Mais uma receita de felicidade
23/06/2008 às 01h54
Decididamente, não nasci pra “derrota”!
Exemplo?
Não me venha, por exemplo, com filminhos de terror, de morte, de gente que mata, tiro, faca – e por aí vai.
O que isso acrescenta em nossa vida, de positivo? Nada!
Verdade: ir, por exemplo, assistir a um filminho assim lhe carrega a alma de coisa ruim. Seu sorriso trava, seu espírito se angustia, você chora por dentro.
E, pior: muitas vezes nem percebe.
Desde que resolvi deixar de falar palavrões (e eu adorava dizê-los!), percebi, também, o poder que tem a palavra.
De transformar.
De destruir.
É assim: se você diz... “azar”... essa palavra forma, ao seu redor, uma energia que ela carrega. É óbvio! Ela tem peso, tem carma...
Aí você fala... “sorte”... vê como soa diferente, com esse dizer trás outro tipo de energia?
Assim é a vida.
Quem se acompanha de gente meio assim, será meio assim o resto dos tempos.
Quem vive se maldizendo... ou denegrido outros... vira um estorvo do mundo...
Quem procura energia ruim... – ou até mesmo as divulga – atraia para si uma dor imensurável.
Mesmo que não se perceba e tal.
É por isso que eu só quero espalhar coisa boa... e só me juntar aos bons... e só olhar para onde haja, pelo menos, amor... e assistir a filmes de felicidade n’alma... e ler aquilo que enobrece minha pobre alma... e ter amigos leais, abraços cordiais ao meu redor.
Talvez – e por isso também – aprendi desde muito moleque, como se faz para ser feliz.
Então...
Não se recinta...
Jamais sinta inveja!!!
Perdão, perdão, perdão: sempre!
Não fique por aí, falando de seu ninguém!
Nem espalhe notícia ruim.
Seja, sempre, o fim da linha para quem chega lhe contando fofocas...
Só escute coisas boas!
Não minta!
Jamais seja ingrato... a ingratidão mata por dentro!
Só deseje o bem!
Ufa!
Assim... você será, de verdade, uma pessoa melhor.
E FELIZ!!!
Como um dia de domingo
15/06/2008 às 23h58
Três histórias escreveram este dia que se vai.
O que têm em comum?
Resolvi descobrir escrevendo, dividindo meu coração com o mundo.
Keity viajou hoje, comecinho da tarde.
Foi para Brasília, participar de umas reuniões. Coisas de trabalho.
Aí...
Meu mundo perdeu a graça.
É impressionante como sua ausência me vira pelo avesso. E me transforma num oco, um toco, um troço, um ser inanimado, sei lá.
Ai, deve ter sido praga, vudu.
Mas que é ruim, ah isso, é!
Quando Keity sai de perto, perco o chão, o prumo, o rumo, a rima, a mão.
É rapidinho, ela volta terça.
Mas e daí?
É assim que me sinto e pronto.
Tentei dormir no final da tarde. E nada.
Aliás, acho essa história de dormir uma grandiosa perda de tempo!
Escrevi um bocadinho, vi a chuva escorrendo pela janela e...
Quer saber?
Acorda!
Clima deprê não tem nada a ver comigo.
Peguei o telefone e liguei para dois amores.
Oi dona Zélia! Fazendo?
Oi dona Cleuze! Topa ir para o cinema comigo?
E fomos assistir, os três, Sexy and the City.
E demos boas risadas.
Adoro as companhias das duas. E da turma inteira de “senhorinhas” que Natal, tão linda, me deu de presente.
E... me lembro das “voltinhas”, maravilhosas, que dava com Tiazinha e Tio Dodôi, dois tios-avós apaixonantes que há dez e oito anos moram nos céus.
Saíamos muito.
Como gosto de sair com minhas meninas.
Tanta história pra contar...
Acho o máximo ouvir tudo.
Ah, e como aprendo!
Pipoca, Coca-Cola e Sexy and the City.
O máximo!
Na volta pra casa, depois de deixar as meninas em casa... surpresa!
Duas orquídeas, lindas, com dois cartões agradecendo notinhas que saíram, uma sexta, outra hoje, no jornal, minha coluna.
Ah, como é bom gente educada, atenciosa!
E... um presente da minha mãe.
Um livro, encontrado entre seus “achados e perdidos”.
Editado pela Guanabara, “Gatos e Pombos” foi presente de uma jornalista amiga minha, Nai Frossard, à época do JB, no Rio de Janeiros. Carioca, linda, loirinha, lá por outubro de 1989.
Com uma dedicatória linda e provocante, vinha assinada por ela, Nai, e por “Aliche”, uma gatinha fofa, fiel amiga da Nai que, quando viajava, ficava aos meus cuidados.
O livro diz que é possível sim o ser humano amar, respeitar e acarinhar os animais.
Aí percebi que faz muito tempo, realmente, que amo os animais...
E no meio dos “perdidos e achados” da minha mãe, cartas de amor.
Muitas. Escritas por mim para meus velhinhos Tiazinha, tio Dodôi e Widinha – esta última vivíssima, que hoje mora em Mossoró.
Ah, como os amo!
Saudades de Keity, Sexy in the City, a amizade de pessoas um bocadinho mais velhas e lembranças do começo da minha adolescência.
O que tem a ver?
Acho que tudo.
São, juntos, mais um desenho da minha vida.
E viver é, sempre, uma delícia!
Seja feliz!
Roda Gigante
12/06/2008 às 01h34
Me pega
Me larga
Me deixa
Não nega
Se esfrega, se esfrega
Se larga
Se deixa
Se faz heroína
Vira gueixa
Não queixa, menina
Que eu te tomo pra dança
Me lança
Minha lança
Perfumes
Tranças
Se faz de brava
De mansa
Requebra
Se quebra
Fingida
Tingida
Fugida
E me alvoroça
Se enrosca
Me enrosca
E me joga na lama
Carrega pra cama
Me estraçalha
Me espalha
Que eu não ligo pra nada
Tarada
Bruxa, remexe seu caldeirão
Arranca a navalha
Estraçalha
Meu vagabundo coração
E me deixa a água e a pão...
