovem anigo foram: "Adeus, amigos! Vou para a glória.".
E o que isso tem a ver com Natal...
Renovações.
Com o viver a vida na sua plenitude.
E que a gente tem que viver na paz, para que a paz nos siga.
Isadora foi uma grande mulher, um ícone.
Viveu sem medidas – e viveu lindamente.
Foi, em vida, uma precursora, uma devoradora.
E viveu.
Que vivamos intensamente. Que nosso Natal seja repleto de intensidades - todas do bem.
Que as desgraças do mundo não nos atinjam, que nossas vidas sigam.
E que sejamos felizes como sao as gaivotas aqui de Nice, nunca
lânguidas, nunca comedidas.

Feliz tudo!

Chrystian

Somos todos iguais

26/11/2011 às 08h17

Estava, meio sei lá, bisbilhotando a internet alheia.
Aí cai num blog de Macau, outro do Assu, um terceiro do Seridó – não me perguntem nomes porque, sinceramente, ando com a cabeça tão cheia de afazeres, festas e felicidades (o que não é novidade nenhuma) que... não decoro mais nada.
Aliás, só costumo gravar aquilo que, como todo mundo sabe, me faz maior, melhor. E... não é o caso.
Vi três blogs meio políticos, meio sociais.
Mas foi no social da vida que me peguei.
E adorei!
Como a sociedade é, hoje, um termo abrangente!
Acredito que sempre tenha sido, mas nunca não tão bem usado assim.
E outras camadas da sociedade têm, hoje, graças ao alcance da internet, o status de.
E todo mundo é... socialaite!
No blog de Macau, “escrito” por um rapaz que todos sabem ser analfabeto, encontrei cenas hilárias. E erros de português tão absurdos quanto surreais.
E, claro, uma coluna para... sua sociedade, o "hight" dele, do seu mundo - e adorei, de verdade!
Gente feia de doer, gente sem dente, gente imensa, fazendo careta. 
E daí? 
Somos ou não todos iguais?
Claro que sim!
No blog do Assu um outro rapaz narrava uma festa de 15 anos. Em dez linhas, um texto extremamente antigo, cheio de clichês do tipo “bolo celebrativo”, a “menina-moça desabrochando para nova vida” – e por aí seguiam as prolixas palavras.
Tem gente que acha chique escrever assim, ?
No blog do Seridó, mais gente.
Numa das fotos o cara (sempre rapazes) narrava um passeio de uma turma a um açude da região.
A glória!
Era gente sem camisa, barriga enorme, biquínis para todos os gostos e muitos com garrafas de cachaça nas mãos.
Tirando as cachaças... achei tudo o máximo!
Gente sem pudor é, sempre, gente e verdade!
“A alta sociedade, amigos e gente muito querida a banhar-se no Açude. (...) A festa aconteceu porque tinha que acontecer, já que não tínhamos o que fazer. Isso sim é felicidade”, cantava o texto com veias poéticas e, graças a Deus, sem erros de português.
Sociedade hoje em dia tem outros caminhos.
E coluna social, ah, todo mundo pode!
E isso, em alguns momentos da vida é a glória!
Adorei tudo!

A fórmula do amor

25/10/2011 às 23h40

Ando muito saudoso.
E minhas saudades doem grande dentro de mim – sou de extremidades, morangos, chantily e Debussy, meu preferido.
Aliás, nosso amor, eu e Keity, nossa história... a saudade sempre foi cúmplice, aliada, alvoroçada nossa.
Vivemos assim, com saudades um do outro, desde sempre.
E faz dois anos que um Oceano inteiro nos separa – e nos une mês sim, mês não, quando dá.
Estava ouvindo “Olha”, de Roberto Carlos e... caí no choro.
E chorei tanto que nem me lembro quando.
E quanto.
Saudade, assim, dói muito.
E dói mais.
E dói outro tanto.
Afeito a exageros, minhas saudades são, sei lá, um mar de prantos.
E, bipolar, adoro senti-las. Faz-me vivo, amado, sei lá.
Quantos não queriam um amor... e não tem!
Ando assim... acho que é porque dia 3 de novembro faremos dez anos de casamento – outros dez vivemos, um do outro, antes do casamento que aconteceu numa noite linda, céu estrelado e Lua Cheia, em Mossoró, na nossa Catedral de Santa Luzia.
Não me lembro de ter amado alguém como a Keity.
E no Rio, quando era um vagabundo coração, curti muito, rodei muito, varava madrugadas entre o Baixo Gávea e o Baixo Leblon – sempre com uma turma ótima e uma Coca-Cola geladíssima... é, nunca havia amado tanto alguém.
Rodava da Mamão com Açúcar às Noites Cariocas, no Morro da Urca – sempre com uma água com frutas dentro, uma Coca-Cola tinindo. Sempre fui careta. E gosto.
Adorava o Leme e a Prainha... mas tudo, depois de Keity, passou.
Nem do Rio, que sempre amei, me lembro.
Nos conhecemos em Mossoró, dois meninos velhos.
Eu do Rio, ela tímida demais.
Eu de macacão branco e bandana no pescoço (um absurdo para Mossoró, à época), ela com os cabelos transadíssimos, crescidos de um lado, apenas (um absurdo para Mossoró, à época).
Num circo, do Facilita, fitamos nosso olhar pela primeira vez.
Como novela – ela d’um lado, eu d’outro.
Keity era uma menina livre, eu nunca liguei para conceitos.
Dirigia um bugre vermelho, eu passava férias com meus avós.
Não fosse Keity estaria na Globo, tenho certeza.
Dez anos de Curso de Teatro, o Tablado na veia, a CAL entre cursos e espetáculos e minha carreira, como ator, se desenhava.
Mas por amor a ela larguei tudo.
E adorei ter largado tudo...
Jamais me arrependi.
Talvez fosse mais magro, porra louca, sei lá e tivesse trocado Coca-colas por outras doses. Certamente não teria minhas Terezinha e Maria do Socorro, nem nosso amor Valentina...
Nem os que ainda virão...
E, sempre tão inconstante, nela fiquei.
E estou, vê que lindo, faz 20 anos...
Keity é a única pessoa no mundo que me faz perder o prumo, faz valer verdadeiramente o mundo, que me faz sair do rumo.
Enfrentamos, aliás, o mundo, para ficarmos juntos.
E, em nome do nosso amor, vencemos.
Sempre formamos, os dois, muito diferente um do outro que somos, uma única pessoa.
Sempre acabamos concordando com (quase) tudo. E viajamos os dois e adoramos. E saímos os dois e adoramos. E conversamos os dois e adoramos.
Keity me completa.
Me repleta...
Sem ela sinto medos, não tenho com quem dividir segredos – nem com quem brigar.
Dormir sozinho é ruim, viver assim é relento.
Só tenho vontade de trabalhar e vou guardando dragões, furacões em mim.
O computador e meus eventos vão tomando meu tempo; leva-me vento, leva...
A saudade!

Tarde demais para viver

12/10/2011 às 23h56

Outro dia ganhei um livro, lindo e dos mais tristes que já li na vida, de Duka Tuma, amigo do meu Rio de Janeiro, que me fez pensar, mais, em como a humanidade, insensível e burra, segue algoz os inversos caminhos de Deus.
Claro, chorei.
“Órfãos da Aids” é um retrato absurdo do que os gestores públicos fazem com a vida humana.
E de como a vida humana, tantas e tantas vezes, não tem valor algum.
Ao final deste ano, 12 milhões de crianças em todo o mundo terão se tornado órfãs pela epidemia de AIDS, de acordo com com o UNAIDS e o UNICEF, durante encontro dss Nações Unidas realizado, em Nova Iorque.
Ao final do ano, a UNICEF calculou que o número cumulativo de órfãos da AIDS atingiria 95% dos 12 milhões na África sub-saariana.
No relatório "Crianças deixadas órfãs pela AIDS: Respostas de linha de frente da África Oriental e Meridional", foram definidos os órfãos como crianças com menos de 15 anos de idade, que perderam, vê que dor!, um ou ambos os pais para a AIDS.
Antes da AIDS, aproximadamente 2% de todas as crianças nos países em desenvolvimento eram órfãos.
Em 1997, o número tinha aumentado para 7% em muitos países africanos - em alguns países os números atingem, já, a 16% das crianças vivas sem pai, mãe, um lar.
O número crescente de órfãos de AIDS na África sub-saarianos indica que também haverão aumentos no índice de crianças que trabalham na escravidão e no número de crianças de rua.
Quando comparadas com crianças órfãs por outras causas, os órfãos da AIDS tem um risco aumentado de desnutrição, doenças, abuso e exploração sexual, de acordo com o relatório. Essas crianças também são estigmatizadas, isoladas e privadas de educação e de outros serviços sociais básicos.
Voluntários e organizações estão pressionando governos para quebrar a conspiração de silêncio que cerca a epidemia e agir com clareza e urgência.
Até porque já é tarde demais.

Um lugar que aprendi a amar

12/10/2011 às 23h43

Não me venham com Copa do Mundo, Olimpíadas, caros senhores!
Nem com obras faraônicas, aeroportos grandiosos, grandes realizações.
A maior obra que um governo poderia fazer no Brasil era exterminar a miséria.
Não com essas esmolas medíocres e assistencialistas das bolsas disso e daquilo que, muitas vezes, fazem muitos brasileiros, a míngua, esperarem cair do céu, já que o real da vida inexiste. O Brasil precisa é de governos que olhem para a miséria com piedade e bravura, que vá a luta – e que resolva!
E que faça, efetivamente, alguma coisa para que a dor da fome e do abandono deixe de existir.
Vou, agora, ao Góis.
Lugar cravado no meio dos matos da cidade de Serrinha, distante 10 quilômetros da “civilização” onde moram, sei lá, mil pessoas na Zona Rural.
O Góis, em pleno dia de hoje, tem um sem fim de casas de taipa, não tem água encanada e fica aqui, ao nosso lado, quarenta minutos de carro.
As crianças, muitas das quais já assistidas por mim, tem muitos vermes, dores horríveis, manchas na pele. Claro, a água ruim contribui, muito, para tal.
Foi no Góis que conheci João, Nina e suas três filhas.
E foi no Góis, onde mora a família de Edna, anjo da nossa casa, que meu coração doeu, mais, muito, três meses atrás.
É que a casa dessa família, de João, Nina e três meninas lindas... é de taipa. Um barro velho, telhas e palhas em cacos.
De tão baixinha, todos andam curvados – inclusive as crianças, cópias quase sempre fiéis do seus pais.
Além de cobras, insetos, barbeiros... a dor de se curvarem para o mundo, pela dignidade que não existe no Brasil onde política, na sua imensa maioria das vezes rima com corrupção, mensalão, outros infernos.
Como João, Nina e tantos ali... doce lar não existe.
Muita lama, hospital (que muitas vezes não funciona) longe, educação precária, um telefone público não existe.
O Góis é um retratinho do Brasil.
Do Brasil sem dono – e cheio de sofrimento e escuridões – um lugar onde crianças não deveriam nascer.

PS

Ah!
João, Nina e suas três filhas não vão mais morar em Casa de Taipa.

Deus e o diabo na terra do sol

12/10/2011 às 23h36

O estudo da OIT prevê que ao final de 2015, as regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste terão as menores taxas de trabalho infantil.
Mas...
Nosso Nordeste deve continuar com o maior índice dessa que é, sim, uma das maiores dores da infância no Brasil.
E muito preocupa a quantidade de crianças que trabalham nessa região (quase 13%) é bem superior à do Sul (9,85%) e do Sudeste (4,96%).
No Nordeste, nossas pobres crianças atuam principalmente no setor agrícola, grande parte sem registro em carteira ou qualquer garantia legal.
Há muitas pequenas propriedades familiares, que envolvem as crianças desde cedo na agricultura, como empregados domésticos, lavando louça quando deveriam brincar de boneca.
São pais que dão filhos e filhos que crescem à margem da vida.
Entre as atividades rurais, as mais comuns são a da cana-de-açúcar, abacaxi, coco e sisal.
Os acidentes, claro, são comuns, corriqueiros, tratados como qualquer coisa.
E são coisas, essas crianças brasileiras.
A maioria, meninas, enfrenta condições precárias.
Muitas chegam a perder quase que totalmente o vínculo com a família e, em algumas situações, trabalham sob regime de escravidão.
No Nordeste dos Brasis é forte, também, o trabalho de crianças no setor de serviços, comércio e na coleta e reciclagem de lixo.
São coisas e lixo, então.
Catam o que restou do mundo dos justos.
Perdem pais e mães.
Então são coisas, lixo e naus perdidas, as crianças pobres do Nordeste do Brasil.

De que vale o céu azul e o sol sempre a brilhar...