Se faz de sim
Se faz de não
Me atiça
Enfeitiça
Razão
Morde meu calção
Frita
Cozinha
Banho-Maria quero não
Me inebria, meu amor
Me inebria
Arrepia a nuca
Aiiiiiiiiiiiiiiii, tesão
Me atenta
Agüenta
Pastilhas Garoto
Menta
Minta
Sinta
E me faz girar
Levitar
Me gira na roda
Me joga no fogo
Me queima as entranhas
Me assanha
Me assanha
Ai, ai...
E começa tudo de novo
Chrystian
Tia Ivanilda, seus beliscões, meu despertar
07/06/2008 às 19h39
Eu e meu amor, no último verão das nossas vidas
Ando travado.
Desde o dia que minha amada Tia Ivanilda partiu para os céus – é lá que ela está – ando meio desligado, nem sinto... meus pés no chão.
Perdi o gosto, esses dias, sei lá.
Perder alguém que a gente ama é uma sensação ingrata, amarga, sem graça, jiló.
Fazia tempo que não sentia minha alma chorar de tanta saudade – apesar do espiritismo me colocar, diante da “morte”, extremamente mais forte.
E ciente.
Mas que dói, ah, isso dói!
Tanto...
Não consegui escrever mais nada. Até tentei, em vão.
No dia da sua Missa de Sétimo dia, rabisquei muito, muitas vezes.
E nada.
E nada.
Nem água, nem vento.
Aí resolvi relaxar.
Não gosto de remos opostos ao curso – nem ventos contra marés.
Espero, agora.
Tia Ivanilda Linhares nunca foi minha tia. A bem da verdade ela foi bem mais do que isso.
A conheci ainda muito moleque, numa das minhas férias em Mossoró.
Mãe de Ivana, Neto, Vanuza e Fafá – amigos queridos, Tia Ivanilda virou “tia” por causa do amor.
Que, sempre tive certeza, era mútuo. É, aliás.
E como era bem casada! Um casamento de amor, desses que não se vê mais por aí.
Com Canindé, ergueu uma belíssima história de amor e vida.
Paciente, sempre me ouviu.
E como geralmente acontece, os pais dos meus amigos tomam o lugar “dos tais amigos” e viram amigos tanto quanto. Sempre foi assim. Com Tia Ivanilda, foi igual. “Ela tomou o lugar” dos meninos.
Casada com Canindé Alves, minha velhinha teve um AVC. E rapidinho, em uma semana, foi brincar nos céus.
Foi, em vida, a pessoa que melhor encarnou, para mim, o ser solidário. Ah, como gostava de ajudar.
Muito.
Juntos, fizemos tanto, aprontamos todas, rodamos bastante!
Fomos colegas de palco na época dos shows do Cursilho de Cristandade de Mossoró – um movimento da igreja católica que marcou época, na cidade, principalmente por causa dos nossos shows, quando senhoras da sociedade faziam verdadeiras obras primas do besteirol na casa de Nilson Brasil e Ione, para uma platéia de 500, mil pessoas.
Juntos, nos engajamos em várias campanhas.
Muitas vezes era com Tia Ivanilda que, no meu carro, percorríamos as casas do abastados de Mossoró pedindo cestas básicas para os doentes do Hospital Rafael Fernandes.
A última vez que nos falamos, eu estava em Tiradentes, eu acho. Estava nas Minas Gerais, certo que sim.
Pedi para ela rezar. Um segredo só meu e dela. Nem os meninos sabem disso. Ainda chorei, ao telefone, um bocadinho. E ela, com aquela voz intensa, rouca, foi me acalmando.
Pediu-me calma, serenidade.
Só eu e ela.
E fui me “serenando”.
Ah, como amo aquela velhinha...
Talvez por isso tenha travado.
E não tenha conseguido escrever mais nada.
Hoje, mais uma vez, passei o dia sonhando com ela. É o terceiro sonho de nós dois.
E ri muito.
Eu, Tia Ivanilda e Maria Fernanda, minha afilhada, filha de Fafá (que é filha de Tia Ivanilda) e Raniere Lima de Oliveira, grande amigo, quase irmão.
Os três andando, vejam só, de mãos dadas por Tibau. Quero que seja Tibau, apesar de nenhuma menção, àquele mar, ter sido feita.
Ah...
Foi no Tibau, na minha casa, no último verão, que fomos mais felizes do que nunca.
Passei o mês de janeiro inteiro na praia.
E todo santo dia via minha velhinha, que passou o verão em uma casa colada a minha.
Saíamos para comprar pão, para passear, para fazer nada. E riamos, muito, de tudo!
Certa vez fomos procurar um amor de Marcio Custódio, um colunista daquele mar. E nos perdemos no meio do mato. Pode?
Tia Ivanilda foi logo dizendo... “Ah, porque não trouxe meu terço!”
Kkkkkkkkkkkkkkkk!!!
Depois de uma hora, no achamos. E o celular não pegava. Foi uma aventura!
Mas passearmos na praia, nunca passeamos.
Tia Ivanilda adorava bater perna. Mas de carro. Andar a pé? Jamais!
Mas no meu sonho passeávamos na praia: eu, ela e Maria, como disse.
O sonho era meu, mas o mar nunca soube onde ficava.
Era meio mar, meio céu, sei lá.
E ríamos tanto, parecíamos três birutas.
Era um caminhar diferente, feliz, feliz, feliz!
De repente acordei, juro, com um beliscão – mania de Tia Ivanilda.
Ah, tinha ódio: ela adorava me beliscar. E como doía.
Dei um grito, acordei, quis ter medo.
Aí me lembrei do sonho, nós três, aquele marzão.
Percebi que era minha velhinha, me acordando.
Graças a esse acordar eu... voltei a escrever palavras de amor.
Só quando comecei a terminar esse texto, entendi.
E chorei.
De saudade.
Muita saudade.
Te amo, Tia Ivanilda!
Para Claudia Rocha
24/05/2008 às 23h37
Que mulher é essa, que faz da caridade sua bandeira maior pelos caminhos da vida?
De onde vem tamanha força?
Força dos braços magrinhos...