12/10/2011 às 23h32

O que é, para você, solidariedade?
E quando foi a última vez que você, de verdade, ajudou alguém distante um palmo do seu umbigo?
Para que servem tantas preces, horas a fio debulhando ladainhas e terços, falar em Jesus como salvação, gritar aleluia, pregar fé se...
Bem, a humanidade já era!
Soube, hoje, Dia das Crianças, que uma benquista empresária do Natal – que por motivos óbvios não vou dizer nome, comemorou aniversário ontem, juntou 24 amigas ricas e bem nas fotos das colunas sociais – inclusive aqui e comemorou a vida no seu apartamento de Areia Preta.
Pediu, de presente, para cada uma das amigas, cinco cestas básicas e, qual não foi a decepção... apenas oito levaram as cinco cestas.
As desculpas foram as mais estapafúrdias.
- Ah, não me lembrei
- Oh, esqueci no carro
- Achei deselegante descer do carro com essas sacolas
Pode?
Pode sim!
O ser humano, quanto mais tem, mas de Deus desdenha!
Pessoas assim, sim, desdenham de Deus!
Como assim não lembrou? De comprar roupa nova para se exibir... se lembrou.
Esquecer a bolsa Loius Vuiton no carro, ah isso não se esquece!
Deselegante, sinto muito, é a vida de uma pessoa que acha deselegante carregar, mesmo que pesado seja, AMOR.
Outro dia um casal querido de Mossoró se casou. E pediu donativos para os convidados, num cartão elegante, preso ao convite, pedindo “presentes” (comida, donativos, lençóis) para instituições muito pobres das terras de Santa Luzia.
Exatamente 70% não deram a mínima.
Para a festa sim, foram, se exibiram, falaram em roupas alheias e deram tapinhas nas costas... mas ajudar ao próximo que é bom, honroso, justo... ah, que se dane!
Ta explicado, né não?, porque esse mundo, hoje em dia... está beijando fins.
E porque a humanidade, dia a dia, está mais solitária.
E suja.

Divagações

12/10/2011 às 23h18

De muitos sentidos, meus, me orgulho na vida.
De não ser alienado, por exemplo.
De gostar de ler e de saber escrever.
É, tenho lá meus fanatismos por mim mesmo.
Mas me orgulho, muito, de não ser comedido.
De gritar, se vontade der.
E de chorar, se a rima vier.
Não tenho pudores quando o assunto é o meu... coração.
Pensei muito em como transformar, esse Portal, num grito em defesa das crianças neste 12 de outubro de 2011.
E vou, hoje, entre denúncias e imagens crudelíssimas, desenhar minha indignação.
E meu sofrimento por um mundo cada vez mais impiedoso, covarde, cão.
Vou da Somália a Mossoró, passando por outros grotões do Rio Grande do Norte que deveria, sim, se envergonhar de viver tamanhos absurdos.
Mas, acreditem, é o meu papel também.
Se em todos os dias da vida o DeSaboya.com canta e clama por boas energias, hoje, Dia de Nossa Senhora Aparecida, Dia das Crianças... nossos gritos serão, sim, em defesa da vida.

DOR EM VERSO E OSSO

A imagem que foi registrada por Mike Wells​ em 1980, em Karamoja, Uganda, para espanto e horror de muitas pessoas mostra a mão de uma criança faminta sobre a mão de um missionário que estava no país ajudando a população.
A foto ficou parada por mais de 5 meses sem ser publicada por nenhuma mídia, mas Wells ganhou um prêmio de imagem do ano e alegou sentir-se envergonhado, pois não havia entrado em nenhum concurso, muito menos para ganhar um prêmio com fotos de pessoas que estavam a morrer de fome.
Dois anos após ter sido premiada a imagem também foi usada em uma capa de disco do grupo punk Dead Kennedy´s, mais exatamente no disco Plastic Surgery Disasters, de 1982.

Somália, meu amor

12/10/2011 às 23h16






As crianças são, de verdade, seres iluminados, têm luz própria, estrelinhas de um universo cada vez mais sofrido, alarido, dor do mundo.
E impiedoso.
As crianças, que tornam os dias de pais e mães abençoados, infinitamente melhores, diferentes e especiais convergem, também, no mais bruto dos caminhos humanos.
Os pequenos colorem nossas vidas com sua inocência, com seu carinho, com todas as possibilidades que se descortinam, de aprendermos e de ensinarmos...
Elas dão sentido à nossa vida e são, sim, presente de Deus para os pais, para as famílias, para a humanidade, para o planeta.
Cada criança que nasce é uma prova de que Deus ainda não está desanimado com os homens, apesar das violências, das guerras, da falta de amor, de solidariedade, de compaixão.
Ainda assim, o mundo se renova a cada vez que mais uma criança nasce...
Cuidar dela e zelar para que ela tenha condições de ser e fazer a diferença que queremos no mundo, não é tarefa fácil, é um desafio diário para nós, pais, para os governantes, para a sociedade, o mundo.
Fazer dos nossos filhos cidadãos honestos, do bem, é tudo o que queremos...E acaba sendo compromisso de todos!
E aquelas crianças que nada têm?
Cada vez que penso nas crianças inocentes que padecem aqui no Brasil e em todo o planeta de fome, de sede, sem assistência, a míngua, sem o mínimo necessário, sem viço, abusadas pela vida que não pediram e pelos adultos que ajudam a reduzir seu tempo de vida e que sequer minimizam seus sofrimentos.
E choro.
Vontade de gritar pela impotência, dor cruel, desmedida...
Crianças somalis morrendo à míngua, 90 mil em dois meses, nos braços de pais sofridos e impotentes, e outras, nem tão divulgadas, também... Sem sonhos e sem ter o que comemorar...
E nós, com tanto a agradecer...
Dedico a elas, ao futuro da humanidade, às crianças da Somália, a todas elas o meu bom dia!
E a minha prece por dias melhores, por um mundo melhor....Torcendo para que um dia a Paz vença a guerra!
E que as crianças vençam esse bando de governantes medíocres!

Chrystian de Saboya

Ei, quer ser meu caseiro?

10/10/2011 às 09h03

Botei na cabeça que queria um caseiro para tomar conta da minha casa do Tibau...
E quando quero uma coisa... consigo!
Fiz entrevista com seis, outros dois apareceram, um até tentou ir – e foi, mas não se adaptou à vida linda daquele mar, mansidões e céus próximos a Deus.
Nem todas as pessoas, na vida, nascem com talento para felicidade.
E se esmeram, na própria vida, em serem pouca coisa... e vivem a sombra de, sob as ordens de – eu conheço uma pá de gente assim.
Eu não.
Escrevo meu nome no mundo, vou atrás do que acredito e acredito, sempre, no meu coração.
Preocupado – pois precisava de um empregado com a máxima urgência, do bem, de confiança (assuntos raros hoje em dia só se for para você) já que pouco vamos ao Tibau, onde temos uma casinha de sonhos, festas e felicidades... deixei meus olhos percorrem o mundo.
Desesperadamente – mas bem cínico, como muitas vezes me coloco a frente dos problemas que, para mim, não existem.
Aliás os problemas tem o tamanho que a gente quer que tenham.
Saí, pela estrada a fora (no caso a BR 304), literalmente, para arrumar umas coisas na Casa das Ondas, último final de semana.
Em Lajes, uma paradinha.
Ir para Mossoró ou Tibau sem parar em Lajes é como, sei lá, ir a Paris e não conhecer a Torre Eiffel.
Em Lajes observei um rapaz de longe, ali na Guaíba, parada obrigatória de meio mundo que passa na estrada.
Já o havia visto algumas vezes, já que ele sempre chega manso, limpa os vidros, ganha uns trocados do mundo.
E assim vivia, fazia oito anos.
Vivia.
Antonio Edson de Melo Francisco é um bom rapaz.
Seus olhos cantam, sua maneira de chegar, dar bom dia, boa tarde... diz tudo.
E olha no olho, e agradece.
É nos pequenos gestos que desvendamos gentes...
E, de costas, batemos no seu ombro.
- Ei, quer ser meu caseiro em Tibau?
- Cuma?!
- Você quer mudar de vida, quer trabalhar para mim?
- An?!
- E é moco?!
Ele riu...
E fui logo, do meu jeito, dizendo...
- Éééé, mudar de vida, ganhar um emprego de verdade, assinar carteira, virar gente!! Topa?
- Quer que eu vá agora?
- Não.
- O senhor é Chrystiano Saboya?
- Aff! Até em Lajes, vôtes! Não... tenho óóóóóóido de Chrystian de Saboya!
- Mas se o senhor quiser eu vou agora!
- Não, vou descobrir tudo a seu respeito, te ligo mais tarde e arrume sua trouxa de roupa. Seu cavalo selado liga para você mais tarde.
O cavalo selado, com perfil de elefante – eu, deixei o rapaz desorientado até Douglas e Seu Braz, que estão fazendo uns serviços no Tibau, chegaram.
Conversarem mais um bocado, inventaram um monte de “mentiras” a meu respeito... que eu sou bom, do bem, que adoro ajudar o mundo e as pessoas, que, kkkkkkkk, não gosto de gritar... ah, o óbvio que todo mundo deveria ser.
Ele, quando foi se despedir, ainda soltou essa.
- Eu tenho mulher e ela está grávida. Dá certo?
E já dentro do carro, segurando Terezinha e Maria do Socorro, minhas poodles, gritei.
- Que bom! Seu filho acabou de ganhar um pai!!!
Aí seguimos.
Na estrada ainda telefonei para um amigo meu, Policial, para descobrir tudo.
E liguei para o amigo Josimar Soares, patrimônio da Empresa Nordeste e gente boníssima... ele deu uns telefonemas e pronto.
Antônio é gente boa!
É... mas eu, que tenho olhos na frente de coração, já sabia.
Aliás, raramente erro.
E quando não acerto, esqueço, abuso, sinto preguiça e... nunca mais.
Bem... Tony, ou Tonico, como muitos lhe chamam em Lajes é um cara do bem – era o quye queria ouvir.
E liguei para ele assim que cheguei no Tibau.
E ele disse.
- O senhor quer que vá amanhã?
“Amanhã” era ontem, domingo. E ele chegou.
Manso, com a mulher, Ceiça, de lado e uma vontade imensa de concretizar nossos sonhos – ele mudar de vida, eu ganhar um caseiro.
Conversamos muito – eu, ele, Keity – claro, Terezinha, Maria do Socorro – e Valentina.
Terezinha, minha poodle mais velha, é um termômetro para mim. Se ela gosta de alguém... eu também gosto.
Para vocês terem uma ideias nunca trabalhou ninguém na minha casa que minha Tereza não goste. Ela saca, filtra, descobre a pessoa num olhor, num latido.
Toda eu, Terezinha!
E Tony começou a trabalhar mesmo ontem.
Sobre o Tibau, agora pela manhã quando telefonei, ele disse...
- É um mar muito lindo. E eu estou muito feliz com tudo isso, com a oportunidade que o senhor me deu e de estar aqui. Vai dar tudo certo.
Mal sabe Tony que eu não fiz nada.
É que quando se é do bem, o Universo ouve, Deus junta e a vida ri.
Deus, para variar, riu para mim, Tony, sua mulher Ceiça e seu filho... que ganharam outra família.
E eu, oba, da maneira mais inusitada que existe... um caseiro!

Viver é assim

04/10/2011 às 08h05

Nós, diferentemente de muita gente, fizemos questão de comprar nosso "presente" e deixamos no Lar da Criança Pobre, em Mossoró.
Para lá destinou-se parte dos “presentes” de Marcos Araújo e Carla Portela, por ocasião do casamento dos dois, sábado, primeiro de outubro, em Tremembé, na Casa do Mar, num gesto lindo desse casal para sempre apaixonante.
Mas qual não foi nossa decepção ao percebermos, no caderno de anotações do Lar, que muitos daqueles convidados sequer apareceram para uma pequenina contribuição...
É que muita gente ignorou o pedido, singelo e lindo, de Marcos e Carla e, simples assim, não apareceu nas instituições cantadas no convite sequer para deixar uma lata de leite.
Por menor que seja, caridade se faz necessária sempre.
Nem todo mundo entende, acha bobo ajudar, que ninguém vai ver, que Deus está de costas, ao certo.

Quando ali chegamos, na quinta à noite, Irmã Hellen alimentava uns bichinhos, o Lar já se encontrava fechado e o ar sombrio da noite iluminada por Mercúrios não afastava, daquele lugar, a força de mulheres que, no mundo, só sonham com um mundo melhor.
E justo.
Descemos eu, Valentina, nossos anjos Edna, Breno e dona Graça – todos contaminados pelo amor, com os olhos cheios d'água, nós no coração.
Deixamos nossa contribuição, rezamos um bocadinho e deixei meu cartão, dizendo que quando precisassem... me chamassem...
E escrevi um cartão para o Lar...
A resposta chegou por e-mail.
E nos tocou profundamente.