Do corpo franzino
Dos olhos de Deus.
Ela nasceu baiana.
E um dia, “sem explicação”, caiu nos braços do Baiano Cláudio Rocha.
E resolveram se casar.
E filhos lindos Deus mandou.
E continua mandando.
Foi em Ceará Mirim que nasceu o Centro de Caridade São Francisco de Assis.
Um local cheio de bondade desde a época que a tal mulher perambulava pelos supermercados e pelas feiras livres da cidade atrás do que havia restado.
De frutas.
De verdura.
De amor.
Ah, o amor...
Foi assim, tão cúmplice do mais nobres dos sentimentos, que seu bem querer pelas crianças nasceu.
Hoje são mais de cem.
Que comem.
E sorriem...
E vivem
Porque ela existe.
Ela, um anjo chamado Antônio...
Um anjo chamado Bartolomeu.
De evangelho nas mãos e o coração a frente dos olhos, Claudia venceu barreiras, se esgotou de sofrimento muitas vezes graças a dor da vida alheia e se transformou numa mulher capaz, através de um simples abraço, fazer nossa vida melhor.
E infinitamente mais feliz.
Hoje o Centro Espírita São Francisco de Assis é uma realidade, sonho consumado em fé.
Que ensina, educa, canta o amor.
Que mulher?
Claudia Rocha, para sempre Claudia, para sempre santa anja do Senhor.
A história de cada um
18/05/2008 às 14h28
A vida de cada pessoa dá uma história. Uma linda história: ora trágica, ora feliz, ora infeliz, ora choro, ora velas, ora tudo isso ao mesmo tempo e não necessariamente nessa ordem.
Outro dia, em um desses engarrafamentos descomunais que tomam conta da cidade de uns anos para cá, parei em frente a uma passarela, entre o Via Direta e o Natal Shopping.
Eram cinco horas da tarde, o sol começava a rosear os céus do Natal e eu, que de uns tempos para cá aprendi até a domar meu stress, liguei o som do carro.
E, ao som de Ella FitzGerald, que cantava somente para mim “It’s all right with me”, CD que foi um presente de Paulo Oliveira, fotógrafo luz, comecei a transportar minha alma para cinco, sete metros acima do carro.
E em seguida “Diva” soprou T'ain't nobody's bizness... Novamente só eu e Ella.
Sobre minha cabeça, o fio aconchegante do meu carro, pessoas voavam de um lado para o outro.
Umas gordas.
Outras magras.
Outras bonitas.
Outras nem tanto assim.
Umas de cor de rosa, outras de azul, um mundo de gente de amarelo.
E de verde.
Umas era tão apressadas.
Outras tão devagarzinho.
Muitas no celular.
Outras feito bailar.
Umas riam, duas passaram chorando.
Passei uns dez minutos ali, observando tudo, cada detalhe, cada pessoa.
E fiquei pensando...
Cada pessoa que vai ali, segue um curso, um rio, uma história na vida. Cada um com seu tormento, seu alento, seu amor – ou não.
Cada um seguindo na vida.
Pais, filhos, mães – e aqueles que nada sabem disso não.
Umas com cachorro.
Outras cachorras.
Uns muito sérios.
Outros sem combinar nada: ah, o que isso importa, não é?
Umas com muitas sacolas.
Outras pobrinhas, levando só o couro e o osso.
Quanta gente passou ali, na minha frente. Cada uma com um coração que sofre, que ri. Cada uma com sua “cruz”, as flores, as dores da vida.
Cada pessoa que passa na nossa frente é assim: dona da sua história e nela desenha, ou não, um caminho feliz a ser seguido.
Acho até que fiquei mais simpático, com vontade de dar bom dia até para a tal passarela. Outro dia me peguei, passando ali, rezando por elas.
Umas cuspindo no chão.
Outras cuspidas pela vida.
Senhoras de bengala.
Gente banguela.
Motos voando. Sim, sim: em cima da passarela.
Uns tirando meleca – eca!
Outras decotadas até onde Deus não vê.
Tinha vendedor de picolé.
Fresco, rapariga, homem, mulher.
E gente.
E gente!
E gente!
Cada uma com seu caminhar.
É por isso que cada pessoa, a boa, a má – todo mundo merece respeito.
Biiiiiiiiiiiiiiiiiii!
De repente uma buzina mal educadíssima atrás de mim.
Percebi que o trânsito resolvera fluir.
O sol já se espreguiçava longe, cansado da luta, fora dormir.
Aí, mais adiante, vi um corpo estendido no chão.
Era um homem, ouvi os gritos.
Um homem que deveria estar na passarela, mas preferiu jogar a vida fora em meio a carros que voam, com pressa de matar.
Que senhor seria aquele?
Gordo, magro, bonito, feio?
Carregaria sacolas, pediria esmolas, faria o quê?
Morreu assim, tão logo.
Ah, tem gente que prefere a vida assim.
Rápida, fulgaz.
Nosso respeito àquele senhor.
E a todas as pessoas do mundo. Desse mundo, de outros também.
Os Gerais dos meus amores
11/05/2008 às 10h12
São João Del Rei: alumbramento
A lindíssima Igreja de São Francisco de Assis, de 1749: obras de Aleijadinho e túmulo de Tancredo
Os caminhos nos levam ao passado
Em São João Del Rei: Nossa Senhora do Carmo, 1734
A Maria Fumaça desde 1881, coisas de Dom Pedro II
Na terra de Tiradentes: belíssima Matriz de Santo Antônio, 1710, obras de Aleijadinho
Tiradentes: prestou atenção no cachorrinho que anda de charrete?
Prados: existe imagem mais lúdica?
Mais Bichinho: igreja da Santa Cruz, 1911
Bichinho: onde se anda, arte
Cel. Chaves: cidade, límpida, linda, lúdica. Me lembrei de Edward, Mãos de Tesoura
Igreja do Rosário: Coronel Chaves, 1878
Santo Ofício, em Tiradentes: comida ma-ra-vi-lho-sa
Pedacinho do Traga Luz, um restaurante lindo, acolhedor, chique, arte culinária, arte de arte mesmo
Os donos do Lerlequin, em São João Del Rey: comida divina, ambiente abençoado
Devo ter sido escravo, noutras vidas. Escravo sofrido. Aguerrido aos maus tratos, sofridões d’alma.