"Prezados Chrystian, Keity e Valentina,
Recebemos os presentes em ocasião do casamento de Dr. Marcos Araújo e Dra. Carla Portela e alegramo-nos com a generosidade da família.
Mas o que nos alegrou especialmente foram seu cartões – num deles, cor de rosa e marrom, escrito assim: "o nosso abraço ao Lar, em nome do Coração enorme de Marcos e Carla". 

Vocês entendem a grandeza desses dois.
Unimo-nos a vocês no abraço, na oração que esse casamento seja abençoado.
Também sua oferta para ajudar em nossas necessidades registrei com gratidão, pois as dificuldades financeiras do LAR são grandes.
Nós não podemos estar presentes na festa, porque temos ao mesmo tempo outros compromissos – e vocês estarão em nosso lugar.

Tudo de bom, nossa oração também por vocês.
Com gratidão,

Irmãs Cristina, Ermelinda, Ellen e todos que fazem o LAR...

Ser feliz as vezes custa quase nada...

Sou feliz e canto

03/10/2011 às 20h27

De verdade?
Não sei donde vem minhas forças.
Talvez o fato de não perder tempo com a vida do outro...
Ou de só olhar, ler, só abraçar o que me faz bem...
Ou... quem me faz bem.
Não faço gêneros, e cabimento só para quem faz por merecer.
Ou será que sou feliz por só falar com quem é do bem – mesmo quando me engano, o que é raríssimo...
Sou feliz porque torço, acreditem, até pela felicidade de quem sonha que um dia eu desmorone...
Em vão.
Sou feliz porque construí um nome, sem heranças, nem benesses políticas, por exemplo.
Talvez cante por causa das minhas vitórias, que são infindas, diárias, únicas.
Sou feliz por Keity, Terezinha, Maria do Socorro e Valentina.
E porque meus eventos são um sucesso imbatível.
E porque tenho as ventas empinadas.
E porque tenho os amigos que quero.
E porque faço o que quero – aliás, desde que me entendo por gente.
Sou feliz porque adoro ler, escrever, escutar e contar histórias...
Porque nada, nem seu ninguém me abatem.
Porque nasci em Mossoró, tenho alma carioca, conheço Paris como a palma da mão e Machu Picchu desde o coração.
Sou feliz porque quero uma casinha na Tiradentes das Minas Gerais.
E porque tenho uma casa cheia de luz no Tibau.
Sou feliz porque uso as roupas que quero e vou onde estou afim de.
Sou feliz com meu abuso, minhas exigências.
E com minha tolerância, aqui e acolá mais latente.
Sou feliz porque não tenho dor de dente.
E não sinto mais medo de alma.
E, vez por outra, porque me visita a calma...
E porque a solidariedade é fundamental pra mim.
Pronto – sou feliz e canto!

Meu 11 de setembro

11/09/2011 às 00h01

Estava arrumando minhas malas, cheio de sonhos, dez anos atrás, quando o mundo parou graças ao extremismo de uma gente que, à época, sequer sabia que existia.
Hoje, dez anos depois, sei que não eram gente.
E jamais serão.
Morava em Mossoró, me casaria dias depois com o amor da minha vida e tinha, àquele dia e todos os outros da minha vida, um mundo de esperanças a me guiar.
A esperança não deixou de brilhar em meus olhos mas, como o Planeta, dez anos atrás, virei outro.
E mudei conceitos, atitudes, fiquei melhor.
Fiquei, graças ao 11 de setembro, mais tolerante.
E passei a rezar mais, muito mais em prol da humanidade.
Meu quarto era azul clarinho, tinha uma cama imensa, uma tela vanguardista do meu pintor “carioca” preferido, Rubens Gerchman. A colcha da cama era azul, Terezinha, minha poodle companheira, já morava conosco.
Eu usava um pijama da Richards, cinza claro.
Incrível como a gente lembra de tudo, à época de grandes dores, infinda tragédia como a que colocou a baixo o World Trade Center e a esperança de todo o mundo!
Chorei muito, me desesperei.
E me ajoelhei diante da televisão.
Chorei um choro com um nó na garganta, absurdado e perplexo com tudo. Senti medo.
Keity estava na Harabello Turismo, ajeitando nossa Lua de Mel, escolhendo um trecho novo.
Gostaríamos de ir para a Grécia mas, por medo do mundo, ficamos na América do Sul, onde conhecemos muitos países, lugares lindos por um mês inteiro.
Estava, sim, feliz por realizar o sonho de casar com Keity – mas muito, muito triste.
Lembro que não consegui me levantar, uma hora e tanto depois, ajoelhado da televisão.
O choro vinha das cenas, trágicas, vividas ao vivo por um mundo enterrado em ódio, discriminação, terror – e por políticos medíocres, corações de pedra, comandos de frugais.
O dia se transformou em dor sem fim.
E eu, que só queria casar e ser feliz até consegui.
Mas com um nó na garganta, o coração amargurado e um lamento por aquele dia ter existido em nossas vidas.
Rezemos mais.
Muito mais.
Se os homens que comandam mundos e mentes doentias não se entendem... pelo Deus nos ouve.
E nos fortalece.

Azar de quem tiver o que dizer

02/09/2011 às 00h00

Desde que me entendo por gente – e olhe que faz tempo, sempre me portei assim.
Mas percebo, de tempos para cá... que estou pior.
Sobre o fato de muita gente, que a gente esbarra na vida, adorar espalhar notícias ruins, energias meio assim e, com a modernidade, enviar mensagens, e-mails até.
Sempre vivi numa redoma e, ser para-raio é, para mim, um dos meus esportes favoritos.
Se a notícia ruim me chega, depuro, esqueço e jamais passo adiante.
Talvez por isso rugas sejam caminhos que ainda não tenho...
Se alguém tenta me “agredir” com e-mails e ou mensagens, por exemplo, não os leio.
E, para piorar a situação, não dou o menor cabimento!
Aliás, para eu dar cabimento... o mundo roda...
E-mail para mim, aliás, somente de no máximo dez linhas.
E mensagens... não as leio. Nunca.
Sinto preguiça...
Dentro de mim criei um mecanismo – se a primeira frase do que me dizem não me agrada, dou as costas. Literalmente.
Ah, adoro jogar ao vento do acaso, gente que me trás, por exemplo, discursos sobre a vida alheia.
Vida alheia, aliás, nunca me interessa!!!
Se vier em forma de e-mail... deleto. E, para piorar ainda mais a situação, ainda excluo da lixeira.
Ou seja... ninguém terá, nunca, o poder de nivelar energias ruins com a minha, sempre forte, viçosa e dona do mundo.
Taí uma dica, mais uma, de como é possível ser o homem mais feliz do mundo.
Nem aí para o que dizem.
Nem aí para a inveja.
E nunca, na vida, permitir que notícias ruins, pessoas ralas, se aproximem de mim.

O Melhor Dia dos Pais da minha vida

14/08/2011 às 18h48

Acordei, hoje, de madrugada, todo... mijado.
Sim, Valentina, que ontem dormiu conosco fez xixi. Muito, e... como dormiu sobre minh’alma... amanheci assim.
E feliz da vida.
Acordei, também, muito logo da manhã, com Vânia Leite, em nossa casa.
Reunião, urgente, em pleno Domingo dos Pais, em Ponta Negra, coquetel que farei terça.
Às 10h da manhã já estava em casa, resolvendo assuntos ligados ao DeSaboya.com, à festa “Circo de Saboya”, ao evento de terça, de quinta e de sábado... ufa!
Ser eu dá um trabalho grande, viu?
E... Valentina acorda!
Como nunca a deixei me chamar de “Painho” – acho “Painho” coisa de “Pai de Santo” e não suporto diminutivos...
Valentina, encontrou, ela mesma, uma maneira carinhosa de me chamar...
E gritou, como sempre faz, ao acordar!
- Papainha!
É uma mistura de papai com “mainha” – como chama Keity, que adora.
E depois...
- Paiêêêêê...
A maneira acariocada de gritar por seu herói.
Sobre a cama, três presentes: de Terezinha, de Maria do Socorro e... de Valentina.
As três filhas no quarto friinho e uma certeza, mais uma, de como sou o homem mais feliz do mundo!!!
E o telefone toca.
Allexandre de Saboya, meu irmão, único do ramo pai e mãe, ouro de mina – e normal -, anunciava...
- Eduardo nasceu!
Eduardo, meu sobrinho, nome do nosso avô, Eduardo Galvão de Saboya, que “me acompanha até sempre”, nasceu fofo.
Pára tudo: convites, reuniões... Vânia corre para um lado, Breno, meu anjo-motorista para o outro e eu sigo, com Valentina, já que Keity anda dodói, para Promater.
Mas antes vou até a casa da cheff Rogéria Costa, pegar uns licores da eterna Dona Lucy...
E antes também venho aqui, no computador, escrever uns assuntos.
E corro para Promater.
Na volta, outro encontro, com uma chuvinha bárbara, em Ponta Negra, para decidir como colocar uma tenda, caso a chuva insista em brotar vida, na terça.
Em casa, almoçamos às 15h – uma festa!
E depois... convites: já passaram pela situação de entregar dois mil convites? Pois isso é bem normal na minha vida.
O dia ainda longe de acabar.
Ah! E tudo isso com o celular sem, kkkkkkkkkkk, funcionar há dez dias!
Mas é, esse dia também, o mais feliz da minha vida!
Não nasci noutro caminho na vida, que não o da felicidade!
Sou mijado, agoniado – e feliz!

PS
Ah... is esquecendo... aqui em casa está sem água.
Até, kkkkkkkkkkkkk, terça!!!

As vezes, como ser feliz?

29/07/2011 às 08h42

Não tem sido fácil, esses dias, rir.
Primeiro Oslo, abalada pela dor de um louco fundamentado na intolerância que mata em nome da pureza d’alma que sequer ele tem.
Um país em choque, famílias dilaceradas, pais sem filhos para, nunca mais, ninar.
Depois a intolerância é cantada como troféu – e países como França, Inglaterra e sei lá mais de onde chegaram, para o monstro d’alma nenhuma da Noruega, solidariedades e justificativas para seus atos, numa clara ausência de Deus, de irmandade, de vida.
Sim, ser mulçumano, para uns, é crime.
Como assim?
Cadê o respeito, a tolerância, cadê Deus?
Certamente que sim, essas pessoas nada sabem sobre.
São, sei lá, uns Hitler da nova vida, do novo mundo.
Ontem soube de mais uma babá, aqui em Natal, que agredia os filhos de uma amiga, que estuda fora do país e entregava, uma vez por mês seus tesouros, duas meninas de 6 anos e um menino de 3, a outra pessoa sem... Deus.
Que batia, furava com agulhas as perninhas das crianças, essas dores inacreditáveis.
Ontem, por filmes, descobriu-se tudo.
Mãe em pânico, crianças traumatizadas até que a vida os separe.
Amy Winehouse se calou. E com ela um dos maiores méritos de Deus: o Dom que se dá e que... se perde. Um casamento desastroso, uma vida de drogas e um coração que para.
Sobre Vera Ficher... como dó ver uma mulher tão linda, tão talentosa...
E o DENIT, os escândalos que, sempre, vem de uma Brasília linda, que não merecia ter os políticos que tem.
Mas os tem. E como!
O que acontece com a humanidade?
Onde foram parar as referências, a família, tolerância, o tal amor?
Ontem, em São Paulo, mais um jovem morto graças a loucura que é viver ali, ao leu do mundo, aos gritos dos outros.
E o respeito, cadê?
Conceitos como os da bondade, da solidariedade, do amor... cadê?
O mundo está mesmo perdido, cheio de senões, sinais vermelhos e gentes desnecessárias.
As vezes sou muito criticado, principalmente por meus amigos, pela redoma que criei para mim. Se faz necessário.
Porque, sinceramente, não tenho forças para viver nisso que está aí.
Cansa – tristeza, alheia, cansa.
E intolerância, desrespeito, drogas, agressões, roubos... também.
É preciso rezar. Muito. Mais.
E se vestir de branco, plantar uma árvore, dar uma rosa, passar um e-mail carinhoso, cantar alto, rezar novamente.
E dizer que ama, respeitar o outro e fazer o bem.
Caso contrário, o mundo também nos engole.
E nos faz Oslo, Winehouse, nos atropela - e mata.