Acredito nisso, piamente.
Cada vez que caminho pelos Gerais, sinto que, ali, estive noutras paragens da minha vida. Passadas vidas, aliás.
Lembro-me, por exemplo, quando estive em Sabará, a pouco mais de 60 quilômetros de Belo Horizonte, três anos atrás e entrei na Capela de Nossa Senhora do Ó.
Foi como se o mundo caísse por sobre minhas costas.
Realmente caiu.
E eu caí no choro. Compulsivo.
A igrejinha, mínima, cravada no alto de um morro, é um alumbramento – apesar de tanto abandono. Coisas dos Brasis e seus gerenciadores medíocres, de visão rala. Não sei como a Nossa Senhora do Ó anda hoje em dia. Mas àquela época, três anos atrás...
Construída em 1719, a capela é pequena, de aparência singela, guardando no seu interior um esplendor, já que possui uma decoração riquíssima. A talha barroca, de estilo Dom João V, aliada às pinturas de 'chinesices', em ouro, sobre vermelho e sobre azul, imitam as lacas do oriente.
E tudo erguido sobre a agonia, a dor e a escravidão.
Rezar ali é, também, um pedido de perdão.
A todos os escravos, a tantas injustiças sociais.
Passear pelas Minas Gerais é, sempre, um abraço no passado, na história, nessa dor também.
Como escravos conseguiam erguer tudo aquilo? E tudo tão perto do céu, tão cúmplice do inferno.
E na dor de uma gente negra da vida, do trago do chão.
Outros amores: São João Del Rey, nossa Tiradentes. Seria capaz de abandonar tudo e armar vida ali. Com Keity, claro – e minhas duas cachorras.
É tudo tão lindo, tão rico, tão histórico, tão vivo!
E emocionante!!!
São duas cidades verdadeiramente encantadoras!
Descobrir Rezende Costa, Coronel Xavier Chaves – popularmente chamada de Coroas (é, ninguém merece nascer numa cidade com o nome de Coronel...), Bichinho (cada casa transformada em lojas de artesanato).
E tudo por um preço ótimo. E tudo tão lúdico, tão lindo, tão distante do real da vida.
Essas últimas cidades ficam entre São João e Tiradentes. São muito pequeninas. Mas extremamente bem cuidadas, cheias de arte e vida simples, cadeiras às calçadas...
Certa vez, quando cheguei a Coroas... um grupo de várias mulheres conversando no meio da rua. Assim, nem aí. A cena marcou para sempre minhas memórias.
Fora que as cidades são envoltas por auras diferentes, lilases, certamente. É muita arte, muito bom gosto.
A gastronomia é inacreditável de boa.
É uma culinária requintada, respeitada, com chefs ora nacionais, ora importados. E tudo muito caro. Ah, mas essa parte a gente pula.
Tiradentes tem restaurantes carézimos. Outros nem tanto. Mas tudo vale a pena, se a alma não é... lisa, claro!
Quem não pode, se sacode.
Não morra antes de visitar as Minas Gerais.
Fotos: Arquivo Pessoal - 2003
Perder-se em Ouro Preto
11/05/2008 às 10h10
Im possível não se emocionar com esta cidade
A Igreja do Carmo, vista de uma janela: velhos casarios
Igreja de São Francisco de Assis: pórtico de Aleijadinho, de frente para feirin de artes
Se existe uma coisa que tenho abuso na vida é essa colonização portuguesa.
Ai, ai.
Por que não foram os franceses, os ingleses?
Os espanhóis, até?
Maldita sorte, desculpe-me a terrinha, já vêm de priscas eras.
A origem de Vila Rica está no arraial do Padre Faria, fundado pelo bandeirante Antônio Dias de Oliveira, pelo padre João de Faria Fialho e pelo coronel Tomás Lopes de Camargo, por volta de 1698.
A vila foi fundada em 1711 pela junção desses vários arraiais, tornando-se sede de conselho, com a designação de Vila Rica. Tudo graças ao ouro, abundante.
Em 1720 foi escolhida para capital da nova capitania das Minas Gerais.
Em 1823, após a Independência do Brasil, Vila Rica recebeu o título de Imperial Cidade, conferido por D. Pedro I do Brasil, tornando-se oficialmente capital da então província das Minas Gerais e passando a ser designada como Imperial Cidade de Ouro Preto.
Em 1839 foi criada a Escola de Farmácia e em 1876 a Escola de Minas. Foi a capital da província e mais tarde do estado até 1897. Hoje é a capital da juventude. Apesar de tantas antiguidades...
Transformou-se numa cidade universitária, cheia de albergues com nomes irreverentes e com meninos e meninas cheios de espinhas na cara. Esse ar, jovial, com a turma da Acnase “gritando” dá outro charme a Ouro Preto.
Que foi a primeira cidade brasileira a ser declarada pela UNESCO, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, no ano de 1980.
E é, sem favores, uma das mais belas cidades brasileiras.
Visitar Ouro Preto é uma obrigação.
Perder-se em Ouro Poreto, uma tentação.
Para quem curte arte, história, boa gastronomia, festa.
A cidade é belíssima – e como todas as Minas Gerais, tem o povo mais simpático do planeta.
Uma das características mais marcantes de Ouro Preto são suas igrejas construídas durante o período colonial brasileiro. Perder-se na fé, outra delícia!
Para todos os gostos, para todos os santos, para todos os céus. E tudo lindo! Lindo! Lindo!
Igreja de São Francisco de Assis, Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar, Igreja de Nossa Senhora do Rosário, Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, Igreja Nossa Senhora do Carmo, São Francisco de Paula, Nossa Senhora das Mercês e Perdões, Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia, Capela de Padre Faria, de Sao José, Senhor Bom Jesus de Matosinhos, São Sebastião, Santana, São João, Rosário dos Pretos, da Piedade, Capela de Bom Jesus das Flores, Capela Senhor do Bonfim, Nossa Senhora das Dores.
Depois de tudo isso, só nos resta gritar: AMÉM!!!
Fotos: Reprodução
Deixem Ronaldo em Paz!!!
09/05/2008 às 10h02
Na imensa maioria das vezes sinto vergonha.
Da minha profissão, das pessoas alheias a ética, a compaixão, ao que acontece na vida dos outros.
O que tenho visto por aí: programas pseudo jornalísticos, outros de humor (?), donos de filmes pornôs.
Sinto asco. E não vejo.
Aliás, nos meus olhos, só o bom da vida enxergo. Só o bom da vida me cabe.
Por isso não falo com qualquer um.
As pessoas esquecem, muitas vezes da vida, que o que aconteceu com o jogador Ronaldo poderia acontecer, sei lá, com um irmão seu. Seu pai, sua mãe, você, até.
Não, não... não estou aqui dizendo que essas pessoas gostam de travestis, têm essa ou aquela preferência sexual.
Mas uso o caso do Ronaldo para mostrar que é possível, sim. Nós, nessa vida, voluntária ou involutariamente estamos sujeitos a tudo.
Ou a quase tudo.
Portanto, não julguemos. Nada, ninguém.
É ridículo ver as pessoas fazendo piadas com a desgraça alheia. É feio, grosseiro, não é atitude de quem, do lado esquerdo, tem um coração.
E isso não tem graça.
Dói.
E como dói ver pela vida seres humano com atitudes tão toscas, medíocres, infames.
Se era travestis ou não? Dane-se!
Se transou ou não? Dane-se!
Eu, que acredito nas pessoas sempre, acredito em Ronaldo. Acredito sim.
E ninguém tem nada a ver com isso.
Será que tudo o que Ronaldo fez na vida: seus abraços na solidariedade, seus gols... nada disso é lembrado?
Sabe com o que nós temos que nos preocupar?
Com a fome que corre os Brasis, impiedoso apesar da demagogia do governo.
Com o fazendeiro mal caráter absolvido do caso Dorothy Stein.
Com a população, ridícula no meio das ruas, atirando pedras nos Nardoni – e rindo para câmeras, fotografando com celulares...
Com as focas mortas no Canadá, dor absurda que o mundo permite.
Com o pobre Mianamar, abandonado há 50 anos, regido por uma brutal força militar que, pós tragédias da natureza, ainda impedem que comida chegue para suas gentes.
Com a Aids que deixa órfãos, por dia, mais de 50 crianças na África.
Com guerras, que vidas encerram.
Isso sim nós temos que nos meter. E gritar, fazer matérias, pedir socorro.
Deixem Ronaldo em Paz.
Desde a Bíblia que "Deus" avisa...
“Que atirem a primeira pedra”!
Joguem flores, rezem – e vão tomar conta das suas vidas!!!
Prece rapidinha
26/04/2008 às 17h38
Faz dias que sonho escrever isso.
Sei lá os porquês.
Talvez para colocar seu astral sempre lá pra cima.
Mas... o que é a tal felicidade?
Quando você achar que não é feliz...
Acorde, abra o olho. Ver não seria uma imensa alegria?
Aí se levante. Levantar-se também é motivo de felicidade tremenda. E andar? E poder falar?
Sabe de uma coisa: temos mais é que agradecer. Sempre, instantes todos que existam por aí.
Agradecer por ter o que comer, por ter para onde ir.
Agradecer, até, por estar aqui, lendo estas mal traçadas linhas.
Agradeça, até, por aqueles que te fazem mal.
Desde que – mesmo como todos os defeitos do mundo que sei que tenho – descobri que agradecer era uma dádiva (também!), o faço feito ladainha.
Deus ouve.
E adora!
Onde colocar o amor?
19/04/2008 às 13h09
Antes de ontem à noite fui passear em Ponta Negra.
Eu, um grupo de amigos.
E o meu coração – que às vezes, sinceramente?, preferia não ter.
Jogaram uma gatinha, minúscula, no capô do meu carro. Como assim?, jogaram? Sim, sim: jogaram. E pronto.
Estava estacionando o carro quando ouvi o barulho. Seco, sem vida, barulho de dor.
Como pode um ser humano fazer isso com um animal tão indefeso?
A gatinha, tão magrinha, pequenina e com um olhar tristíssimo, gritou de tanta dor.
Foi um grito de pavor, seguido de sucessivos gemidos.
Quem foi?
Quem sabe?
Não fui atrás. Certas coisas, na vida, não me interessam. O que precisava, naquele momento, era dar, um tantinho que fosse, de amor para aquele bichinho tão fraco, tão dolorido, tão dó.
Aí...
Coloquei a gata no meu carro, trouxe aqui pra casa.
E aqui está, desde então, depois de tomar banho no Centro Veterinário São Francisco de Assis, receber vacinas, tomar remedinhos.
Assustada, parece que o mundo lhe caiu sobre a cabecinha.
Mal sabe ela que sobre a minha também...
Em um planeta onde pais matam filhos, filhos assassinam pais – jogar animais deve ser normal, sei lá...
Pois é...
Esse texto é para pedir socorro a você.
Como Maria do Socorro, minha poodle caçula teve três filhinhos – e estão todos aqui em casa esperando a época de ir para suas famílias... todas previamente pensadas e analisadas – não vendemos os filhos dos nossos bichos. Respeitamos nossos animais. E quem compra, nem sempre tem lá tanto amor assim. Quem vende, nem se fala!
Como Terezinha, braba que só, não admite dividir amores e como morar num apartamento me impossibilita de ter mais do que duas cachorrinhas...
Não sei o que fazer com a gatinha preta que me caiu dos céus.
Por favor, me acudam!
Se conhecerem alguém que ame bichos, gritem seu nome aqui para o site.
Sim – e gato preto dá sorte.
Deus não colocaria no mundo nenhum bichinho para não trazer sorte, amor, companheirismo, amizade, lealdade... e vida, alegria, amor, amor, amor...
O que cabe numa cama vazia?
15/04/2008 às 09h54
Entranha sensação, essa.
Me acostumei com o amor.
E não consigo viver sem.
Aliás, quem conseguiria?
Ontem, Keity precisou viajar. Vai voltar somente amanhã...