Outros olhares

25/07/2011 às 00h04

Estava num Café em Paris.
Ali, na Avenue Kleber, aos pés da Torre Eiffel, no Champ Mars.
Eu tomando uma Coca-Cola com gelo, para desespero dos franceses (eles não suportam o americanalismo do mundo), Keity num vinho tinto, Valentina embevecida com a Torre, marginalizada e execrada na sua inauguração em 1889, hoje um dos símbolos do mundo – e linda, iluminada já às 21h, apesar do sol ainda brilhar em Paris.
Que estava insuportável – se é que é possível cantar assim.
Gente demais, aglomerações, filas e um sem fim interminável de estrangeiros.
Ao nosso lado, ali no café, um casal.
Eram dois rapazes, que sentaram-se à mesa bem blasè.
De mãos dadas, trocavam confissões de amor eterno, se acarinhavam discretamente. Tinham, os dois, algo em torno de 19 anos de idade, no máximo.
Um usava uma camisa do Barcelona, um jeans velho. E o outro, engomadíssimo, estava de casaca nas mãos, gravata finíssima, camisa meio amassada, lilás.
Eram dois jovens, nada mais.
Continuamos os três. Keity pediu um queijo com uma geleia de ameixa, eu arrisquei uns goles no vinho... Valentina, embevecida, seguia atenta às luzes da Eifel.
De repente escuto um sotaque carioca.
Um homem, desses com voz de trovão e nenhum jeito para estar... em Paris.
Ele, a mulher, outros familiares, duas filhas – foi o que entendi.
Estava de costas – e permaneci assim até quando, quinze minutos depois, vi a tal família se ir.
Falava, o tal senhor, que “aqueles dois” eram doentes.
E os chamou de dementes, de facção do mal, de sem vergonhas.
À sua mesa, as pessoas todas concordavam. E riam.
Não virei, quis ver o rosto deles não. Os tem, aliás?
Aprendi com a vida que só devo olhar para o que me faz bem.
E só leio gente interessante, gente inteligente.
Não leio e-mails bobos, não ouço sons ocos.
Só canalizo minhas energias para o blue, o green da vida.
Só o bom do mundo me interessa e aquele senhor e sua família... não.
Enquanto os meninos trocavam um caderno – num deles cifras de uma música de Jacques Brel, belga com alma francesa, que viveu pouco mais que 40 anos de idade e que falava na dor do amor como poucos no mundo – é dele Ne me quitte pas, inesquecível na voz de Edith Piaf.
E o senhor, um carioca com sotaque suburbano, continuava a esbravejar.
Que se levantaria dali – “vamos embora, isso é um puteiro!”.
E continuava, aos risos da sua pobre mulher sem noção e das filhas que cresciam, dimunutas, diante de um pai perdido no menor do mundo, no vazio do preconceito.
Os jovens continuavam, como se nada ali interessasse.
E realmente não interessava.
O amor é da conta do outro. O outro que se valha de.
Não devemos nos meter, nunca, no que a vida do outro representa.
Em nada me agredia – nem a mim, nem a minha mulher, minha filha e o resto do mundo, feliz pelo mundo, a vida daqueles dois meninos.
- E agora com essa lei no Brasil vamos ficar vendo viado se beijando em toda esquina. Esses viados merecem a morte...
Meu Deus, como pode existir gente assim?
Mas existe – é fato.
Um homem envergonhando a vida, uma família inespressiva e vazia.
Em pouco mais de um minuto escutei um barulho grande.
Havia caído, aquele senhor, ao esbarrar, abruptamente, num ciclista.
Esbravejando, perguntou a um francês, em português, se ele era cego.
Os franceses, que parecem todos terem nascido com meu nariz – empinado, em riste e arranha-céu, claro, não lhe deu ouvidos.
Tentou lhe ajudar a levantar-se, o brutamontes não quis.
Saiu mancando, esbravejando, falando palavrões.
Eu, que me virei rapidinho com o susto causado pelo pequeno acidente... e lamentei tudo.
O senhor, acho que de 60 anos de idade, saiu mancando.
E com cara de muita dor. Nao verá mais Paris, nem os “demônios do mundo”, pensei.
Não verá dois jovens se beijando, nem a Lua, Cheia, que espreguiçava-se sobre a cidade àquela altura.
Não verá a beleza da Cidade Luz, coitado de.
Os jovens continuavam lá, amor a maneira deles.
Nós brindamos, agradecemos a Deus estarmos ali novamente pela... sei lá quantas vezes.
Valentina olhava para a Eiffel e dizia ... Oh! Lindo! Papá, Mamá... Oh!!!
O pobre senhor saiu.
Deus é muito rápido, hoje em dia.
É on line, ao certo.

Uma carta para Rodney

16/06/2011 às 16h22

Foi por saber do amor à sua mãe, Lizete Andrade, que Rodney tornou-se, exatamente 16 anos atrás, um grande amigo meu.
E lembro-me justamente da cena, na Festa Très Chic, na Estação das Artes, a velha Estação de Trem construída por meu bisavô, Saboynha e esquecida pela política asquerosa que ronda Mossoró vez por outra, quando Rodney me pegou pelo braço e, com o menu da festa nas mãos, que estampava uma declaração de amor e respeito ao Maison Buffet e à sua mãe Lizete Andrade, que ele disse...
- Cara, muito obrigado!
E, com o menu nas mãos e os olhos firmes nos meus, suspirou...
- Somos muito gratos pelo valor que somente você sabe dar a mamãe.
Aquela cena guardei para sempre.
E daí nós, que nunca fomos tão amigos assim, resolvemos, já homens quase feitos, virarmos bons amigos.
Deu certo.
Rodney casou, teve filhos lindos.
Eu casei, ele padrinho do meu casamento.
E fomos nos visitando as almas na alegria e na tristeza que, nunca, na nossa vida, havia chegado tão avassaladora até Deus o levou um ano e tanto atrás.
Estava, claro, fazendo festa, àquele momento.
E meu mundo caiu com o telefonema de outro irmão, Cantídio Neto.
Dali em diante só me lembro da chegada de Renato, Lizete e Russel no Aeroporto Augusto Severo, em Natal, já tarde da noite, quando eu, Keity e Alexandre Capistrano (seu irmão de tantos anos) fomos buscá-los.
A dor dos três, àquele momento, me atravessou a alma e todas as vezes que me coração lembra, meus olhos sangram.
Rodney se foi num acidente triste e trágico já médico feito, respeitado e grande.
Vez por outra comentávamos, rindo, dos absurdos que já fiz com sua mãe.
Lizete, na festa “1830, Mossoró, meu Amor”, armou a cozinha no meio “dos matos” da Fazenda de Rútilo Coelho. Lá pra tantas a vi pulando e pensei...
Terá bebido?
Lá vem ela para me dar um carão...
- Chrystian, você montou a cozinha sobre um formigueiro!!!
E teve a festa do Circo, o Babalu, que lá pras tantas percebemos que... não havia água.
E que a lama, atrás do circo, encobria seus pés sempre charmosamente calçados.
E teve a Très Chic, na Estação de Saboynha... a cozinha era minúscula.
Sempre, no dia seguinte à festa, ela me chamava aos carretéis.
Era carão grande e, vamos combinar, merecidos.
Acho que ela sempre achou que era meio filho também.
E era.
Trocávamos confidências, falava da minha vida e seus escritório, na Avenida Rio Branco, era bálsamo para mim até quando eu levava puxões de orelhas.
Dez anos depois de sair de Mossoró...
Chego à cidade para uma festa e... novamente Lizete Andrade fará, como nos anos todos em que morei na cidade... o menu de uma festa minha.
Os acertos foram feitos no final de semana.
Cheguei à sua casa gritando, claro.
E levei minhas poodles Terezinha e Maria do Socorro que, muitas vezes, almoçou no escritório da Fada, na velha Rio Branco.
Terezinha correu a casa toda, fez xixi onde não devia, latiu, escandalosa feito o pai; Maria do Socorro sempre obediente... nenhum au. Puxou a Keity, Socorro. Calma, pacífica e zen.
Sentamos à mesa, falei muita besteira.
Ela riu, gargalhadas deu.
Até Renato o fez, com tantas bobagens que gritei.
Pedi água, suco, chá... aqueles trabalhos que adoro dar.
De repente olhei ao lado.
Senti, sim, a presença de Rodney. Forte, impactante.
E... emocionante.
Passou um filme na cabeça sobre o começo da nossa amizade e a sua partida. O avião com sua mãe, seus filhos Heitor e Renatinho... sua história e a dor, profunda, de dois pais adoráveis que perdem um filho adorável.
Como se um punhal me atravessasse a alma.
E na garganta um nó.
E uma dó de tudo.
E...
Uma foto, em preto e branco, de Rodney sobre um velho móvel da família...
E a Fada, nome dado por mim a Lizete Andrade, dizendo receitas... falando sobre suas ideias para a Bênção do Sal, festa que farei em Mossoró dia 2 de julho... marcando esses dez anos sem um festão Chrystian de Saboya de ser...
Me deu uma vontade louca de escrever para Rodney.
Falar no amor que sinto por sua família.
De como sua mãe foi e continua sendo fundamental na minha vida.
De como ele faz falta...
E de como a vida se repete, os sentimentos todos.
Não importa se estejamos na Terra ou, no caso de Rodney, dando cambalhotas no céu.