E eu dormi sozinho, naquela cama imensa.
Quer dizer: eu, Terezinha entre os dois travesseiros e Maria do Socorro no meu travesseiro.
Aliás, no dela. Deixei de ter travesseiro faz tempo, desde que a nossa poodle caçula se apropriou dele.
- Pai, realmente, é besta demais!
Sim! E os três cachorrinhos pequeninos, filhos de Maria do Socorro, numa caminha ao lado dos meus sonhos.
A sensação é péssima – de ficar, digamos, sozinho na vida, perdido na cama.
Faz, talvez uns 18 anos, que sou apaixonado por Keity.
Começamos a namorar ainda moleques e o amor foi nascendo, crescendo, ganhou os céus. Ganha, aliás, dia a dia.
Ela virou meu prumo, meu rumo, meu chão.
Outro dia, conversando com a amiga querida Ana Zélia Facci, soltei essa: “Sem ela, sou nada não!”.
É verdade.
Vou confessar uma coisa: sempre agradeço a Deus. Sempre. Encontrar, tão cedo, um grande amor, é um presente de Deus. Nem sei, sei lá, como seria.
Encontrar um amor tão cedo redimensiona o tempo, nosso espaço, nos faz, no mundo, a pessoa – assim mesmo, no artigo definido.
Aí, se constrói um mundo imbatível, impenetrável, uma rocha com... coração.
Ontem conversava, horas a fio, com um amigo do Rio de Janeiro. Amigo desde o Colégio Andrews, em Botafogo.
Falamos em tudo.
Inclusive no tal do amor.
Robson Maia me disse umas frases que gravei para escrever para vocês.
“O amor é fundamental porque alimenta nossa alma, nos faz homens de verdade e, principalmente, nos coloca diante da vida como pessoas boas”.
“Evite amizade com quem não ama. Quem não ama, deixou de viver. É amargo, mente, sacaneia”.
“Só o amor nos faz gente de verdade”.
Robson casou com Camila aos 16 anos de idade. Tão cedo na vida, que ainda estudávamos juntos. Faz, no ano que vem, 20 anos de casamento apaixonado. Formou-se em medicina, estudou em Loma Linda, na Califórnia e Camila sempre ali. Aos dezessete anos, tiveram gêmeas. E Lara e Chrys (a Chrys foi por minha causa) hoje são “moças feitas”, me chamam de tio, são mulheres super amáveis, lindas.
É o amor.
O amor pode tudo.
Pode chita, pode veludo.
Pode fazer um casal, aos 16 anos de vida, encarar a vida. E vencer na vida.
O amor só não pode com uma cama vazia. Ah, isso não!
Para Isabella Nardoni, com amor
11/04/2008 às 20h58
A morte da menina Isabella, em São Paulo, tem mexido, também, comigo.
Dói a cabeça, choro vira nó, rezo numa compulsão, numa profusão de santos e améns.
Tem sido assim, desde que Isabela Nardoni caiu do sexto andar do edifício onde passava, feliz, tadinha, aquele fatídico final de semana.
Como pode alguém fazer isso com uma criança?
Aliás, como pode existir alguém assim – que simplesmente jogue por uma janela toda a esperança de uma vida?
Uma plantinha que seja, no mundo, carece de amor.
A gente vem para somar, agregar amigos, construir sonhos, erguer bandeiras de paz, amor, escrever uma história sem mentiras, nem subterfúgios.
Sabe qual é a nossa maior missão aqui?
Ser felizes...
E ajudar o mundo a ser melhor...
Àqueles que seguem o caminho inverso jamais serão felizes...
Quem matou Isabella?
Sinceramente? “Não me interessa!”
Calma: quero sim a justiça feita – mas, de verdade, o que gostaria, realmente, era que o Brasil inteiro rezasse por ela. E não somente. Nós precisamos rezar pelos pais dos pais dela, pelos pobres pais da Isabella, a madrasta de cara trancada numa dor infinda. E os dois filhos da madrasta, pequeninos, sem mãe há uma semana – se é que terão uma mãe novamente.
Sim, rezar. Rezar compulsivamente. Deitar a cabeça no travesseiro e pedir a Deus que seus pais – culpados ou não – se transformem.
Como não estão os pais do pai e da madrasta da Isabella?
E os pais de Ana Carolina, mão da menina?
E Ana Carolina, linda, jovem, vida abalada?
Para mim, tão triste quanto o(s) assassino(s) da menina é, por exemplo, os tais inquisitores da sociedade moderna.
Uma gentinha desocupada, desnecessária e agressiva, por exemplo, que vai para porta de uma delegacia onde o pai e a madrasta estavam e gritam: “assassino!, canalha!, morram!”.
Tão cruéis quanto a morte, são esses algozes!
- Que absurdo! Esses sim, deveriam ser presos.
Dão seus shows particulares e vão para casa rezar. Como se pecado não tivessem cometido. Como se purificados fossem.
Eu não julgo. Ou tento não julgar ninguém. Esse foi mais um presente que o espiritismo me deu.
Se minha cabeça dá nós intermináveis, rezo. E rezo. E rezo mais uma vez.
Não podemos nos portar assim, como donos da verdade, emitindo opiniões como se, por exemplo, não tivéssemos família – ou como, no mundo crudelíssimo em que vivemos, não estivéssemos sujeitos a tragédias como a morte da menina que virou anjo dos Brasis.
Por isso, nada de julgamentos, pré-julgamentos, conceitos, preconceitos.
O que Isabella precisa, hoje, é de paz, de tranqüilidade e de orações...
Só assim a pobre menina vai descansar na santa paz.
Me adiciona!!!
11/04/2008 às 15h42
Sabe de uma coisa?
Nunca suportei o tal Orkut – sempre achei muita exposição (eu já vivo numa vitrine) – e os exemplos que o site de relacionamento muitas vezes oferece ao mundo chega a doer: gente que maltrata gente, pedofilia, agressões baratas.
Mas como tudo na vida, o Orkut também tem um lado bom.
Tanto que eu resolvi entrar...
O lado de rever amigos, encontrar pessoas que o tempo levou pra beeeeeeeeeem longe da gente, e, se, mesmo que de cultura não goste tanto assim: ainda assim é um vasto mundo, posto à sua frente.
A ordem para entrar no Orkut veio de Liti Sena, filha de Laudemir e Yone Álvares...
E foi o caçula da família, Júnior, que passou uma tarde inteira me dando aulas...
E aí... sou Orkuteiro!!!
A bem da verdade, engatinhando.
Mas de cara, logo no segundo dia, me acharam.
E, vê só, uma turma do Colégio Rezende, onde estudei parte do meu primário, em Botafogo, no Rio de Janeiro...
A bem da verdade, dali, não trago lá tão boas recordações assim...
Mas reencontrar Andréa Luz, para mim, foi um presentão.
Juntos passamos a trocar e-mails, revisitando o passado com alegria e levando, à vida, um pouco da nossa história...
Pronto: gamei no Orkut “só por causa dela”.
E aí foram chegando outros amigos (sem saber como agir, deletei, pode?, uns 50), e chegaram novas idéias, novos caminhos...
O Orkut, como tudo na vida, tem seu lado de bom.
Que maravilha!
Eu encontrei essa estrada...
Lembra? Na vida a gente sempre tem que encontrar o melhor dos caminhos.
E o lado bom de tudo...
Vira-latas é quem não ama os animais...
31/03/2008 às 18h03
Um cachorro foi visto no meio de uma avenida movimentadíssima, no Japão.
No meio do trânsito, cuidava de seu amigo que acabara de ser atropelado por um carro.
Usando a pata, o cachorro tentava acordar seu amigo, atropelado por esses carros impiedosos que voam levando vidas...
O cachorro tentava empurrar seu amigo para fora da avenida. E quando alguma pessoa tentava ajudar, ele rosnava e afugentava os que se aproximavam dele.
Apesar do tráfego pesado, o cachorro não abandonava seu amigo.
As pessoas ficaram impresionadas.
- Como um cachorro vira-latas podia ser tão leal?!
- Que sentimento é esse que os animais trazem n'alma?
- Como existe gente que não gosta de animais?
Em situações difíceis... sabemos quem é um verdadeiro amigo.
Definitivamente não vamos esperar que situações difíceis sejam necessárias para demonstrarmos o quando consideramos aqueles que são nossos verdadeiros amigos.
Se você tem um amigo, conserve-o e quando tiver oportunidade de demonstrar sua amizade, não espere, faça.
Que tal agora?
Seja grato!
Seja leal!
Seja verdadeiro!
Seja amigo!
Eis um caminho curtíssimo para sua felicidade...
As fotos foram enviadas por Maysa Almeida Costa, grande amiga, grande amor... poodle do jornalista Emery Costa, de Mossoró.
Felizes os convidados para a Ceia do Senhor
23/03/2008 às 17h18
Cheguei a essa conclusão na Semana Santa: sou uma máquina.
Calma, explico.
Sem pretensões, que fique claro, de cara!
Para poder passar o feriado por aí, precisei programar o site por quatro dias. Tirei, sabe Deus onde, exatas 88 notícias – 22 notas por dia – para não deixar o site cair no marasmo, como aconteceu, por exemplo, quando viajei para Portugal, no final do ano.
Meu Deus, como trabalho!
E isso só a custa de muito amor, muito respeito com quem está do outro lado do computador... Claro que coloquei notícias aqui, no decorrer da Semana Santa. Muita coisa que me chegava, notícias que me diziam...
Mas ainda há quem diga que colunista é “desocupado”... se existe, não me pergunte onde. Não tenho tempo, não me interessa. Aliás, a vida de ninguém me interessa.
Como não me interessa ler certos seres. Quer saber? Não tenho tempo!!! E, simples assim: não leio.
O que me interessa mesmo é escrever. E como escrevo. por exemplo: tudo, aqui no site, é escrito por mim. Literalmente tudo... E a cada dia melhor, com maior responsabilidade. E mais e mais e mais feliz!
Nunca vocês vão encontrar aqui notas denegrindo quem quer que seja. Nem piadas para outros colegas, nem mal-dizeres sobre esse, aquele assunto. Fui muito bem educado na vida e não tive orientações medíocres.
Cheguei onde cheguei sem favor de ninguém, sem concessão política, sem pedidos e outros pedidos. Venci pela minha competência.
É, não sou modesto para determinados assuntos.
Bem, voltando.
E não é que consegui! Passei a Semana Santa inteira sendo besta, bem desocupado como dizem uns e as notícias iam entrando a todo instante. E o DeSaboya.com bombou!!!
Quer saber: sou uma máquina messssssssssmo!
Acordo sempre muito cedo, vou dormir, sempre, muito tarde. E passo o dia correndo: além do site, da coluna diária no Jornal Diário de Natal, tenho um mar de festas que organizo todo santo mês. Dos convites à decoração, tudo passa pela minha mão. Portanto: minha vida é uma correria desenfreada!!!
E sigo dando conta!
O motivo de tudo isso?
Amo o que eu faço!!!
Sabe, gente: amor é fundamental em tudo.
E costumo dizer a amigos... se fosse um gari, seria “o gari”. Varreria uma rua como ninguém. A gente tem mesmo que se esmerar, dar o melhor de si. Não deixar, nunca para depois, o que pode fazer agora. E a gente pode fazer tudo agora, nesse exato momento. Trabalhe, leia, corra atrás: só assim se vence numa vida tão competitiva, tão atropelante, tão cheia de "colegas" de caráter ralo, ingratos e... tadinhos...
E isso vale para toda e qualquer profissão. É um querendo engolir o outro, se dar bem a custa do outro, fazer o mal, copiar, invejar...
Só assim, com muito trabalho, se vence na vida.
E só assim a vida passa beijando nosso coração, abraçando nossa alma.
É fácil ser feliz
19/03/2008 às 00h02
Quais os caminhos existentes para quem é plenamente feliz?
Ah, faça-me o favor: “Momentos felizes existem, felicidade plena não!”
- Figa!
Não existe para você: porque para mim existe sim.
Sou absurdamente feliz.
E canto.