Garapa de adoçante

11/06/2011 às 02h42

Tenho prestado atenção, ao longo da boa vida que faço, dia a dia por merecer, como existem, espalhadas ao relento do mundo, gente desinteressante.
Ontem conversava com Nilton Júnior, amigo faz dez anos, sobre as pessoas que tentam, em vão, agradar a todos, a todo instante, o mundo todo.
Nem quando tinha essa percepção da vida, me portava assim.
E nunca, sinceramente, quis agradar a seu ninguém.
Vá lá... precisamos uns dos outros, claro – mas chega a ser subserviente e asqueroso, surreal, o comportamento de muita gente.
Sabe aquele tipo de gente que é amiga de todo mundo?
Pois bem: gente amiga de todo mundo não é amiga de ninguém.
Saca aquele tipo que quer abraçar, com sua simpatia, o mundo inteiro?
Essas pessoas não abraçam nem a si próprias.
São, na sua infinda maioria, gente solitária, de uma carência absurda e, ainda por cima... desinteressante.
Gente inteligente “não se mistura”.
Não se enclausura em abraços fartos, fracos, folhas ao vento frugal da vida.
Gente assim vive, prestem atenção, repetindo... “eu gosto de todo mundo”.
Ou o fatídico – “eu me dou bem com todo mundo”.
Gente assim não gosta de ninguém; muito menos é, no real sentido da palavra, amiga de todo mundo.
Com as pessoas cada vez mais medíocres, bajular “amizades” virou uma máxima.
Mas daí a aturarmos...
Sigo noutros mundos, pego outros trilhos para chegar onde quero.
Nunca os da superficialidade, da honestidade sem olhos nos olhos, da subserviência.
As vezes nem a mim eu adulo.
Saio de casa sem pentear o cabelo, jeans surrado, uma camiseta preta e, no máximo, meu anel de São Jorge.
Mas “me misturar” com quem se mistura com todo mundo... quero não. 
Estou cada vez mais ocupado para pessoas pulverizadas demais...

Eu quero mais é beijar na boca

05/06/2011 às 20h30

Fui dormir, ontem, com um “escândalo”.
Que teria rolado numa festa aqui na cidade do Natal envolvendo uma pá de gente que a gente gosta.
Não vem ao caso: festa, envolvidos, notas, e-mails.
O que quero, aqui, é gritar o quanto vale, na vida, espalharmos o tal amor, o real ardor que faz o mundo melhor.
 Melhor, melhor, melhor.
Como todos os sentires – inclusive os odiares, graças à intolerância humana são, hoje, on line, daí o cuidado com o que se propaga e uma certeza: viva a tolerância!
Pra que falar nas guerras?
Pra que tantos e-mails, tantas agressões e tantas baixarias com gente tão boa, que luta, como cada um de nós, para ser feliz...
Histórias assim não devem ser colocadas no ventilador – merecem preces, esquecimentos.
E tão somente.
Nada de ficar por aí propagando em redes sociais, e-mails ora anônimos, ora atônitos, o que aconteceu, de "ruim", numa festa, a nossa volta, ao redor da nossa vida.
E se dois homens se beijavam para todo mundo ver... Não olhem. Simples assim.
E se rolou soco e ponta pés...
Pra que o mundo, já tão carente de amor, ficar sabendo?
Nunca esperem isso do DeSaboya.com.
Aqui a gente só canta, só enaltece, só viços e risos – e prazeres que somente a felicidade pode ver.
E se a idade não permite lá tantos devaneios – e utopias, irreverências do outro lado do computador, tomamos cuidado.
Sei, sim, de quantas senhorinhas são, por exemplo, fãs do DeSaboya.com.
E de quantas “quase crianças” se deparam, diariamente, com o que escrevemos aqui.
Então por favor... sintonizem no amor.
Tenham esse sentimento como meta, como seta, como reta.
E como rima, como sina, furor.
Acho que já escrevi isso aqui umas dez vezes, pelo menos.
Só olhem para o belo; assim enxergaremos o belo, apenas e apenas o bom da vida nos dará bom dia.
Não leiam aquilo que não lhes fará melhor – ou não lhes deixarão mais, sei lá, inteligentes
Esqueçam agressões, safanões e maldades alheias.
O mundo é muito, infinita e verdadeiramente mais especial do que qualquer briga, qualquer guerra, qualquer beijo de boca dado sei lá por quem.
O dia que se descobrir isso...
As pessoas serão mais felizes.
De verdade, como nós somos.