Não sinto essas lengas-lengas de que o mundo moderninho (e desocupado) adora cantar: deprê, dor, tristeza, vazio... Faça-me o favor: a gente é aquilo que quer ser.
E, se tem gente por aí dizendo que felicidade plena não existe... meus pêsames!
Sou feliz na plenitude da palavra.
Em demasia.
Claro que já chorei muito: decepções, meus mortos, saudades...
Mas choro e, dez minutos depois estou lindo. Cantando Cazuza, comendo um docinho, olhando pra lua, beijando na boca da minha maior alegria.
Claro que quero um mundo melhor, pessoas melhores! Claro que quero um mundo de justiça, sem fome, de vidas respeitadas desde a natureza, passando pelos animais até chegar ao homem.
Claro!
Mas faço a minha parte – e exercito a solidariedade como válvula de escape, eu acho.
Mas faço alguma coisa.
Braços cruzados? Nem sei como postá-los. Nem combina comigo.
Corro, vou à luta, escrevo, vou atrás.
E por isso também sou feliz.
Para ser feliz, acredito eu, temos que exercitar umas coisas...
Como por exemplo o perdão. A tolerância, a compaixão, a verdade, o olho no olho.
É preciso amar.
Claro que não sou santo. E nem quero!
Mas tudo isso é verdade sim.
Como é verdade por exemplo que, para sermos felizes também, basta querermos.
Que tal começar querendo ver o outro melhor, mais feliz?
Roda-gigante
16/03/2008 às 19h29
Que sua semana seja feliz
Que seus dias vivam a sorrir
Que boas notícias apenas você escute
Que boas notícias apenas você espalhe
Que os anjos gritem amem
Quem seu sorriso alcance o além
Que você brinque feito criança
E que não perca jamais a esperança em dias melhores sempre
Que você realize seus sonhos
E que pra isso você faça todas as comunhões com Deus
Que os seus
Os meus
Estejam todos em paz
Que você não fale de vidas, nem feridas, nem alheias jamais
Que olhe para seu umbigo
Gemidos? Ah... só de prazer...
Que você abrace os amigos
Seja grato, para sempre grato
E que agradeça a Deus ao abrir os olhos para o sol
E vá dormir beijando o céu, as estrelas todas
Que você seja profunda e verdadeiramente feliz.
Para sempre feliz!
É nas adversidades que eu me encontro
12/03/2008 às 09h14
Sabe de uma coisa?
Estou adorando ser pai novamente!
É a minha segunda ninhada.
Os meninos de Maria do Socorro, minha poodle caçula, enchem de vida, preocupações e festa a minha já ouriçada vida – e eu adoro cada momento em que vivo com eles.
Às vezes – para não dizer infindas vezes... deito no chão, rolo pelo chão, brinco, damos cambalhotas.
E depois fico quietinho, observando.
Como Deus pode ser tão exibido, hein?
Como pode criar “pessoinhas” tão fofas, tão inocentes, especiais por demais?
- Deus, decididamente, é um danado!
Todos perfeitos. Outro dia cabiam, os três, na palma da minha mão. Hoje apenas um cabe, esparramado, sobre as linhas da minha vida.
São três meninos. É uma experiência nova, também, brincar com homem.
Sempre tive meninas. Desde as gatas Luana, Priscila... a Piquenes Kika...
Os meninos?
Um é extremamente parecido com Terezinha, mãe de Maria do Socorro, então avó do menino mais briguento de todos. Como briga com os irmãos, meu Deus! Puxou a quem mesmo, hein?
O segundo é imenso: gordo, guloso, está sempre na frente dos dois. Todinho eu.
O terceiro tranqüilo demais, adora passar o dia dormindo...
Três vidas. Cada uma no seu momento, no seu caminho. E todos tão diferentes!
Fico lembrando daqueles pais que dizem... “Nasceram da mesma mãe, do mesmo pai – e como são diferentes!”
É verdade, cada pessoa é uma pessoa.
Cada poodle também o é.
Cada um é cada um.
E a vida de cada pessoa – cachorro ou não – é uma história.
Por isso também temos que valorizar cada ser. Uma plantinha que seja...
Temos que tratar bem, ir além dos nossos limites para fazer o mundo melhor.
Não é demagogia. É fato.
Claro que muitas vezes não conseguimos. Não é fácil viver.
Mas, acredite, difícil mesmo deve ser complicar, não respeitar as vidas de Deus, não abraçar as adversidades.
Ser pai novamente tem me mostrado isso.
É, ficamos mais sensíveis quando geramos um ser...
Coisas que só Deus explica.
Sorte a sua
09/03/2008 às 11h37
Desde que me conheço por gente sinto-me assim: um homem feliz.
Amarguras, angústias, invejas, ódios, rancores, recalques, ingratidões: e outros caminhos bem íntimos de muita gente pela vida, nunca fizeram parte do meu coração.
Sou feliz e canto.
Também nunca tive grandes raivas.
Aliás, meu coração vagabundo não tem nenhuma personalidade. Nem memória. E aí, feliz, vou esquecendo...
Aqui se faz, aqui se paga?
Então deixo a vida cobrar as dívidas dos outros.
E se tem uma coisa de que não abro mão é, no final do dia, antes de deitar-me, rezar.
Aí agradeço, rezo novamente, amor, o friinho de um ar-condicionado – e o travesseiro disposto a receber uma cabeça (e os sonhos) de um cara que leva a vida na boa, que rema contra marés – e vence tempestades.
Que chora, que ri, que nada não às vezes.
Que passa os dias, perfeito que quer ser (ninguém é tão bacana assim), sem ferir ninguém, sem falar de ninguém – e esquecendo quem não merece, por exemplo, sequer um oi.
É impressionante: esqueço o nome, o telefone, apago e pronto. Azar de quem perde minha amizade. Porque eu sou o máximo!
Ai, ai...
E quem não curte estar ao lado de uma pessoa feliz?
Quem?
Sou, também, um cara normal – como a vida de todos nós é.
Isso é uma benção de Deus.
E é motivo de muuuuuuuuuuuuuuuitas alegrias também.
Comece sua semana cantando!
Agradeça a Deus por tudo, pela domingo, a segunda...
Até uma topada que leva!
Seja feliz...